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Casamento Coletivo é realizado pelo TJAC em ação social da DPE na Vila Campinas

Esta edição foi realizada dentro do projeto “Defensoria ao seu lado, cidadania mais perto de você”, da Defensoria Pública do Estado, que juntamente a parceiros, ofereceram orientação jurídica, emissão de documentos e atendimento de saúde.

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Foto: Comunicação TJAC

Trinta e oito casais celebraram a união no casamento coletivo do Projeto Cidadão, do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), no sábado, 26, na Escola Estadual São Luiz Gonzaga, na Vila Campinas, no município de Plácido de Castro. Esta edição do casamento foi realizada dentro da programação do projeto “Defensoria ao seu lado, cidadania mais perto de você”, da Defensoria Pública do Estado do Acre (DPE-AC).

Além de testemunhas, parentes e comunidade ansiosos e emocionados, prestigiaram e compuseram o dispositivo de honra, a juíza de Direito Isabelle Sacramento Torturela, magistrada titular da Comarca de Plácido de Castro, o prefeito do município Camilo da Silvao defensor Público Celso de Araújo, o promotor de Justiça do Ministério Público do Acre (MPAC) Lucivan Neri, o defensor Público da União Tiago Brasil, a representante do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) Márcia Cristina e o delegatário substituto do Cartório de Plácido de Castro Jorge Gamboggi.

A celebrante da cerimônia de casamento civil, a juíza de Direito Isabele Sacramento, pela primeira vez realiza um casamento coletivo na sua comarca de atuação e destaca sua emoção. “Celebrar casamento é sempre muito bom, mas quando celebramos na comarca que atuamos tem um sentimento muito especial. Estou muito feliz em ver rostos conhecidos celebrando o amor e oficializando a união deles. É muito importante e estou muito feliz”, finalizou.

O anfitrião da ação social e coordenador no Núcleo da Cidadania da DPE-AC, defensor Público Celso Araújo agradeceu a sinergia entre as instituições e enfatizou a relevância da ação social, que é bastante requerida pela população, principalmente a de baixa renda. “Muito agradecido ao Tribunal de Justiça pela parceria com o Casamento Coletivo. Sabe-se que é um serviço muito procurado pela comunidade e a gente fica muito feliz com essa colaboração com o Poder Judiciário, porque as pessoas tem essa oportunidade de casar com a possibilidade da isenção dos emolumentos e custas. Isso é importante para aquela pessoa que quer casar e não tem condições financeiras. Daí a importância desse projeto. O TJAC sempre foi parceiro nosso e a gente agradece de coração e que continuemos trabalhando em conjunto, porque assim conseguiremos alcançar toda a comunidade, promovendo justiça, cidadania e dignidade para essas pessoas”, concluiu o defensor Público.

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Tradicionalmente, durante a cerimônia, o Casamento Coletivo destaca dois casais que ganham assento central, próximo a magistrada celebrante. Nesta edição não foi diferente. O casal mais experiente foi representado pelo senhor Paulo José Pinto de Lima, 54 anos e Maria da Conceição Barca da Silva, 60 anos. Conheceram-se na igreja que frequentam e já estão juntos há 14 anos. Souberam da atividade por amigos e não perdem a oportunidade. “Estou muito feliz com a oportunidade desse grande dia. Muito obrigado”.

Os noivos Raylton Deivison Madureira Arantes, 21 anos, e Laiane Neves da Silva, 18 anos, representaram o casal mais jovem e estão juntos há quase quatro anos. O noivo destacou o exemplo do casal mais experiente e falou de sua emoção. “Estou feliz, hoje vendo o casal mais velho, pensamos no que eles já passaram juntos, construíram uma história, e agora vamos construir uma nova história”. A noiva compartilha o mesmo sentimento de felicidade. “Estou muito feliz, desde que a gente começou o relacionamento fala sobre o casamento, sempre tivemos o plano de se casar, e hoje se tornou realidade, então é muito gratificante”.

