AGRONEGÓCIO
Açúcar recua nas bolsas internacionais com pressão cambial e ajustes na produção brasileira
AGRONEGÓCIO
Cotações do açúcar caem em Nova York e Londres
O mercado internacional de açúcar encerrou a quarta-feira (4) em queda, devolvendo os ganhos obtidos no pregão anterior. A movimentação foi influenciada pela valorização do dólar e pela percepção de maior equilíbrio na oferta global, o que levou investidores a realizarem lucros.
Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), o açúcar bruto fechou em baixa generalizada. O contrato de março/2026 recuou 0,22 centavo, cotado a 14,41 centavos de dólar por libra-peso, enquanto o maio/2026 registrou 14,05 cents/lbp, queda de 0,13 centavo. Os vencimentos de julho e outubro/2026 também seguiram o movimento, encerrando a 14,03 e 14,34 cents/lbp, respectivamente.
Mercado europeu acompanha tendência de baixa
O açúcar branco negociado em Londres também apresentou desvalorização. O contrato com vencimento em março/2026 caiu US$ 5,80, fechando em US$ 411,80 por tonelada. O maio/2026 perdeu US$ 3,90, cotado a US$ 417,70, enquanto os vencimentos de agosto e outubro/2026 recuaram para US$ 411,30 e US$ 408,30, respectivamente.
A pressão cambial e o comportamento negativo do açúcar bruto em Nova York contribuíram para a retração nos preços europeus, em meio a um cenário de incertezas sobre o ritmo das exportações e da oferta global.
Mercado global avalia safra e exportações
Os investidores seguem atentos às informações divulgadas durante a conferência anual do açúcar, realizada em Dubai, que indicam uma possível redução na produção mundial na safra 2026/27. Analistas apontam que o mercado tende a um maior equilíbrio entre oferta e demanda nos próximos meses.
A Índia, um dos maiores produtores mundiais, também deve ter papel decisivo nesse cenário. Segundo analistas do setor, é improvável que o país consiga exportar toda a cota prevista de 1,5 milhão de toneladas no atual ciclo 2025/26, o que pode limitar a disponibilidade do produto no mercado internacional.
Brasil deve reduzir produção de açúcar na próxima safra
No Brasil, o foco está voltado às estratégias das usinas do Centro-Sul, que devem priorizar o etanol na safra 2026/27, prevista para começar em abril. Estimativas indicam que o mix açucareiro será reduzido de 50,5% para 48,3%, o que representa uma queda aproximada de 700 mil toneladas na produção do adoçante.
Mesmo com expectativa de aumento na moagem de cana, a mudança no direcionamento da produção tende a conter a oferta de açúcar e contribuir para a sustentação dos preços no médio prazo.
Etanol registra leve alta e interrompe sequência de quedas
Enquanto o açúcar recuou no mercado internacional, o etanol hidratado teve ligeira valorização nas negociações domésticas. Em Paulínia (SP), o Indicador Diário apontou alta de 0,22%, com o biocombustível sendo comercializado a R$ 3.160,00 por metro cúbico. O movimento interrompe a sequência de baixas observadas nos últimos dias.
Perspectivas para o setor
Com a aproximação do início da nova safra no Brasil e as incertezas sobre o desempenho da produção indiana, o mercado de açúcar deve continuar apresentando volatilidade. A combinação entre menor oferta global e ajustes cambiais pode sustentar os preços no curto prazo, embora o cenário siga dependente das condições climáticas e das estratégias comerciais dos principais exportadores.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Soja sobe no Brasil com alta em Chicago e mercado atento aos dados do USDA
Mercado da soja reage com melhora nas cotações
O mercado brasileiro de soja encerra a semana em tom mais positivo, após um período de forte oscilação. A combinação entre valorização na Bolsa de Chicago e prêmios firmes nos portos trouxe maior dinamismo aos negócios, especialmente na quinta-feira, que registrou aumento no fluxo de comercialização.
Segundo análise da Safras & Mercado, a alta das cotações internacionais, somada à sustentação dos prêmios de exportação, ajudou na formação de preços mais atrativos ao longo do dia.
