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TJAC realiza mais uma edição da Noite Magistral e a primeira entrega do Prêmio de Qualidade

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Com apresentações musicais e entrega de prêmios de valorização aos profissionais do primeiro grau, a edição 2025 da Noite Magistral marcou oficialmente o início do recesso forense

Sob as luzes suaves do espírito natalino, as instituições públicas também se permitem pausar o ritmo intenso do trabalho para celebrar conquistas, fortalecer laços e renovar esperanças. As atividades de fim de ano cumprem um papel simbólico essencial, humanizando os espaços institucionais, valorizando as pessoas que os constroem diariamente e reafirmando o compromisso coletivo com um novo ciclo que se anuncia. É nesse clima de sensibilidade, arte e gratidão que o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) realizou mais uma edição da Noite Magistral, um momento já tradicional no calendário do Judiciário acreano.

A edição 2025 da Noite Magistral aconteceu na sexta-feira, 19 de dezembro, marcando oficialmente o recesso forense. O evento reuniu magistradas(os), servidoras(es), familiares e convidados em uma celebração marcada pela união, pela alegria e pela valorização da cultura.

Apresentações musicais emocionaram o público, com participações especiais de convidados e também de talentos da própria casa. Servidoras e servidores subiram ao palco, revelando dons artísticos que reforçam a diversidade e a riqueza humana que compõem o Judiciário acreano.

A primeira apresentação ficou por conta da servidora Milene Moura que interpretou canções do rei Roberto Carlos. Logo depois, filhas e filhos de magistrados fizeram apresentações musicais. O juiz de Direito Cloves Ferreira também fez uma apresentação musical e teve ainda a apresentação coletiva com o Quinteto Feminino composto por servidoras e pela desembargadora Waldirene Cordeiro. A noite foi encerrada com a a tradicional apresentação do Coral Cancioneiros da Paz.

Premiações

Mais do que um evento cultural, a Noite Magistral também foi palco de reconhecimento e valorização do trabalho desenvolvido ao longo do ano. Durante a programação, a gestão do TJAC realizou a entrega do Prêmio de Qualidade do Judiciário Acreano às unidades do primeiro grau que se destacaram em 2025.

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A premiação reconhece o desempenho exemplar das unidades judiciárias que alcançaram os melhores índices de produtividade, eficiência e qualidade no atendimento à população. As equipes premiadas receberam bonificação financeira, como forma de estímulo e valorização do esforço coletivo, da inovação e do compromisso com a prestação jurisdicional.

O presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira enfatizou que o reconhecimento reforça a política institucional de valorização das pessoas e de incentivo à melhoria contínua dos serviços judiciais. Ao destacar boas práticas e resultados concretos, segundo ele, o TJAC reafirma seu compromisso com uma Justiça mais eficiente, acessível e humanizada.

Ele agradeceu a vice-presidente, desembargadora Regina Ferrari que sempre está ao seu lado; ao corregedor-geral, desembargador Nonato Maia e ainda a toda a equipe. “Ninguém faz nada sozinho. Tenho certeza que ano que vem chegaremos mais longe, pois essa construção está sendo feita. Foi um ano de muito desafio. Obrigada a todos”, disse o desembargador-presidente

Sobre o Prêmio

O Prêmio de Qualidade busca incentivar a excelência na prestação jurisdicional, reconhecendo varas únicas, varas especializadas, Juizados Especiais e Turmas Recursais que atingiram os melhores resultados — desde que instaladas há pelo menos três meses.

A avaliação utiliza como referência a metodologia do Prêmio de Qualidade do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e concede certificações nas categorias Excelência, Diamante, Ouro e Prata. Para garantir o recebimento da bonificação financeira, a unidade deve alcançar as classificações Diamante ou Ouro. O valor é dividido igualmente entre todas as servidoras e servidores lotados na unidade.

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Entre os indicadores avaliados estão:

Taxa de Congestionamento Líquida (TCL), Tempo Médio de Processos Pendentes Líquido (TPL), Cumprimento das Metas Nacionais do CNJ e Índice de Saneamento Unificado (ISU).

Além da premiação principal, a Portaria criou dois reconhecimentos individuais: O Destaque em Conciliação, voltado para a servidora ou o servidor, conciliadora ou conciliador com os melhores índices de conciliação e resolução consensual; Oficial de Justiça Mais Eficiente, concedido ao profissional com maior índice de cumprimento positivo de mandados.

As unidades certificadas também recebem menção de elogio e anotação nos assentamentos funcionais das magistradas, magistrados, servidoras e servidores envolvidos.

Houve ainda a entrega das Premiações Adicionais do Prêmio de Qualidade do Poder Judiciário do Acre 2025 que valorizam o desempenho individual e o compromisso diário com a excelência do serviço ä sociedade.

O primeiro reconhecimento foi o Destaque em Conciliação, concedido à servidora ou ao servidor, conciliadora ou conciliador, que se destacou pelos melhores índices de conciliação e resolução consensual de conflitos. O vencedor na categoria Conciliar foi o servidor da 2ª Vara Cível da Comarca de Cruzeiro do Harnoldo de Lima Diniz. Na sequência, o reconhecimento foi para o Oficial de Justiça Mais Eficiente, destinado ao profissional que obteve o maior índice de cumprimento positivo de mandados. O vencedor foi da Comarca de Epitaciolândia, o servidor Raid Fernandes do Nascimento Júnior.

A noite homenageou ainda os desembargadores que, ao longo dos 30 anos do Projeto Cidadão, exerceram a coordenação do projeto. Foram homenageados a desembargadora Eva Evangelista e o desembargador Pedro Ranzi, ambos aposentados. A servidora Ana Cunha também foi outra homenageada.

