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Dólar sobe com cautela do Fed e atenção ao cenário político entre Brasil e EUA

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O dólar iniciou a quarta-feira (24) em alta frente ao real, após ter registrado forte queda na véspera. O movimento foi influenciado pelo tom cauteloso do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, sobre o ciclo de cortes de juros nos Estados Unidos, além de fatores políticos envolvendo a relação diplomática entre Brasil e EUA.

Dólar volta a se aproximar de R$ 5,30

Às 9h32, o dólar à vista registrava avanço de 0,41%, cotado a R$ 5,3006 na venda. Na B3, o contrato futuro da moeda norte-americana subia 0,39%, para R$ 5,3065.

Na terça-feira (23), a divisa havia caído 1,11%, fechando a R$ 5,2787, em meio ao impacto positivo de declarações do ex-presidente norte-americano Donald Trump. Ele elogiou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sinalizou uma reunião entre ambos na próxima semana, o que reduziu temores sobre eventuais tensões diplomáticas.

Ibovespa renova recorde enquanto dólar recua na semana

Na contramão do dólar, o Ibovespa encerrou a terça-feira em alta de 0,91%, aos 146.425 pontos, novo recorde histórico. Já nesta quarta-feira, o índice abriu em leve movimento de espera, acompanhando os desdobramentos políticos e econômicos.

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Veja os acumulados até o momento:

  • Dólar: -0,77% na semana, -2,63% no mês e -14,57% no ano;
  • Ibovespa: +0,38% na semana, +3,54% no mês e +21,73% no ano.
Powell mantém cautela sobre juros nos EUA

As atenções no mercado global seguem voltadas às declarações de Jerome Powell, presidente do Fed. Na véspera, ele reforçou um tom prudente quanto ao ritmo de cortes de juros nos EUA. Apesar da cautela, investidores ainda precificam a possibilidade de duas reduções na taxa básica até o fim de 2025.

O índice do dólar, que mede o desempenho da moeda frente a seis divisas fortes, subia 0,53% na manhã desta quarta-feira, a 97,746 pontos.

Atuação do Banco Central no câmbio

Para esta quarta-feira, o Banco Central do Brasil anunciou dois leilões de linha — venda de dólares com compromisso de recompra — no total de US$ 2 bilhões, voltados à rolagem de contratos que vencem em outubro.

Lula participa de eventos na ONU

Enquanto isso, em Nova York, o presidente Lula participa da segunda rodada do encontro “Em Defesa da Democracia, Combatendo Extremismos”, realizado na sede da ONU. Mais tarde, deve se reunir com líderes globais em um evento especial sobre mudanças climáticas, também promovido pelas Nações Unidas. Ao fim do dia, concederá coletiva de imprensa.

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Bolsas globais operam de forma mista

Nos Estados Unidos, Wall Street fechou em queda na terça-feira: o Dow Jones recuou 0,19%, o S&P 500 caiu 0,55% e o Nasdaq perdeu 0,95%.

Na Europa, os mercados variaram entre ganhos e perdas: Frankfurt (+0,36%) e Paris (+0,54%) foram sustentados por dados positivos, enquanto Londres recuou 0,04%. Já na Ásia, os índices tiveram resultados mistos: Xangai (-0,18%), Hang Seng (-0,70%) e CSI300 (-0,06%) caíram, enquanto Seul (+0,51%) e Taiwan (+1,42%) avançaram.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Empresas podem perder créditos de ICMS na transição tributária, alerta especialista; veja como evitar prejuízos

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Panorama fiscal acende alerta no setor produtivo

A transição para o novo modelo tributário no Brasil tem gerado preocupação entre empresas de diferentes setores, especialmente pela possibilidade de perda de créditos acumulados de ICMS. O tema ganha ainda mais relevância diante de falhas recorrentes na emissão de documentos fiscais e da complexidade dos sistemas de apuração.