Chicago sustenta recuperação com clima e ajustes técnicos
Os contratos futuros da soja avançaram na Chicago Board of Trade (CBOT), apoiados por previsões de temperaturas elevadas nas principais regiões produtoras dos Estados Unidos, fator que pode impactar o desenvolvimento das lavouras.
Além disso, o mercado já começa a se posicionar para os próximos relatórios do USDA, que devem trazer novos dados sobre área plantada e estoques norte-americanos.
Produtor brasileiro mantém cautela nas vendas
Apesar da melhora nas cotações, o produtor brasileiro segue adotando postura defensiva, limitando a oferta no mercado físico e buscando preços mais altos.
De acordo com analistas, o movimento é de “jogo duro” nas negociações, com retenção de lotes e maior exigência nas pedidas de venda.
Cotações da soja no mercado físico sobem em diversas praças
No mercado interno, houve leve valorização em importantes regiões produtoras:
- Passo Fundo (RS): R$ 128,00 → R$ 129,00/saca
- Santa Rosa (RS): R$ 129,00 → R$ 130,00/saca
- Cascavel (PR): R$ 124,00 → R$ 125,00/saca
- Rondonópolis (MT): R$ 114,00 → R$ 115,00/saca
- Dourados (MS): R$ 116,50 → R$ 117,00/saca
- Rio Verde (GO): manteve R$ 117,00/saca
Nos portos, também houve avanço:
- Paranaguá (PR): R$ 135,00 → R$ 136,00/saca
- Rio Grande (RS): R$ 135,00 → R$ 136,00/saca
Mercado volta atenções aos relatórios do USDA
A próxima semana será decisiva para o direcionamento dos preços, com a divulgação de dados importantes do USDA.
O órgão norte-americano deve indicar área plantada com soja em cerca de 85,37 milhões de acres, acima do ciclo anterior e também superior à intenção divulgada em março, que apontava 84,7 milhões de acres.
O relatório será divulgado na terça-feira, 30, às 13h, junto com os dados de estoques trimestrais em 1º de junho.
Estoques dos EUA seguem no radar do mercado
O mercado estima estoques norte-americanos em 1,051 bilhão de bushels. Em março, o volume registrado foi de 2,105 bilhões de bushels, enquanto em junho do ano passado o total era de 1,008 bilhão.
A expectativa é que os números tragam maior clareza sobre o equilíbrio entre oferta e demanda global, podendo influenciar diretamente os preços na CBOT e, consequentemente, no mercado brasileiro.
Perspectiva para os próximos dias
Com fundamentos externos mais favoráveis e atenção total aos dados do USDA, o mercado da soja tende a seguir volátil, porém sustentado no curto prazo. O comportamento dos preços em Chicago e a postura dos produtores brasileiros serão determinantes para o ritmo dos negócios nos próximos pregões.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
-
AGRONEGÓCIO3 dias atrásBalneário do SESC em Bonito (MS) vai a leilão com pagamento facilitado em até seis vezes
-
AGRONEGÓCIO3 dias atrásSoja sobe em Chicago com suporte do farelo, mas mercado segue atento ao clima nos EUA e à demanda por exportação
-
ACRE3 dias atrásEducação inicia segunda Formação do Curso Magistério Intercultural para professores indígenas
-
AGRONEGÓCIO3 dias atrásAmérica Latina e Caribe registram superávit de US$ 21 bilhões no comércio de produtos aquícolas em 2024, aponta FAO
-
POLÍTICA3 dias atrásJarude cobra prioridade para os Bombeiros e diz que governo está mais preocupado com eleição do que com os problemas do Acre
-
AGRONEGÓCIO3 dias atrásII Seminário Apícola do Vale do Aço 2026 fortalece cadeia produtiva do mel em Minas Gerais
-
POLÍTICA3 dias atrásEdvaldo Magalhães defende convocação integral dos aprovados do Corpo de Bombeiros e critica excesso de burocracia
-
ACRE3 dias atrásDurante Semana do Clima em Londres, Acre avança para garantir valor máximo a seus ativos ambientais e acelerar benefícios à população

