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Dólar sobe com tensão no Oriente Médio e pressiona mercados globais

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Dólar inicia a semana em alta no Brasil

O dólar comercial abriu em alta nesta segunda-feira (2) diante do real, refletindo o aumento da aversão ao risco nos mercados globais após os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã no fim de semana. Às 9h05, a moeda norte-americana era negociada a R$ 5,159 na venda, alta de cerca de 0,46%, enquanto o contrato futuro para março avançava 0,59% na B3.

A valorização ocorre em meio ao aumento das tensões geopolíticas e à busca de investidores por ativos considerados mais seguros, como o dólar e o ouro, diante das incertezas sobre o impacto da crise no Oriente Médio.

Conflito no Oriente Médio eleva o petróleo e pressiona os mercados

A ofensiva militar que resultou na morte do líder iraniano aiatolá Ali Khamenei intensificou o clima de instabilidade política e econômica global. Como resposta, o Irã disparou mísseis contra alvos em países árabes como Kuwait, Catar, Emirados Árabes Unidos e Jordânia, ampliando o temor de um conflito de grandes proporções.

O impacto já é sentido nas principais bolsas internacionais, com quedas expressivas nas ações europeias e americanas, além de uma alta superior a 8% nos preços do petróleo, impulsionada pela possibilidade de bloqueio do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo.

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Expectativas para o câmbio e a economia brasileira

Antes da escalada do conflito, o dólar vinha apresentando tendência de queda no Brasil. Em fevereiro, a moeda americana acumulou recuo de 2,16%, encerrando o mês em torno de R$ 5,13.

De acordo com o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (2) pelo Banco Central do Brasil, o mercado reduziu a projeção para o dólar no fim de 2026, passando de R$ 5,45 para R$ 5,42. A expectativa para a taxa Selic também foi ajustada de 12,13% para 12% ao ano, enquanto a previsão para 2027 foi mantida em 10,50%.

Mesmo com a recente valorização da moeda americana, analistas avaliam que o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos — cuja taxa de referência está entre 3,50% e 3,75% ao ano — segue atraindo capital estrangeiro e ajudando a conter pressões cambiais.

Cenário global e perspectivas

O início de março de 2026 é marcado por forte volatilidade nos mercados internacionais. A intensificação do conflito no Oriente Médio elevou os preços do petróleo e fortaleceu o dólar em todo o mundo.

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No Brasil, apesar de o real se beneficiar da valorização das commodities, o movimento global de busca por proteção tem pressionado a moeda nacional. Economistas destacam que o cenário seguirá dependente do desenrolar da crise geopolítica e de seus reflexos sobre o comércio e as políticas monetárias das principais economias.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Selic a 14,50% pressiona crédito e leva agroindústrias a buscar linhas subsidiadas para investir

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Mesmo com a taxa básica de juros em 14,50% ao ano, o custo do capital segue como um dos principais fatores nas decisões estratégicas das empresas, especialmente no agronegócio. Em um ambiente de crédito mais caro e restritivo, agroindústrias têm intensificado a busca por linhas subsidiadas para financiar investimentos, modernização e expansão.

A definição da taxa pelo Banco Central mantém o crédito tradicional em patamares elevados, impactando diretamente o planejamento corporativo. Projetos passam a ser analisados com maior rigor, considerando retorno ajustado ao risco, impacto no fluxo de caixa e estrutura de capital.

Crédito caro adia investimentos no agro

Com a alta da Selic, operações atreladas ao CDI acompanham o movimento da política monetária, encarecendo financiamentos e reduzindo a viabilidade de projetos, principalmente os de longo prazo e maior intensidade tecnológica.

Nesse cenário, empresas enfrentam um dilema: investir para ganhar competitividade ou preservar liquidez. O resultado, em muitos casos, é o adiamento de projetos produtivos, como ampliação de plantas industriais, aquisição de máquinas e adoção de novas tecnologias.

Além disso, instrumentos do mercado privado, como debêntures e operações estruturadas, continuam concentrados em grandes empresas com maior acesso a investidores e governança consolidada. Para pequenas e médias empresas (PMEs), o crédito se torna mais restrito, com prazos menores, custos mais altos e exigências mais rígidas de garantias.

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Linhas subsidiadas ganham protagonismo

Diante desse cenário, linhas de crédito subsidiadas operadas por bancos de desenvolvimento voltam ao centro da estratégia financeira das empresas, especialmente no agronegócio e na indústria.

Programas voltados à inovação e à digitalização produtiva têm ampliado a oferta de recursos com condições mais atrativas. Iniciativas conduzidas por instituições como BNDES e Finep priorizam investimentos em tecnologias como automação, robótica, Internet das Coisas (IoT) e manufatura avançada.

Com prazos mais longos, carência ampliada e taxas inferiores às do mercado tradicional, essas linhas alteram significativamente o cálculo de viabilidade dos projetos, permitindo que empresas mantenham seus planos de crescimento mesmo em um ambiente de juros elevados.

PMEs ampliam acesso a investimentos

Para micro, pequenas e médias empresas, o impacto das linhas subsidiadas é ainda mais relevante. O acesso a crédito com condições diferenciadas permite diluir o investimento inicial e viabilizar ganhos de produtividade que seriam inviáveis no crédito tradicional.

No entanto, acessar esses recursos exige mais do que identificar a linha disponível. Cada instituição financeira trabalha com critérios técnicos específicos, incluindo métricas de inovação, exigências regulatórias e modelagem financeira estruturada.

Engenharia financeira vira diferencial competitivo

Nesse contexto, a estruturação do funding ganha papel estratégico. A escolha da fonte de capital — considerando prazo, indexador, custo e exigências — passa a influenciar diretamente a competitividade e a sustentabilidade financeira das empresas.

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Consultorias especializadas têm atuado na chamada engenharia de funding, estruturando operações que combinam diferentes fontes de recursos para reduzir o custo médio da dívida e ampliar a capacidade de investimento.

Casos recentes mostram empresas de setores como agronegócio, engenharia, varejo e recursos humanos acessando linhas como o Pró-Inovação, voltado ao financiamento de projetos tecnológicos, com apoio técnico na estruturação e aprovação dos financiamentos.

Estratégia financeira define crescimento

Com a Selic elevada, o crédito tradicional tende a pressionar margens e alongar o prazo de retorno dos investimentos. Nesse cenário, linhas subsidiadas deixam de ser apenas alternativas e passam a integrar a estratégia financeira das empresas.

A definição correta do funding pode determinar o sucesso ou fracasso de um projeto. Escolhas inadequadas comprometem o fluxo de caixa por anos, enquanto uma estrutura bem planejada sustenta o crescimento e melhora a competitividade.

Empresas que tratam o financiamento como variável estratégica conseguem avançar em suas agendas de modernização, mesmo em um ambiente macroeconômico adverso. Já aquelas que dependem exclusivamente do crédito tradicional tendem a operar de forma mais conservadora, priorizando a preservação de caixa.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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