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Flávio Bolsonaro aparece à frente de Lula em possível segundo turno, aponta AtlasIntel
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A mais recente pesquisa eleitoral divulgada nesta quarta-feira (25) pela AtlasIntel, em parceria com a Bloomberg, aponta um cenário competitivo para a eleição presidencial de outubro. O levantamento indica que o senador Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um eventual segundo turno, embora a disputa esteja dentro da margem de erro.
Lula lidera com folga no primeiro turno
Nos cenários simulados de primeiro turno em que ambos aparecem como candidatos, Lula mantém a liderança com 46% das intenções de voto em todas as projeções.
Já Flávio Bolsonaro registra variação entre 36% e 42%, consolidando-se como principal adversário na disputa. Nos mesmos cenários, nenhum outro candidato ultrapassa a marca de 10% das intenções de voto, reforçando a polarização entre os dois nomes.
Segundo turno mostra empate técnico
Na simulação de segundo turno, o cenário é mais apertado. Flávio Bolsonaro aparece com 47,6% das intenções de voto, enquanto Lula soma 46,6%.
A diferença de 1 ponto percentual está dentro da margem de erro da pesquisa, indicando um empate técnico entre os candidatos.
Tendência aponta queda de Lula e avanço de Flávio
O levantamento também evidencia uma mudança gradual no cenário eleitoral desde o fim de 2025.
- Em dezembro, Lula tinha 53% contra 41% de Flávio;
- Em janeiro, os números passaram para 49,2% a 44,9%;
- No mês passado, Flávio assumiu a dianteira pela primeira vez, com 46,3% contra 46,2%.
Os dados mostram uma tendência de crescimento do senador e redução da vantagem do atual presidente ao longo dos últimos meses.
Avaliação do governo Lula piora
A pesquisa também mediu a percepção dos eleitores sobre o governo federal.
A avaliação negativa da gestão de Lula subiu para 50%, ante 48% no levantamento anterior. Já a avaliação positiva recuou para 41%, frente a 43% registrados em fevereiro.
A parcela dos entrevistados que consideram o governo regular ficou em 10%, levemente acima dos 9% anteriores.
Aprovação e desaprovação do presidente
Os índices de aprovação também apresentaram piora:
- Desaprovação: 54% (ante 52%);
- Aprovação: 46% (ante 47%).
Os números indicam um ambiente mais desafiador para o governo, com impacto direto nas projeções eleitorais.
Metodologia da pesquisa
O levantamento da AtlasIntel ouviu 5.028 pessoas por meio digital entre os dias 18 e 23 de março.
A margem de erro é de 1 ponto percentual, o que reforça o cenário de equilíbrio técnico no segundo turno e manutenção da liderança de Lula no primeiro turno.
Contexto político
O ex-presidente Jair Bolsonaro segue inelegível após decisões do Tribunal Superior Eleitoral e não participa diretamente da disputa, o que abre espaço para novos nomes dentro do mesmo campo político.
O cenário eleitoral segue dinâmico e deve continuar sendo influenciado por fatores econômicos, políticos e pela avaliação do atual governo nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Bolsas globais operam com volatilidade diante de tensões no Oriente Médio; Ibovespa Futuro avança e dólar recua
Os mercados financeiros iniciam a semana sob forte influência das tensões geopolíticas no Oriente Médio e da expectativa pela divulgação de novos indicadores de inflação nas principais economias do mundo. Apesar do ambiente de cautela, os contratos futuros de Wall Street apontam recuperação após as perdas registradas na última semana, enquanto as bolsas asiáticas encerraram o pregão em queda expressiva e os mercados europeus operaram sem direção definida.
Nos Estados Unidos, os índices futuros registravam alta no início da sessão. O Dow Jones avançava cerca de 0,3%, o S&P 500 subia aproximadamente 0,7% e o Nasdaq liderava os ganhos com valorização superior a 1,2%, impulsionado principalmente pelo setor de tecnologia. O movimento ocorre após uma forte realização recente nas ações ligadas à inteligência artificial e semicondutores.
Na Europa, o cenário permanece misto. Investidores acompanham os desdobramentos geopolíticos, os preços da energia e as perspectivas para a política monetária dos principais bancos centrais. A volatilidade segue elevada, especialmente nos segmentos ligados à indústria e tecnologia.
Ásia sofre com realização no setor de tecnologia
As bolsas asiáticas encerraram a sessão em território negativo, pressionadas pela aversão ao risco global e pela correção das ações de tecnologia.
Na China, o índice CSI300 recuou mais de 2%, atingindo o menor nível em cerca de dois meses. O índice de Xangai também registrou perdas, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, ampliou o movimento de baixa. O setor de semicondutores liderou as quedas, refletindo a desaceleração das ações ligadas à inteligência artificial após meses de forte valorização.
Analistas avaliam que a correção atual representa um ajuste de curto prazo após os ganhos expressivos acumulados desde o início do ano. Mesmo com a volatilidade, parte do mercado mantém uma visão construtiva para o segmento tecnológico chinês no médio e longo prazo, especialmente diante dos investimentos estratégicos do país em autossuficiência na produção de chips.
O movimento negativo também atingiu outras praças asiáticas. O Nikkei, do Japão, registrou forte retração, enquanto o índice Kospi, da Coreia do Sul, sofreu uma das maiores quedas da região, refletindo o aumento da aversão ao risco global.
Ibovespa Futuro acompanha recuperação externa
No Brasil, o Ibovespa Futuro abriu em alta, acompanhando a recuperação dos mercados norte-americanos e o maior apetite por ativos de risco.
O contrato futuro avançava cerca de 0,5%, negociado próximo dos 170 mil pontos. O movimento ocorre após uma sequência de sessões mais fracas para a bolsa brasileira, que vem sofrendo influência da volatilidade externa e da cautela dos investidores em relação ao cenário fiscal doméstico.
Entre os destaques corporativos do pregão estão:
- Petrobras (PETR4): beneficiada pela valorização internacional do petróleo, impulsionada pelos riscos de interrupção da oferta no Oriente Médio;
- Embraer (EMBR3): segue atraindo investidores após resultados positivos e perspectivas favoráveis para o setor aeroespacial;
- B3 (B3SA3): permanece como termômetro do fluxo de capital no mercado brasileiro;
- Itaú Unibanco (ITUB4): continua entre os papéis mais negociados da bolsa.
Petróleo, dólar e inflação permanecem no radar
As novas tensões geopolíticas voltaram a elevar os preços internacionais do petróleo, fator que pode influenciar a inflação global e as decisões futuras dos bancos centrais. O mercado monitora especialmente os impactos sobre as cadeias de suprimentos e o custo da energia.
No câmbio, o dólar iniciou a semana em leve queda frente ao real, após ter encerrado a semana anterior próximo de R$ 5,15 no mercado doméstico. O comportamento da moeda continuará condicionado ao fluxo estrangeiro, ao cenário fiscal brasileiro e às expectativas para os juros nos Estados Unidos.
Perspectivas para os próximos dias
Os investidores concentram as atenções nos próximos indicadores de inflação dos Estados Unidos e da Europa, que poderão redefinir as expectativas sobre a trajetória dos juros globais. Ao mesmo tempo, os desdobramentos do conflito no Oriente Médio seguem como principal fator de risco para os mercados financeiros internacionais.
A combinação entre inflação, política monetária, preços do petróleo e desempenho do setor de tecnologia deve continuar determinando o comportamento das bolsas ao longo da semana, mantendo o ambiente de elevada volatilidade para investidores em todo o mundo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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