AGRONEGÓCIO
Dólar sobe e Ibovespa recua com expectativa pela decisão do Copom
AGRONEGÓCIO
O dólar iniciou a terça-feira (4) em alta frente ao real, acompanhando o movimento global de valorização da moeda americana. Por volta das 9h15, o dólar comercial era negociado a R$ 5,3881, com avanço de 0,59%. Minutos depois, às 9h43, a cotação subiu para R$ 5,3975, alta de 0,74%.
Nos contratos futuros para dezembro, considerados os mais líquidos no mercado brasileiro, a moeda norte-americana atingia R$ 5,4285, em elevação de 0,63%. O movimento reflete um cenário de maior aversão ao risco, com investidores se desfazendo de ações e buscando proteção no dólar, enquanto as bolsas internacionais registravam quedas superiores a 1%.
No exterior, o fortalecimento do dólar ocorre após declarações da ministra das Finanças do Reino Unido, Rachel Reeves, sobre possíveis aumentos de impostos para conter o endividamento britânico, o que pressionou a libra esterlina. A moeda americana também avança frente ao euro e a divisas de países emergentes, como o rand sul-africano e o peso mexicano.
Ibovespa sente o clima de cautela após recordes históricos
O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), encerrou a segunda-feira (3) em alta de 0,61%, aos 150.454 pontos, marcando um novo recorde de fechamento e a nona alta consecutiva. O desempenho foi impulsionado pela combinação de resultados corporativos positivos e maior entrada de capital estrangeiro.
Entretanto, o início desta terça-feira foi de ajuste. Os contratos futuros do Ibovespa registravam queda de cerca de 0,70%, refletindo um movimento de realização de lucros após a sequência de altas e a expectativa pela decisão do Banco Central sobre os juros. Analistas avaliam que o mercado deve se manter volátil até o anúncio do Copom.
Expectativa do Copom guia o mercado financeiro
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central iniciou hoje sua reunião de dois dias para definir o rumo da taxa básica de juros, a Selic. A decisão será anunciada na quarta-feira (5), e a maioria dos analistas projeta manutenção da taxa em 15% ao ano, diante da necessidade de conter pressões inflacionárias e preservar a atratividade dos ativos domésticos.
Segundo levantamento do InfoMoney, gestores de grandes fundos esperam que a Selic permaneça em patamar elevado também no próximo ano, com projeções em torno de 12,2% ao final de 2026. O cenário reforça o interesse pelo chamado “kit Brasil”, composto por real, títulos prefixados e ações locais.
Fatores externos e fiscais seguem no radar
Nos Estados Unidos, a paralisação parcial do governo ainda afeta a divulgação de indicadores oficiais, ampliando a incerteza sobre o ritmo da economia norte-americana. A falta de dados tem levado investidores a se apoiar em relatórios privados e nas declarações de dirigentes do Federal Reserve para antecipar os próximos passos da política monetária americana.
No Brasil, dados atualizados da produção industrial devem ser divulgados nesta terça-feira e podem indicar o fôlego da economia no quarto trimestre. Além disso, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reafirmou em evento em São Paulo que o país “está em situação melhor do que muitos analistas preveem” e negou qualquer mudança na meta fiscal para 2025.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações de algodão do Brasil devem bater recorde em 2025/26 e reforçam liderança global no mercado internacional
As exportações brasileiras de algodão devem encerrar o ciclo comercial 2025/2026 em nível recorde, com estimativa de aproximadamente 3,3 milhões de toneladas embarcadas, segundo projeções apresentadas durante a abertura do XXIII Anea Cotton Dinner, em reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados.
O desempenho reforça o protagonismo do Brasil no comércio internacional da fibra, com o país consolidado como principal exportador mundial de algodão, superando concorrentes tradicionais como os Estados Unidos. O resultado é sustentado pela forte demanda de mercados da Ásia, Europa e Oriente Médio.
Produção brasileira mantém crescimento e produtividade elevada
A safra 2025/2026 de algodão no Brasil deve alcançar cerca de 3,9 milhões de toneladas de pluma, cultivadas em aproximadamente 1,9 milhão de hectares, com produtividade média próxima de 1.954 quilos por hectare, de acordo com dados da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).
Para o ciclo 2026/2027, as primeiras estimativas indicam nova expansão, com produção projetada em 3,96 milhões de toneladas, reforçando a tendência de crescimento consistente da cultura no país.
Brasil registra recordes de exportação e consolida liderança global
A Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) destacou que o Brasil registrou recordes mensais de embarques em sete meses dentro do ciclo atual, mantendo ritmo forte de exportações e encerrando a temporada na liderança global do setor.
“O algodão brasileiro alcançou um novo patamar no mercado internacional. Tivemos sete meses de recorde de exportação, e junho deve seguir o mesmo ritmo. Hoje, o desafio já não é apenas produzir mais, mas garantir infraestrutura, competitividade e previsibilidade para sustentar esse crescimento”, afirmou o presidente da Anea, Dawid Wajs.
O avanço das exportações reflete não apenas o aumento da produção, mas também a consolidação da confiança internacional na qualidade da fibra brasileira.
Cenário global pode sustentar preços do algodão
No mercado internacional, o cenário de oferta e demanda segue apertado. A projeção aponta consumo global de aproximadamente 26,510 milhões de toneladas, acima da oferta estimada em 25,265 milhões de toneladas, o que pode contribuir para sustentar as cotações da fibra no mercado mundial.
Mercado interno mais cauteloso e busca por qualidade
No Brasil, o mercado doméstico apresenta comportamento mais conservador. As fiações têm adotado postura cautelosa nas compras, priorizando qualidade da matéria-prima e reduzindo o apetite por contratos de longo prazo, especialmente em um ambiente de juros elevados.
Uso do algodão avança para além do setor têxtil
Durante as discussões do setor, também ganhou destaque a valorização das fibras naturais e a ampliação do uso do algodão em novas aplicações industriais. Além do vestuário, o produto vem sendo incorporado em segmentos como saúde, construção civil, defesa e materiais funcionais, ampliando seu potencial de inovação e agregação de valor na cadeia produtiva.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
-
POLÍTICA6 dias atrásClodoaldo Rodrigues apresenta anteprojeto para garantir adicional de insalubridade a servidores da Polícia Técnica
-
POLÍTICA6 dias atrásTanízio Sá propõe audiência pública para discutir vacinação do rebanho e avanço de doenças no Acre
-
POLÍTICA6 dias atrásTchê defende fortalecimento das prerrogativas da Aleac e manifesta apoio a Eduardo Ribeiro após questionamentos sobre emenda
-
POLÍTICA NACIONAL7 dias atrásProjeto estabelece tempo máximo de espera em atendimentos de saúde para crianças e adolescentes
-
POLÍTICA NACIONAL6 dias atrásComissão aprova pena específica para expulsão de moradores por facções criminosas
-
FAMOSOS6 dias atrásAna Siebert curte passeio em Miami com Rafaella e a irmã antes de jogo do Brasil
-
ACRE7 dias atrásValorização dos servidores fortalece a educação pública no Acre
-
ACRE6 dias atrásCasal de Plácido de Castro ganha título da Realeza Mirim e Junina Sassaricano na Roça elege Rainha da Diversidade no primeiro dia do 24º Arraial Cultural na Gameleira