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Vice-Presidência do TJAC realiza reunião estratégica sobre modernização da gestão judiciária

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Painéis de gestão estão sendo desenvolvidos para facilitar o monitoramento e progresso das metas da instituição

A vice-presidente do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), desembargadora Regina Ferrari, conduziu nesta segunda-feira, 15, uma reunião de avaliação e alinhamento das demandas estratégicas da Vice-Presidência, do Centro de Inteligência da Justiça Estadual do Acre (Cijeac) e do Núcleo de Gerenciamento de Precedentes e Ações Coletivas (NUGEPNAC).

Na oportunidade, foram apresentadas ferramentas de Business Intelligence que estão na fase final de desenvolvimento pela Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação (Setic) e a consultoria da Alvank. São três:

  • Painel de Precedentes Qualificados: Sistema integrado que identifica processos suspensos por Repercussão Geral, Recursos Repetitivos, IRDR e IAC, permitindo transparência e gestão em lote do acervo processual;
  • Painel de Monitoramento de Remessas ao STF e STJ: Ferramenta para acompanhamento das remessas e retornos dos recursos aos Tribunais Superiores;
  • Painel de Assistência Judiciária Gratuita: Sistema para validação de dados sobre processos com gratuidade de justiça.

Outro destaque do diálogo foi o Mapeamento de Demandas Repetitivas, Predatórias e de Alta Relevância do 1º Grau, no qual a Berna (solução de Inteligência Artificial) analisou as 32 unidades judiciárias e assim foram identificados os padrões de demandas abusivas, principalmente em litígios bancários e relacionados aos direitos do consumidor. A análise revelou concentração de ações com indícios de predação em aproximadamente 20% das unidades cíveis do TJAC.

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Fotos: Elisson Magalhães/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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Mãe que agrediu filha após flagrá-la em caixa d’água é condenada por maus-tratos

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Câmara Criminal entendeu que castigo físico extrapolou os limites do exercício do poder familiar

Mãe que submeteu a filha a castigo físico excessivo após flagrá-la tomando banho dentro de uma caixa d’água foi condenada a dois meses e 20 dias de detenção, em regime inicial aberto, pelo crime de maus-tratos. A decisão é da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC). O colegiado entendeu que a mulher abusou dos meios de correção.

Conforme os autos, o caso aconteceu em fevereiro de 2024, no município de Bujari. Foram constatadas diversas marcas de agressão espalhadas pelo corpo da menina. Ela apresentava hematomas na coxa direita, no cotovelo, na região das escápulas e no pé direito, além de escoriações no abdômen.

Em primeira instância, a mãe da vítima foi condenada pelo crime de lesão corporal praticada contra descendente em contexto de violência doméstica. Inconformada, recorreu da sentença. Pediu a absolvição, sob o argumento de que não havia agido com a intenção de ferir a filha, mas de discipliná-la.

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Ao analisar o caso, o relator, desembargador Francisco Djalma, concluiu que a conduta da mãe extrapolou os limites admissíveis do exercício do poder familiar. Por esse motivo, negou o pedido de absolvição formulado pela defesa. Entretanto, ele também deduziu que o caso não configurava o crime de lesão corporal praticada contra descendente.

“Embora o emprego de violência física seja absolutamente reprovável e incompatível com o regular exercício do poder familiar, as circunstâncias do caso não evidenciam que a apelante tenha atuado com dolo autônomo de ofender a integridade física da filha, mas sim que abusou dos meios de correção”, afirmou em seu voto.

O entendimento foi acompanhado pelos demais desembargadores. Assim, a Câmara reformou a sentença de primeiro grau para desclassificar a conduta para o crime de maus-tratos e redimensionar a pena da mulher para dois meses e 20 dias de detenção. O acórdão está disponível na edição n.º 8.065 do Diário da Justiça (p. 11), publicada nesta terça-feira, 28 de julho.

Apelação Criminal nº 0700141-70.2025.8.01.0010

Imagem gerada por IA

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Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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