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RedeJus promove 1º Encontro de Comunicadores e fortalece atuação integrada da comunicação pública no Acre

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Evento reúne representantes do Sistema de Justiça e reafirma compromisso institucional com informação qualificada, transparência e aproximação com a sociedade

Comunicação em rede, compromisso público e atuação integrada marcaram, nesta segunda-feira, 6 de abril, a abertura do I Encontro de Comunicadores do Sistema de Justiça – RedeJus, promovido no Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC). O evento reúne profissionais de comunicação das principais instituições públicas do estado e simboliza um passo importante na consolidação de uma atuação colaborativa voltada ao fortalecimento da comunicação pública no Acre.

O encontro representa o amadurecimento de uma articulação institucional que nasce com um propósito claro: qualificar a informação pública, ampliar o acesso da sociedade a conteúdos confiáveis e fortalecer a relação entre as instituições e o cidadão.

A abertura da programação contou com a presença de chefes e representantes dos órgãos que integram a Rede Estadual de Comunicadores do Sistema de Justiça (RedeJus), evidenciando o compromisso da alta gestão com uma comunicação cada vez mais estratégica, transparente e conectada às demandas da sociedade contemporânea.

Participaram da abertura o presidente do Tribunal de Justiça do Acre, desembargador Laudivon Nogueira; a presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Acre, desembargadora Waldirene Cordeiro; a presidente do TCE-AC, conselheira Dulcinéa Benício de Araújo; a vice-presidente da OAB Seccional Acre, Thaís Moura; a promotora Ana Helena, do Ministério Público de Contas; o corregedor da Procuradoria-Geral do Estado, procurador Gerson Ney Vilela; e a diretora da Escola Superior da Defensoria Pública do Acre, Juliana Caobianco Queiroz Mateus Zanotti, representando a defensora pública-geral.

O presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, ressaltou que fazer justiça vai além da aplicação do direito, exige também a entrega da informação correta, no tempo certo e com responsabilidade. Ao destacar a consolidação da RedeJus, ele afirmou que o projeto já se mostra uma iniciativa vitoriosa e estratégica, capaz de gerar ganhos institucionais e sociais. “Queremos uma relação de ganha, ganha, ganha: ganha a comunicação, ganha a instituição e ganha a sociedade”, pontuou.

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Ao destacar a importância da iniciativa, a vice-presidente da OAB Acre, Thaís Moura, classificou o momento como histórico para o estado e ressaltou que a integração entre as instituições representa um compromisso direto com a sociedade.

Representando a Defensoria Pública do Estado, Juliana Caobianco destacou que a RedeJus desponta como uma iniciativa pioneira e necessária, ao reconhecer a comunicação não apenas como ferramenta de divulgação, mas como eixo estratégico de aproximação institucional com a sociedade.

Na mesma linha, o corregedor da Procuradoria-Geral do Estado, Gerson Ney Vilela, afirmou que o encontro reafirma o protagonismo do Acre em iniciativas inovadoras. “Quando as instituições se comunicam com responsabilidade, compromisso e propósito público, fortalecem a confiança social e ampliam o alcance de suas ações”, disse.

A presidente do TRE-AC, desembargadora Waldirene Cordeiro, destacou que o encontro ocorre em um momento especialmente oportuno para refletir sobre o papel estratégico da comunicação institucional. Ela afirmou que a construção de uma rede integrada de comunicação nasce de uma necessidade concreta de unir esforços, ampliar alcance e prestar um serviço cada vez mais qualificado à sociedade. “Fico muito contente em participar da RedeJus e espero que sigamos prestando uma boa comunicação para fortalecer ainda mais a democracia”, afirmou.

Anfitriã do encontro, a presidente do TCE-AC, conselheira Dulcinéa Benício de Araújo, fez uma defesa enfática da comunicação como função central das instituições públicas e destacou a importância de se trabalhar em rede como caminho para o sucesso institucional. Ao elogiar a visão sistêmica e inovadora da proposta, ela afirmou que a RedeJus tem potencial para se tornar referência nacional. “Comunicar hoje exige coragem, inteligência institucional e compromisso ético com a verdade, especialmente em um cenário no qual a confiança se tornou um ativo indispensável”.

