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TJAC lança campanha Novembro Azul e reforça importância do autocuidado masculino

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Coordenadoria de Bem-Estar e Saúde promoveu uma palestra de conscientização e prevenção do câncer de próstata a servidores do Judiciário acreano

O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), por meio da Coordenadoria de Bem-Estar e Saúde (Cobes), realizou na manhã desta terça-feira, 18, a abertura oficial da campanha Novembro Azul. O evento ocorreu no auditório da Escola do Poder Judiciário (Esjud), em Rio Branco, e reuniu magistrados, servidores e colaboradores.

A programação tem como objetivo sensibilizar o público interno sobre a importância do autocuidado masculino e da realização de exames preventivos contra o câncer de próstata. Ao longo de todo o mês, a Coordenadoria tem promovido atendimentos voltados à saúde do homem, incluindo o exame PSA (Antígeno Prostático Específico), essencial para a detecção precoce da doença.

Neste ano, o Tribunal lançou a campanha “Homem que se cuida vive mais, trabalha melhor e inspira quem está ao seu redor”. Como forma de incentivo à participação, foram confeccionadas lembranças para servidores da capital e do interior. Além disso, a fachada do TJAC recebeu iluminação na cor azul, simbolizando o apoio da instituição às ações de conscientização e prevenção do câncer de próstata.

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Durante a abertura, o presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, destacou o trabalho desenvolvido pela Cobes em prol do bem-estar dos servidores, especialmente os atendimentos itinerantes realizados em todas as comarcas do estado. Somente neste mês, as unidades de Marechal Thaumaturgo e Porto Walter foram contempladas.

O presidente convocou os homens a adotarem uma postura mais responsável em relação à própria saúde, estimulando a busca periódica por serviços médicos e a realização de exames preventivos. Em seu discurso, também reafirmou o compromisso do Tribunal de Justiça com a promoção do cuidado integral aos profissionais do Judiciário.

Ele ressaltou ainda os benefícios de contar com uma equipe saudável: “Vamos ter pessoas que têm condições para atender pessoas. Nós [do Judiciário] somos encarregados de entregar um serviço qualificado: atender e entregar Justiça.”

A programação seguiu com uma palestra sobre prevenção do câncer de próstata e outras doenças que afetam o sistema reprodutor masculino. O médico urologista Etore Andrade explicou os principais fatores de risco, sinais e sintomas, a importância do diagnóstico precoce e as formas de tratamento.

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Ao final, o especialista esclareceu dúvidas dos servidores, como “quando buscar ajuda?” e “a doença interfere na vida sexual?”. Com leveza e objetividade, desmistificou tabus e reforçou que o machismo é um dos principais obstáculos para a saúde masculina, pois muitos homens deixam de procurar atendimento por vergonha ou preconceito. O evento foi encerrado com o sorteio de souvenirs doados pela equipe da Cobes.

Fotos: Elisson Magalhães/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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“Agora quero estudar”, diz indígena de 19 anos ao conseguir o registro de nascimento tardio no PopRuaJud

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A sentença foi proferida ainda nesta terça-feira. Com a decisão, o cartório será oficialmente comunicado para realizar o registro e emitir a certidão de nascimento de Manoel

Manoel Biló, 19 anos, da etnia Kaxinawa, foi uma das centenas de pessoas atendidas nesta terça-feira, 25, na Escola Municipal Maria Aucilene Calixto, em Tarauacá, durante o PopRuaJud, realizado pelo Poder Judiciário do Acre. A iniciativa, que começou na segunda-feira, 24, reúne instituições do sistema de Justiça, órgãos públicos e entidades parceiras para ampliar o acesso a serviços públicos por pessoas em situação de rua e outras populações em condição de vulnerabilidade, incluindo comunidades indígenas.

Acompanhado do pai, Elemar Biló Kaxinawa, Manoel procurou inicialmente a Defensoria Pública para buscar uma solução para a ausência do registro de nascimento. Nascido em 2007, ele viveu durante anos em uma comunidade indígena no Jordão e, há cerca de dois anos, passou a morar em Tarauacá. Sem registro civil, enfrentava dificuldades para acessar serviços básicos, especialmente educação e saúde. Até então, seu único documento era uma Certidão de Batismo.

Em parceria com a Defensoria Pública e o Ministério Público, foi ajuizada a ação perante ao Juízo da Comarca de Tarauacá e uma audiência foi realizada na própria escola para a resolutividade da problemática do indígena. O juiz de Direito da Comarca de Tarauacá, Ricardo Cavalli, ouviu Manoel e o pai, analisou a documentação apresentada e constatou que, de fato, não havia registro civil de nascimento do jovem.

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“Realizamos a audiência, ouvimos o jovem Manoel e seu pai, o senhor Elemar, analisamos a documentação apresentada e constatamos que, de fato, não havia registro de nascimento desde 2007, ano em que ele nasceu. Conseguimos proferir a sentença determinando a expedição do registro de nascimento. Posteriormente, será encaminhado o ofício ao cartório para que seja emitida a certidão de nascimento, garantindo a ele, finalmente, o acesso à documentação e aos seus direitos como cidadão”, disse o juiz de Direito da Comarca de Tarauacá, Ricardo Cavalli.

A sentença foi proferida ainda nesta terça-feira. Com a decisão, o cartório será oficialmente comunicado para realizar o registro e emitir a certidão de nascimento de Manoel.

“Agora quero estudar”

A história de Manoel Kaxinawa é marcada por desafios desde a infância. Ele perdeu a mãe quando tinha apenas quatro anos. Na época, a família vivia na Aldeia Flor da Floresta, no município de Jordão.

Hoje, mora em Tarauacá com o pai, a madrasta e três irmãos. Ainda encontra dificuldades para ler e escrever e se comunica em português com limitações. A falta de documentação, porém, sempre foi uma das principais barreiras para que pudesse frequentar a escola.

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Foi o pai quem soube do PopRuaJud por meio de vizinhos e decidiu levar o filho ao mutirão. A expectativa agora é que, com a certidão de nascimento, Manoel possa finalmente ter acesso à educação e a outros direitos básicos.

“Nunca conseguiu estudar, pois sem a certidão de nascimento não aceitavam nas escolas. Agora as coisas devem melhorar. O juiz disse que daqui a algumas semanas já podemos pegar a certidão no cartório. Estamos muito felizes”, contou Elemar.

Após a audiência, a equipe de Comunicação do Tribunal de Justiça foi até a casa da família, no bairro da Praia, para registrar a história. Para chegar à residência, é preciso percorrer cerca de 30 metros por uma passarela de madeira, devido às condições da região e aos períodos de cheia.

Manoel falou pouco. Mas, quando perguntado sobre o que pretende fazer quando finalmente estiver com a certidão de nascimento nas mãos, não hesitou. “Agora quero estudar.”

Fotos: Elisson Magalhães/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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