Tradicionalmente, durante a cerimônia, o Casamento Coletivo destaca dois casais que ganham assento central, próximo a magistrada celebrante. Nesta edição não foi diferente. O casal mais experiente foi representado pelo senhor Paulo José Pinto de Lima, 54 anos e Maria da Conceição Barca da Silva, 60 anos. Conheceram-se na igreja que frequentam e já estão juntos há 14 anos. Souberam da atividade por amigos e não perdem a oportunidade. “Estou muito feliz com a oportunidade desse grande dia. Muito obrigado”.

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Os noivos Raylton Deivison Madureira Arantes, 21 anos, e Laiane Neves da Silva, 18 anos, representaram o casal mais jovem e estão juntos há quase quatro anos. O noivo destacou o exemplo do casal mais experiente e falou de sua emoção. “Estou feliz, hoje vendo o casal mais velho, pensamos no que eles já passaram juntos, construíram uma história, e agora vamos construir uma nova história”. A noiva compartilha o mesmo sentimento de felicidade. “Estou muito feliz, desde que a gente começou o relacionamento fala sobre o casamento, sempre tivemos o plano de se casar, e hoje se tornou realidade, então é muito gratificante”.

Ações dessa natureza só são possíveis graças ao esforço coletivo em prol da comunidade. Portanto, O Tribunal de Justiça do Acre faz um agradecimento especial ao Cartório de Plácido de Castro e a Prefeitura de Plácido de Castro, por meio da Secretaria de Assistência Social que carinhosamente realizaram a decoração da cerimônia.

Defensoria ao seu lado, cidadania mais perto de você

O projeto “Defensoria ao seu lado, cidadania mais perto de você”, da DPE-AC, oferece diversos serviços à população, desde orientação jurídica nas áreas de divórcio, ação de alimentos, guarda de menores, tutela e curatela, usucapião, defesa do consumidor, atendimento jurídico geral à criança, ao adolescente, ao idoso e à mulher e muitos outros. Em parceria com demais instituições, foram ofertados outros serviços como atendimento médico, vacinas, emissão de CPF e de 2ª via de RG, Cadastro Único e consulta do Auxílio Brasil e coleta de PCCU.

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No Dia dos Povos Indígenas, TJAC destaca ações de cidadania que garantem direitos à população originária

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Medidas ampliam acesso à documentação, serviços públicos e reconhecimento da identidade indígena; confira a reportagem especial

Os povos originários sempre influenciaram a cultura e a história do Acre. O nome do estado deriva de “Aquiri”, termo da língua dos indígenas Apurinã que habitavam a região e significa “rio dos jacarés”. A culinária também é marcada pela presença de ingredientes nativos, como mandioca, tucupi, jambu e peixes, sempre presentes na mesa dos acreanos.

Essa relação com os povos indígenas é uma característica marcante do Acre, que concentra uma grande diversidade de etnias em seu território. São pelo menos 15 povos diferentes, além de grupos isolados. Segundo o Censo 2022, a população originária corresponde a cerca de 32 mil pessoas. Há 35 Terras Indígenas (TIs), o que representa 14,56% do território estadual.

Diante da expressiva presença indígena, o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) tem adotado estratégias e medidas para garantir a proteção dos direitos dos povos originários. Neste 19 de abril, data em que se comemora o Dia dos Povos Indígenas, confira, nesta reportagem especial, as ações desenvolvidas pelo Poder Judiciário acreano em prol da população ancestral.

Corrigir documentos é reparação histórica

Historicamente, os indígenas enfrentam preconceito para registrar nome e identidade étnica. Ciente disso, em abril de 2025, a Corregedoria-Geral da Justiça do Acre (Coger) aprovou uma norma que possibilita a retificação da certidão de nascimento sem a necessidade de ação judicial. A medida se baseia em uma resolução conjunta do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

A ideia do Judiciário acreano é agilizar a alteração do nome e sobrenome, a inserção da etnia e a correção nos documentos de pessoas autodeclaradas indígenas. A instituição entende ser necessária uma reparação histórica com os povos ancestrais do estado, ainda alvos de preconceito e discriminação.