Segundo levantamento da IOB, empresa especializada em inteligência tributária, cerca de 70% das empresas brasileiras apresentaram divergências fiscais na emissão de documentos no primeiro semestre de 2024. O dado evidencia inconsistências operacionais que podem impactar diretamente a conformidade tributária e o aproveitamento de créditos.

Reforma tributária recoloca ICMS no centro das estratégias financeiras

Com a implementação gradual da reforma tributária, o crédito de ICMS volta a ocupar papel estratégico dentro da gestão financeira das empresas. Além de representar potencial reforço de caixa, esses valores podem ser comprometidos caso não sejam corretamente apurados durante o período de transição.

Para o contador e especialista em gestão tributária Altair Heitor, o momento exige organização imediata por parte das companhias.

“A reforma muda a lógica de apuração, mas não elimina o problema do crédito acumulado. Empresas que não se organizarem agora podem perder dinheiro no processo de transição”, afirma o especialista.

Erros fiscais ainda são principal entrave

De acordo com especialistas, falhas em campos técnicos como NCM, CFOP e destaque do imposto estão entre os principais motivos de bloqueio ou indeferimento de créditos fiscais.

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A fiscalização digital, cada vez mais integrada, cruza informações em tempo real, o que reduz a margem para erros. Em muitos casos, as empresas só percebem as inconsistências quando já não há possibilidade de correção.

“Quando há inconsistência, o crédito pode ser bloqueado, e muitas empresas só percebem quando já não há mais possibilidade de correção”, explica Altair Heitor.

Créditos de ICMS como instrumento de capital de giro

Na prática, o crédito de ICMS pode ser convertido em reforço de capital de giro, desde que esteja corretamente apurado e validado. No entanto, o acesso depende de organização documental e cumprimento rigoroso das exigências fiscais.

Há registros de empresas que conseguiram recuperar volumes expressivos por meio da regularização de créditos acumulados, mas especialistas alertam que o processo exige técnica e governança fiscal.

Cinco cuidados essenciais para preservar e recuperar créditos de ICMS

Diante do cenário de transição tributária, especialistas recomendam uma análise estruturada antes de qualquer tentativa de recuperação de créditos:

  1. Revisar documentos fiscais dos últimos cinco anos: A legislação permite a recuperação retroativa de créditos. A análise histórica ajuda a identificar valores não aproveitados e inconsistências.
  2. Corrigir falhas na emissão de notas fiscais: Erros em NCM, CFOP e no destaque do imposto podem comprometer definitivamente o direito ao crédito.
  3. Organizar documentação fiscal e contábil: A consistência entre registros fiscais e contábeis é essencial para evitar indeferimentos.
  4. Conhecer as regras dos sistemas do fisco: Ferramentas como e-CredAc e e-CredRural exigem conformidade técnica rigorosa para validação dos créditos.
  5. Contar com suporte técnico especializado: A complexidade do processo exige acompanhamento profissional para reduzir riscos de perda e autuações.

“Empresas que tentam conduzir esse processo sem orientação aumentam o risco de indeferimento e perda de valores relevantes”, reforça Altair Heitor.

Impactos da reforma exigem gestão tributária mais estratégica

Com a evolução da reforma tributária, a tendência é que a gestão de créditos fiscais se torne ainda mais estratégica para a competitividade das empresas, especialmente em setores com alta carga tributária, como agronegócio, indústria e exportação.

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Para especialistas, o debate vai além da conformidade fiscal e passa a influenciar diretamente o fluxo de caixa e a sustentabilidade financeira das operações.

“Não se trata apenas de recuperar imposto. Trata-se de preservar margem e garantir competitividade em um ambiente de mudança regulatória”, conclui Altair Heitor.

Conclusão

A transição tributária no Brasil exige atenção redobrada das empresas para evitar perdas financeiras relacionadas ao ICMS. Com alto índice de inconsistências fiscais e regras mais rígidas de controle, a organização prévia e o suporte especializado se tornam decisivos para garantir o aproveitamento correto dos créditos e a segurança financeira no novo cenário tributário.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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