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MPAC realiza palestra sobre rede de enfrentamento à violência contra a mulher e atuação estratégica do Ministério Público

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio do Centro de Apoio Operacional de Apoio à Mulher (Caop Mulher), realizou na última sexta-feira, 6, a palestra virtual “Rede de enfrentamento à violência contra a mulher e atuação estratégica do Ministério Público”.

A palestra faz parte das ações do MPAC em alusão ao Mês das Mulheres. O objetivo do evento foi fortalecer as ações de enfrentamento à violência contra a mulher, abordando as estratégias do Ministério Público para esse tema.

A ministrante foi a procuradora de Justiça do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), Carla Rodrigues Araújo de Castro. Ela é mestre e doutora em Direito, além de especialista em Gênero e Direito, pela Escola da Magistratura do Rio de Janeiro, e em Políticas Públicas de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.

A coordenadora do Caop Mulher, promotora de Justiça Dulce Helena Franco, ressaltou a importância da discussão. “É uma grande alegria iniciar este encontro, especialmente por se tratar de um evento realizado em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, data que nos convida não apenas à celebração, mas também à reflexão e ao fortalecimento das ações de enfrentamento à violência contra as mulheres”, destacou.

A atividade contou ainda com a participação da promotora de Justiça Julia Fernandes de Brito, titular da Promotoria de Justiça Cumulativa de Manoel Urbano, que atuou como debatedora do evento, contribuindo com reflexões sobre a realidade da atuação do Ministério Público no interior do estado do Acre e os desafios enfrentados no combate à violência doméstica.

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Durante a palestra, Carla Rodrigues Araújo de Castro abordou a importância da atuação integrada da rede de enfrentamento à violência contra a mulher, composta por instituições públicas, organizações da sociedade civil e serviços especializados de apoio às vítimas. Segundo a procuradora, o enfrentamento à violência doméstica exige uma atuação articulada entre diferentes setores, incluindo segurança pública, Sistema de Justiça, assistência social, saúde e educação.

A procuradora destacou que muitas mulheres encontram dificuldades para romper o ciclo de violência sem apoio. “Uma mulher precisa de apoio para sair da situação de violência doméstica. Sem o apoio, muitas vezes, ela até dá o primeiro passo, mas volta atrás, por medo, por insegurança, por culpa, por vergonha”, explicou.

Durante a exposição, a palestrante apresentou o conceito de rede de enfrentamento, dividida em três níveis: a rede primária, formada por familiares, amigos e pessoas próximas; a rede secundária, composta por instituições como delegacias, Ministério Público, Judiciário e serviços de saúde; e a rede complementar, que inclui universidades, organizações da sociedade civil e organismos internacionais voltados à promoção de políticas públicas.

A procuradora Carla Rodrigues Araújo de Castro também destacou a importância das políticas públicas voltadas à prevenção, proteção e responsabilização dos agressores, pilares previstos na Lei Maria da Penha. Entre os mecanismos citados estão as medidas protetivas de urgência, o abrigamento temporário de mulheres em situação de risco, o monitoramento eletrônico de agressores e o uso de tecnologias de proteção, como aplicativos e botões do pânico.

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Outro ponto abordado foi a necessidade de acompanhamento das vítimas após a denúncia, por meio de serviços psicossociais, visitas da Patrulha Maria da Penha e ações de fortalecimento da autonomia das mulheres. De acordo com a palestrante, iniciativas voltadas à qualificação profissional, geração de renda e acesso a benefícios sociais são fundamentais para que as vítimas consigam romper definitivamente com o ciclo de violência.

Carla Rodrigues Araújo de Castro também ressaltou o papel estratégico do Ministério Público na articulação da rede de proteção e na fiscalização das políticas públicas destinadas ao enfrentamento da violência contra a mulher. Segundo ela, a instituição atua não apenas na responsabilização dos agressores, mas também no acompanhamento da implementação de políticas públicas e na mobilização da sociedade para a defesa dos direitos das mulheres.

“O Ministério Público tem uma função ativa de fiscalizar a atuação do Estado. Uma atuação resolutiva extrajudicial com termos de ajustamento de conduta, com ações civis públicas ou, às vezes, com uma simples conversa. É chamar o gestor, chamar aquele órgão para falar: ‘Olha, eu recebi através da nossa Ouvidoria, [a informação de] que isso não está funcionando’”, exemplificou a procuradora.

Ao final da palestra, a procuradora Carla Rodrigues Araújo de Castro destacou que o enfrentamento à violência contra a mulher depende da atuação conjunta de instituições e da sociedade. Para ela, a construção de ambientes seguros e igualitários exige compromisso permanente com a proteção das mulheres e a garantia de seus direitos.

Fonte: Ministério Publico – AC

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Jordão: MPAC obtém decisão liminar que suspende contrato de R$ 400 mil para show

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Promotoria de Justiça Cível de Tarauacá e Jordão, obteve decisão liminar favorável em ação civil pública que resultou na suspensão imediata de um contrato firmado pelo Município de Jordão para a realização de um show artístico previsto para as comemorações do aniversário da cidade.

A ação foi ajuizada em face do Município, do prefeito Francisco Naudino Ribeiro Souza e da secretária municipal de Administração, Obras e Infraestrutura, Elecilda Ribeiro Souza, com o objetivo de suspender e anular o Contrato de Prestação de Serviços nº 016/2026, no valor de R$ 400 mil, destinado à apresentação do cantor Evoney Fernandes, agendada para o dia 28 deste mês.

“A atuação do MPAC visa garantir a correta aplicação dos recursos públicos, especialmente em contextos de maior vulnerabilidade social, assegurando que as prioridades da gestão estejam alinhadas ao interesse coletivo”, explica o promotor de Justiça Lucas Iwakami.

Na decisão, o Poder Judiciário reconheceu a presença dos requisitos legais para concessão da tutela de urgência, destacando indícios de irregularidades no processo de contratação por inexigibilidade de licitação. Entre os pontos considerados estão a possível existência de sobrepreço e falhas na pesquisa de mercado.

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Outro aspecto relevante apontado foi a possível violação aos princípios da razoabilidade e proporcionalidade, tendo em vista que o município apresenta indicadores sociais sensíveis e enfrenta dificuldades estruturais em áreas essenciais, como saúde, educação e infraestrutura. Nesse contexto, o investimento de elevado valor em um evento festivo foi considerado, em análise preliminar, incompatível com as prioridades da administração pública.

Com a decisão, foram determinadas a suspensão imediata da execução do contrato, a proibição da realização do show e a vedação de qualquer pagamento relacionado ao contrato, sob pena de multa diária de R$ 50 mil, limitada ao valor do contrato.

Kelly Souza- Agência de Notícias do MPAC

Foto: Uêslei Araújo/Sete – Governo do Acre

Fonte: Ministério Publico – AC

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