Fotos: Gleilson Miranda/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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TJAC registra mais de 50 mil processos no eproc um ano após a implantação do sistema

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Primeiro ano é marcado pela expansão da ferramenta, qualificação de usuários e avanços na prestação de serviços. Presente em todas as unidades jurisdicionais do estado, o eproc reúne funcionalidades que agilizam a tramitação processual

Há um ano, o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) tomou uma decisão que transformou a rotina de trabalho e ampliou a produtividade dos serviços prestados. Em 7 de julho de 2025, o eproc entrou em operação na Vara de Registros Públicos, Órfãos e Sucessões e de Cartas Precatórias Cíveis de Rio Branco, a primeira unidade jurisdicional a utilizar o novo sistema.

Desde então, o TJAC concluiu a implantação do eproc em todas as unidades jurisdicionais do Acre, na capital e no interior. No mesmo período, promoveu a integração de instituições do Sistema de Justiça à plataforma e capacitou magistradas, magistrados, servidoras e servidores para sua utilização. Com isso, o Judiciário acreano passou a contar com um modelo mais ágil e eficiente de processamento das ações judiciais.

Atualmente, mais de 51 mil processos tramitam no eproc. Todas as novas ações judiciais e os respectivos recursos em segundo grau são distribuídos exclusivamente pelo sistema. A implantação ocorreu de forma planejada, com suporte técnico e capacitação contínua, o que favoreceu a adaptação das unidades e a incorporação das funcionalidades da plataforma à rotina de trabalho.

O presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, destacou os avanços proporcionados pelo eproc para magistradas, magistrados, servidoras e servidores. Segundo ele, o sistema reúne funcionalidades como controle automático de prazos, automação de tarefas, redução de custos e aperfeiçoamento do fluxo de trabalho, fatores que contribuem para o aumento da produtividade e da eficiência na prestação jurisdicional.

Para o chefe do Judiciário acreano, a escolha do eproc como sistema de tramitação processual se confirmou acertada. De acordo com o desembargador, os recursos da plataforma conferem mais celeridade ao serviço judicial e permitem que a população receba respostas em menos tempo.

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Trabalho de muitas mãos

Desde 2023, o Judiciário acreano buscava um novo sistema de tramitação processual. Ao longo desse período, realizou estudos e debates até definir a adoção do eproc. Desenvolvido pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), o sistema atendeu aos critérios técnicos e estratégicos da instituição, principalmente por dispensar o uso de papel e simplificar o trâmite processual.

Nos meses que antecederam a implantação, o TJAC estruturou os fluxos de trabalho, definiu as etapas de implantação e estabeleceu as estratégias de capacitação para garantir o suporte necessário a todos os usuários. Ao final desse processo, mais de 55 profissionais atuaram diretamente na implementação do eproc no Judiciário acreano, distribuídos em cinco eixos: gestão, apoio estratégico, negocial, desenvolvimento e infraestrutura.

Para que a implantação ocorresse da melhor forma, o TJAC buscou a experiência de tribunais que já utilizavam o eproc, com o objetivo de consolidar suas bases e adotar soluções adequadas à realidade local. O compartilhamento de conhecimentos, experiências e boas práticas permitiu antecipar medidas e evitar dificuldades durante a transição, como a resistência inicial de parte dos usuários em conhecer o novo sistema.

Assim, o Tribunal investiu na formação de seus profissionais. Em pouco mais de um ano, promoveu 44 treinamentos voltados a magistradas, magistrados, servidoras e servidores das unidades judiciais. A proposta era criar familiaridade com o eproc e garantir que a mudança de sistema não comprometesse a produtividade. A estratégia alcançou o objetivo. Os dados demonstram que a prestação jurisdicional se mantém eficiente, mesmo com a coexistência temporária do eproc e do Sistema de Automação da Justiça (SAJ).

A coordenadora-geral de implantação do eproc, juíza auxiliar da Presidência Louise Santana, ressaltou a dedicação das equipes até a atual fase do projeto. Ao longo desse período, foram atendidas mais de 1.600 demandas técnicas e solucionados cerca de 2.400 chamados. Segundo a magistrada, o objetivo foi oferecer respostas rápidas e suporte contínuo para evitar ruídos e garantir uma transição segura.

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Agora, a juíza comemora os resultados alcançados. Ela afirma estar satisfeita com a trajetória construída durante a transição de sistema, principalmente ao constatar que os esforços já refletem na rotina da instituição e na prestação jurisdicional. “A gente está muito contente com os resultados. Os números estão aí para todos verem, as estatísticas demonstram, os nossos servidores e magistrados também estão muito satisfeitos. Agora é só avançar até o final”, afirmou.

O futuro é eproc

A principal etapa da implantação foi concluída, mas o trabalho continua. Uma equipe do TJAC segue dedicada à migração dos processos que ainda tramitam no SAJ para o eproc. A previsão é que essa transferência tenha início nos próximos meses e ocorra de forma gradual até a unificação do acervo processual.

As capacitações seguem. Em junho, magistradas, magistrados, servidoras e servidores do segundo grau participaram do curso “Noções Básicas e Gestão de Processos no eproc”, uma vez que os recursos já começam a chegar à instância. A qualificação busca assegurar que a nova etapa ocorra sem impacto na tramitação dos processos. O intercâmbio de experiências entre tribunais permanece, inclusive o presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, participa nesse instante do 4º Encontro Interinstitucional do eproc.

Criado em meados de 2002, o eproc conquistou espaço nos tribunais brasileiros por virtualizar e automatizar a tramitação processual. No Acre, a plataforma passou a integrar a rotina do Judiciário. De um lado, facilita o trabalho nas unidades judiciais com ferramentas que tornam as atividades mais ágeis e organizadas; de outro, a população passa a contar com uma prestação jurisdicional mais célere.

Fotos: Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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