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TJAC promove o 1º Encontro de Justiça Restaurativa do Acre com foco em diálogo, pacificação e uma ampla mudança social
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Evento reúne magistrados, servidores, operadores do Direito e representantes da sociedade civil para fortalecer a cultura restaurativa no sistema de Justiça
Com o ideal de construir uma Justiça cada vez mais humana, o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), por meio da Escola do Poder Judiciário (Esjud), realiza o 1º Encontro de Justiça Restaurativa do Acre.
O evento, realizado em formato híbrido, está sendo realizado nos dias 23 e 24 de outubro, no auditório da Esjud, em Rio Branco, reunindo magistradas, magistrados, membros do Ministério Público, Defensoria Pública, advocacia, servidoras, servidores e representantes da sociedade civil. O objetivo é promover o diálogo sobre boas práticas, refletir sobre os avanços e desafios da Justiça Restaurativa e incentivar a troca de experiências voltadas à cultura de paz e à transformação social.
A cerimônia de abertura contou com diversas autoridades, seguida de palestras e mesas-redondas. A juíza auxiliar da Presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Kátia Roncada, ministrou a palestra “Justiça Restaurativa como Instrumento de Acesso à Justiça”, com mediação da desembargadora Waldirene Cordeiro, supervisora do Núcleo de Justiça Restaurativa do TJAC.
Na sequência, a servidora Otília Marinho apresentou a palestra “Rede de Proteção e Responsabilidade Compartilhada”, abordando a metodologia adotada pelo Ministério Público do Acre (MPAC), com mediação da juíza Olívia Ribeiro, presidente da Associação dos Magistrados do Acre (Asmac).
A desembargadora Regina Ferrari tratou da aplicação da Justiça Restaurativa na socioeducação, destacando resultados práticos obtidos com o público infantojuvenil em iniciativas como o projeto Mecânica de Bicicletas para Socioeducandos e outras ações da Coordenadoria da Infância e Juventude.




No período da tarde, a programação teve início com a palestra da juíza Mirella Cezar Freitas, do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), mediada pelo juiz Clóvis Ferreira, da 3ª Vara Criminal da Comarca de Rio Branco. Durante sua fala, a magistrada destacou que, graças às práticas restaurativas implementadas no Maranhão, o estado — que há dez anos possuía o pior sistema prisional do país — hoje é reconhecido como um dos melhores.
Em seguida, a juíza Catarina de Macedo Nogueira Lima e Corrêa, com mediação do juiz Gilberto Matos, do Juizado Especial Criminal, apresentou a palestra “Cultura Punitiva e Transformação Social”. Ela ressaltou que, na prática, a Justiça Restaurativa oferece espaço de fala e escuta, promovendo o diálogo e a resolução de conflitos de forma coletiva.
A juíza Janine Soares ministrou a palestra “Justiça Restaurativa, Comunidade e Polícia”, mediada pelo juiz Danniel Bonfim, titular da 6ª Vara Cível da Comarca de Rio Branco.
O analista judiciário e pedagogo do Centro de Justiça Restaurativa, Fredson Pinheiro, apresentou as ações práticas desenvolvidas no Acre.
“Começamos divulgando a Justiça Restaurativa entre os operadores do sistema de Justiça, mas fomos além. Adentramos o sistema de execução penal, o socioeducativo e o educacional. Neste ano, formamos 64 profissionais da educação para atuarem como facilitadores em quase todo o estado, mediando conflitos nas escolas públicas — um trabalho de caráter preventivo”, destacou.
A programação do encontro segue nesta sexta-feira, 24 de outubro, das 8h às 11h30, com mesas-redondas dedicadas à aplicação de práticas restaurativas em contextos educacionais e prisionais, além de debates sobre dignidade e respeito às pessoas em situação de vulnerabilidade.
A iniciativa do TJAC está alinhada às diretrizes da Política Nacional de Justiça Restaurativa, instituída pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que busca efetivar a Justiça Restaurativa como instrumento de transformação social, atuando sobre os fatores relacionais, institucionais e sociais que originam o conflito e a violência.
O Planejamento da Política Nacional de Justiça Restaurativa, alicerçado na Resolução CNJ nº 225/2016, foi elaborado em diálogo com os Tribunais e com a sociedade, respeitando a autonomia dos tribunais e valorizando a diversidade de métodos e práticas restaurativas.




Fotos: Elisson Magalhães/Secom TJAC
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
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Juíza Louise Santana representa o TJAC em encontro nacional das Coordenadorias da Mulher
Evento do CNJ debate ações para fortalecer o enfrentamento à violência doméstica e familiar contra as mulheres
A juíza auxiliar da Presidência e coordenadora Estadual das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cosiv), Louise Santana, representou o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) no Encontro Nacional das Coordenadorias da Mulher, acompanhada da assessora Amália Costa. Promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o evento foi realizado na última terça-feira, 2, em Brasília, e reuniu representantes do Judiciário brasileiro.
A programação contou com a participação de magistradas, magistrados, especialistas e representantes de instituições que atuam na proteção dos direitos das mulheres. O objetivo do evento era compartilhar experiências, discutir desafios e alinhar estratégias voltadas ao fortalecimento das políticas judiciárias de enfrentamento à violência. Assim, promover um espaço de diálogo e construção coletiva de soluções.
Entre os destaques da agenda esteve a apresentação do Diagnóstico Nacional das Medidas Protetivas de Urgência (MPUs), realizada pelas juízas auxiliares da Presidência do CNJ, Suzana Massako e Camila Pullin. O levantamento busca subsidiar o aperfeiçoamento das ações de proteção às mulheres em situação de violência em todo o país.
No encerramento do encontro, o presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, destacou que as coordenadorias locais representam o elo do Judiciário com a vida das mulheres. “Nossa missão é chegar antes que o luto se instaure, para que, no Brasil, o feminicídio deixe de ser uma realidade cotidiana e passe a ser memória de um tempo que este país teve a coragem de superar”, afirmou.
O ministro também ressaltou que a Lei Maria da Penha proporcionou avanços significativos, mas que isso não autoriza a acomodação das instituições. “Temos ainda cerca de 1,3 milhão de processos pendentes de julgamento. Atrás de cada número, há uma história interrompida; uma família em ruptura; uma rede de afetos partida; uma grave violência contra as mulheres”, lembrou.



Fotos: cedidas
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
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