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Programa Carne Certificada Hereford cresce 5% em 2025 e amplia exportações para sete países

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Crescimento consolidado da carne Hereford no mercado nacional

O Programa Carne Certificada Hereford, da Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB), encerrou o ano de 2025 com crescimento de 5,04% em relação ao ano anterior. O resultado reflete o aumento no número de certificações, adesão de criadores e fortalecimento da marca Hereford em toda a cadeia produtiva da carne bovina.

Rio Grande do Sul retoma expansão após período de estabilidade

No Rio Grande do Sul, principal polo da carne Hereford no país, o programa registrou crescimento de 8% ao longo de 2025. Segundo a ABHB, o desempenho positivo marca a retomada da expansão no estado após anos de estabilidade, impulsionada por ações de valorização da carne certificada, maior engajamento de produtores e fortalecimento da marca junto ao mercado local.

Santa Catarina mantém ritmo de crescimento e amplia adesão de criadores

Em Santa Catarina, o programa registrou crescimento de 3,7% em 2025. Ao considerar o biênio 2024-2025, o avanço acumulado é de 32%, resultado da maior adesão de criadores, expansão dos registros da raça Hereford e integração das ações de base e certificação.

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O gerente executivo da ABHB e responsável pelo programa, Felipe Azambuja, destaca que os resultados comprovam a consolidação do trabalho em parceria com o setor produtivo.

“O crescimento acompanha o aumento no número de criadores, o trabalho de base e o avanço dos registros, especialmente em Santa Catarina, onde esses indicadores evoluem de forma integrada”, afirma Azambuja.

Exportações de carne Hereford certificada superam 263 toneladas

Além do desempenho interno, o programa também ampliou as exportações em 2025, alcançando 263,31 toneladas de carne certificada embarcadas para o mercado internacional.

Os principais destinos foram Maldivas, Portugal, México, Itália, Holanda, Canadá e Suíça — países que, segundo a ABHB, mantêm crescente demanda por carne bovina de origem rastreada e qualidade superior.

Cortes premium impulsionam reconhecimento internacional

Os embarques incluíram cortes nobres e tradicionais, como picanha, contra filé, filé mignon, bife de vazio, filé de costela, alcatra, patinho, lagarto e raquete, atendendo a diferentes exigências comerciais e gastronômicas dos mercados de destino.

A ABHB avalia que o avanço das exportações reforça o posicionamento da carne Hereford brasileira como produto de alta qualidade e procedência garantida, consolidando sua presença nos principais mercados internacionais de proteína bovina.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Consumo em supermercados cresce 1,92% no 1º trimestre de 2026, mas alta dos alimentos pressiona cesta básica

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O consumo nos supermercados brasileiros registrou crescimento de 1,92% no primeiro trimestre de 2026, segundo levantamento divulgado pela Abras. O desempenho reflete a recuperação gradual do poder de compra das famílias, apesar da pressão inflacionária sobre alimentos e itens básicos.

Consumo avança com efeito renda e calendário

O destaque do período foi o mês de março, que apresentou alta de 6,21% em relação a fevereiro e crescimento de 3,20% na comparação anual.

De acordo com a Abras, o resultado foi influenciado por dois fatores principais:

  • Antecipação de compras para a Páscoa, celebrada no início de abril
  • Efeito calendário, já que fevereiro possui menos dias

Além disso, a entrada de recursos na economia contribuiu diretamente para o aumento do consumo. Entre os destaques:

  • Pagamentos do Bolsa Família, que beneficiaram 18,73 milhões de famílias, com repasse de R$ 12,77 bilhões
  • Liberação de aproximadamente R$ 2,5 bilhões do PIS/Pasep
Inflação dos alimentos eleva custo da cesta básica

Apesar do avanço no consumo, o custo da cesta de produtos segue em alta. O indicador Abrasmercado, que acompanha 35 itens de largo consumo, registrou aumento de 2,20% em março, elevando o valor médio de R$ 802,88 para R$ 820,54.

Entre os principais itens que puxaram a alta estão:

  • Feijão: +15,40% no mês e +28,11% no trimestre
  • Leite longa vida: +11,74% no mês
  • Tomate: +20,31%
  • Cebola: +17,25%
  • Batata: +12,17%
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A forte elevação de hortifrutis reflete fatores sazonais e oscilações na oferta, impactando diretamente o bolso do consumidor.

Proteínas e itens básicos mostram comportamento misto

No grupo de proteínas, os preços apresentaram variações distintas:

  • Alta nos ovos (+6,65%) e na carne bovina (traseiro +3,01% e dianteiro +1,12%)
  • Queda no frango congelado (-1,33%) e no pernil (-0,85%)

Já entre os itens básicos, houve recuo em produtos como:

  • Açúcar refinado (-2,98%)
  • Café (-1,28%)
  • Óleo de soja (-0,70%)
  • Arroz (-0,30%)
Higiene e limpeza também registram alta

Os itens de higiene pessoal e limpeza doméstica também apresentaram elevação nos preços, ainda que de forma mais moderada.

Destaques:

  • Detergente líquido (+0,90%)
  • Desinfetante (+0,74%)
  • Sabonete (+0,43%)
  • Papel higiênico (+0,30%)

A única queda relevante foi no sabão em pó (-0,29%).

Nordeste lidera alta regional no custo da cesta

Na análise por regiões, o Nordeste apresentou a maior variação mensal, com alta de 2,49%, elevando o custo da cesta para R$ 738,47.

Confira a variação regional:

  • Nordeste: +2,49%
  • Sudeste: +2,20%
  • Sul: +1,92%
  • Centro-Oeste: +1,83%
  • Norte: +1,82%
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Expectativa: consumo deve seguir aquecido no 2º trimestre

Para o segundo trimestre, a expectativa do setor supermercadista é de continuidade no crescimento do consumo, impulsionado por novas injeções de renda na economia.

Entre os principais fatores:

  • Antecipação do 13º salário de aposentados e pensionistas do INSS, com previsão de R$ 78,2 bilhões
  • Pagamento das restituições do Imposto de Renda, estimado em cerca de R$ 16 bilhões
Riscos: custos logísticos e cenário externo podem pressionar preços

Apesar do cenário positivo para o consumo, o setor mantém cautela em relação aos custos. A alta do petróleo e o encarecimento do transporte podem impactar a cadeia de abastecimento, elevando os preços de alimentos nos próximos meses.

Segundo a Abras, produtos mais sensíveis a frete, clima e oferta devem continuar sob pressão, exigindo maior eficiência operacional e estratégia de preços por parte das empresas.

Cenário: consumo cresce, mas inflação dos alimentos segue no radar

O avanço do consumo nos supermercados mostra recuperação da demanda interna, sustentada pela renda das famílias. No entanto, a inflação dos alimentos e os custos logísticos continuam sendo fatores-chave para o comportamento do setor no curto prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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