Por isso, o procedimento foi facilitado. Anteriormente, era necessário ajuizar uma ação para realizar qualquer alteração no registro. Agora, o processo ficou mais fácil, rápido e barato. Basta solicitar ao cartório extrajudicial mais próximo, caso a mudança seja para corrigir equívocos históricos, como a ausência da etnia ou do sobrenome na certidão de nascimento.

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Cidadania para todos

O TJAC também tem realizado ações que facilitam o reconhecimento da diversidade cultural e da autodeterminação dos povos indígenas no Acre. A principal delas é o Projeto Cidadão, trabalho social que facilita o acesso gratuito à documentação e a serviços públicos. Desde 2021, a instituição realiza edições direcionadas à população originária, sendo os atendimentos promovidos dentro das próprias comunidades.

A medida permite superar as barreiras logísticas no atendimento à população indígena, especialmente em áreas remotas. Até o momento, uma variedade de etnias do estado foi beneficiada, como os Puyanawa, Huni Kuin, Kulina, Kampa, Madja, Nukini, Nawa, Shanenawa, Ashaninka e Manchineri. Essa lógica aplicada pelo Judiciário acreano rompe com o histórico de exclusão ao descentralizar os serviços públicos e garantir acesso equitativo.

Entre os serviços mais buscados estão a retificação de documentos, como certidão de nascimento e identidade, bem como a formalização da união por meio do casamento coletivo. Como novidade da atual gestão, foram incluídos atendimentos da Coordenadoria de Bem-Estar e Saúde (Cobes) e da Coordenadoria das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cosiv).

Compromisso com as pessoas

Em 2025, a primeira edição do Projeto Cidadão realizada na administração do desembargador Laudivon Nogueira ocorreu na Aldeia São Vicente, do povo Huni Kuin, em Tarauacá. De acordo com o chefe do Judiciário acreano, o propósito da ação foi demonstrar o compromisso do Tribunal de Justiça com a inclusão social, principalmente das populações indígenas: “Mostrar que é uma instituição parceira da sociedade, não só no julgamento das causas, mas na construção de uma cidadania ativa”.

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O cacique da aldeia São Vicente, Amẽ Huni Kuin, falou da satisfação em não precisar sair por horas ou até dias para obter atendimento: “Estou falando diretamente da minha casa, do meu povo, da minha aldeia, dentro da floresta. Esse é um sonho realizado”. O líder indígena acrescentou sobre a sensibilidade do Poder Judiciário às necessidades específicas dos povos originários: “Somos parceiros para virem fortalecer a nossa união, fortalecer a nossa cidadania”, afirmou.

Ibatsei Huni Kuin aproveitou o projeto do TJAC e solicitou a documentação de seus quatro filhos, três garotos e uma menina. “É muito longe para eu ir para a cidade daqui. É importante virem aqui para a gente poder tirar documento”, explicou. Em Santa Rosa do Purus, o casal Manoel e Josefa, ambos indígenas, disseram “sim” oficialmente e selaram a união de mais de 30 anos no casamento coletivo.

Continuidade dos serviços à população indígena

Este ano, o TJAC já garantiu a emissão de documentos básicos a sete povos indígenas. Foram mais de 140 pessoas atendidas — um esforço contínuo da instituição para combater a invisibilidade social dessa população. Nesta primeira ação, o Tribunal ofertou uma vasta gama de serviços públicos, em especial nas áreas da saúde e da assistência social.

O Tribunal de Justiça prevê, ainda, ao menos cinco edições do Projeto Cidadão voltadas aos povos originários em 2026. Conforme o calendário de ações, o primeiro atendimento está previsto para junho, com a etnia Katukina; em agosto, na cidade de Feijó; em novembro, na Terra Indígena Nukini e na Comunidade São Salvador, ambas em Mâncio Lima; depois, em Santa Rosa do Purus; finalizando, em dezembro, no município de Jordão.

Fotos: Elisson Magalhães e Gleilson Miranda/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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