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Produção mundial de grãos caminha para recorde e reforça peso do Brasil no abastecimento global

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O mercado internacional de grãos entrou em 2026 com projeções mais otimistas para a oferta global. O Conselho Internacional de Grãos (IGC) revisou para cima sua estimativa de produção mundial na safra 2025/26, que passou para 2,461 bilhões de toneladas, um novo recorde histórico. O volume supera em 5,7% o resultado estimado para o ciclo anterior e reflete ganhos principalmente nas lavouras de milho, trigo e cevada.

Segundo o IGC, a revisão foi impulsionada por expectativas melhores para o milho nos Estados Unidos e na China, para o trigo na Argentina e no Canadá, além de avanços em outros cereais. O consumo global também foi ajustado para cima e deve alcançar 2,416 bilhões de toneladas, enquanto os estoques finais foram revisados para 634 milhões de toneladas, indicando um mercado mais abastecido, ainda que com demanda firme.

PROTAGONISTA – Nesse cenário de expansão, o Brasil segue como um dos principais protagonistas do abastecimento mundial, posição que ganha ainda mais relevância quando se observa o desempenho regional. Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), Isan Rezende (foto), o crescimento da produção global passa, necessariamente, pelo desempenho do agro brasileiro e, em especial, mato-grossense.

“Quando olhamos esses números globais, é importante lembrar que uma parte relevante dessa engrenagem passa pelo Brasil. E, dentro do Brasil, Mato Grosso tem um papel absolutamente estratégico. Se o Estado fosse um país, estaria hoje entre os quatro maiores produtores de grãos do mundo, atrás apenas de potências como Estados Unidos, China e Índia”, afirmou Rezende.

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“Isso não é retórica, são números. Mato Grosso sozinho produz volumes equivalentes aos de grandes países exportadores. Em momentos de incerteza climática ou geopolítica, é essa capacidade produtiva que garante segurança alimentar para dezenas de mercados”, acrescentou.

“O crescimento da produção mundial reforça a responsabilidade do produtor mato-grossense. Não se trata apenas de volume, mas de eficiência, sustentabilidade e regularidade de oferta. É isso que mantém o Brasil competitivo e Mato Grosso no centro das decisões globais do agro”, completou o presidente do IA e da Feagro-MT.

No caso da soja, o IGC elevou a estimativa de produção global em 1 milhão de toneladas, para 427 milhões de toneladas em 2025/26. Apesar do ajuste, o volume ainda fica ligeiramente abaixo da safra anterior. O consumo mundial foi revisado para 432 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais permanecem estáveis, em 77 milhões de toneladas, sinalizando equilíbrio entre oferta e demanda.

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O milho segue como o principal motor do crescimento. A produção global foi projetada em 1,313 bilhão de toneladas, alta de 15 milhões de toneladas em relação à estimativa anterior e bem acima do ciclo 2024/25. O consumo também avançou, para 1,297 bilhão de toneladas, e os estoques foram revisados para 305 milhões de toneladas, reforçando a expectativa de maior disponibilidade no mercado internacional.

Já a produção mundial de trigo foi estimada em 842 milhões de toneladas, aumento significativo frente à temporada anterior. O consumo global também cresceu, chegando a 823 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais foram ajustados para 283 milhões de toneladas, o que contribui para maior estabilidade nos preços internacionais.

Para Isan Rezende, o conjunto desses dados indica um cenário de oferta mais confortável, mas sem excessos, em que países com alta capacidade produtiva, como o Brasil, seguem exercendo papel central. Em especial, Mato Grosso consolida sua posição como um dos principais polos globais de grãos, com impacto direto sobre o equilíbrio do mercado internacional e a segurança alimentar mundial.

Fonte: Pensar Agro

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Exportações de algodão do Brasil devem bater recorde em 2025/26 e reforçam liderança global no mercado internacional

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As exportações brasileiras de algodão devem encerrar o ciclo comercial 2025/2026 em nível recorde, com estimativa de aproximadamente 3,3 milhões de toneladas embarcadas, segundo projeções apresentadas durante a abertura do XXIII Anea Cotton Dinner, em reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados.

O desempenho reforça o protagonismo do Brasil no comércio internacional da fibra, com o país consolidado como principal exportador mundial de algodão, superando concorrentes tradicionais como os Estados Unidos. O resultado é sustentado pela forte demanda de mercados da Ásia, Europa e Oriente Médio.

Produção brasileira mantém crescimento e produtividade elevada

A safra 2025/2026 de algodão no Brasil deve alcançar cerca de 3,9 milhões de toneladas de pluma, cultivadas em aproximadamente 1,9 milhão de hectares, com produtividade média próxima de 1.954 quilos por hectare, de acordo com dados da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).

Para o ciclo 2026/2027, as primeiras estimativas indicam nova expansão, com produção projetada em 3,96 milhões de toneladas, reforçando a tendência de crescimento consistente da cultura no país.

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Brasil registra recordes de exportação e consolida liderança global

A Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) destacou que o Brasil registrou recordes mensais de embarques em sete meses dentro do ciclo atual, mantendo ritmo forte de exportações e encerrando a temporada na liderança global do setor.

“O algodão brasileiro alcançou um novo patamar no mercado internacional. Tivemos sete meses de recorde de exportação, e junho deve seguir o mesmo ritmo. Hoje, o desafio já não é apenas produzir mais, mas garantir infraestrutura, competitividade e previsibilidade para sustentar esse crescimento”, afirmou o presidente da Anea, Dawid Wajs.

O avanço das exportações reflete não apenas o aumento da produção, mas também a consolidação da confiança internacional na qualidade da fibra brasileira.

Cenário global pode sustentar preços do algodão

No mercado internacional, o cenário de oferta e demanda segue apertado. A projeção aponta consumo global de aproximadamente 26,510 milhões de toneladas, acima da oferta estimada em 25,265 milhões de toneladas, o que pode contribuir para sustentar as cotações da fibra no mercado mundial.

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Mercado interno mais cauteloso e busca por qualidade

No Brasil, o mercado doméstico apresenta comportamento mais conservador. As fiações têm adotado postura cautelosa nas compras, priorizando qualidade da matéria-prima e reduzindo o apetite por contratos de longo prazo, especialmente em um ambiente de juros elevados.

Uso do algodão avança para além do setor têxtil

Durante as discussões do setor, também ganhou destaque a valorização das fibras naturais e a ampliação do uso do algodão em novas aplicações industriais. Além do vestuário, o produto vem sendo incorporado em segmentos como saúde, construção civil, defesa e materiais funcionais, ampliando seu potencial de inovação e agregação de valor na cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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