Secretária de Comunicação Social do Tribunal de Justiça do Acre, a jornalista Andrea Zílio destacou que a principal força da RedeJus está justamente na capacidade de comunicar em conjunto, de forma conectada, coerente e colaborativa entre instituições que, embora possuam missões distintas, compartilham o mesmo compromisso público de servir à sociedade com ética, responsabilidade e transparência. “A comunicação só cumpre o seu papel quando faz sentido para quem está do outro lado. E quem está do outro lado é a cidadã, o cidadão”, destacou.

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Capacitação em gestão de crises

Além da abertura institucional, um dos principais destaques da programação é a realização do curso “Gestão de Crise”, ministrado pela jornalista Débora Diniz, especialista em comunicação institucional e gestão de crises, com mais de 30 anos de experiência na área.

A formação aborda estratégias voltadas à prevenção, identificação e gerenciamento de crises institucionais, com foco na atuação coordenada das assessorias de comunicação, no relacionamento com a imprensa e na condução de situações de alta repercussão pública.

A proposta da capacitação dialoga diretamente com os desafios enfrentados pelas instituições na atualidade e reforça a necessidade de estruturas de comunicação preparadas não apenas para informar, mas também para responder com agilidade, coerência e responsabilidade em contextos sensíveis.

Comunicação pública como eixo de confiança institucional

Instituída em 2025, a RedeJus é formada pelo Tribunal de Justiça do Acre, Tribunal Regional Eleitoral do Acre, Ministério Público do Estado, Defensoria Pública do Estado, Procuradoria-Geral do Estado, Tribunal de Contas do Estado e Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Acre.

A articulação surgiu com o propósito de integrar os setores de comunicação dessas instituições, promovendo cooperação, alinhamento estratégico e produção de conteúdos de interesse público com linguagem mais clara, acessível e cidadã.

Para 2026, a RedeJus busca consolidar um modelo de comunicação colaborativa, inovadora e orientada ao cidadão, fortalecendo o papel institucional da comunicação pública e ampliando a capacidade das instituições de dialogar com a sociedade de forma mais eficiente, transparente e humanizada.

Fotos: Gleilson Miranda/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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Mãe que agrediu filha após flagrá-la em caixa d’água é condenada por maus-tratos

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Câmara Criminal entendeu que castigo físico extrapolou os limites do exercício do poder familiar

Mãe que submeteu a filha a castigo físico excessivo após flagrá-la tomando banho dentro de uma caixa d’água foi condenada a dois meses e 20 dias de detenção, em regime inicial aberto, pelo crime de maus-tratos. A decisão é da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC). O colegiado entendeu que a mulher abusou dos meios de correção.

Conforme os autos, o caso aconteceu em fevereiro de 2024, no município de Bujari. Foram constatadas diversas marcas de agressão espalhadas pelo corpo da menina. Ela apresentava hematomas na coxa direita, no cotovelo, na região das escápulas e no pé direito, além de escoriações no abdômen.

Em primeira instância, a mãe da vítima foi condenada pelo crime de lesão corporal praticada contra descendente em contexto de violência doméstica. Inconformada, recorreu da sentença. Pediu a absolvição, sob o argumento de que não havia agido com a intenção de ferir a filha, mas de discipliná-la.

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Ao analisar o caso, o relator, desembargador Francisco Djalma, concluiu que a conduta da mãe extrapolou os limites admissíveis do exercício do poder familiar. Por esse motivo, negou o pedido de absolvição formulado pela defesa. Entretanto, ele também deduziu que o caso não configurava o crime de lesão corporal praticada contra descendente.

“Embora o emprego de violência física seja absolutamente reprovável e incompatível com o regular exercício do poder familiar, as circunstâncias do caso não evidenciam que a apelante tenha atuado com dolo autônomo de ofender a integridade física da filha, mas sim que abusou dos meios de correção”, afirmou em seu voto.

O entendimento foi acompanhado pelos demais desembargadores. Assim, a Câmara reformou a sentença de primeiro grau para desclassificar a conduta para o crime de maus-tratos e redimensionar a pena da mulher para dois meses e 20 dias de detenção. O acórdão está disponível na edição n.º 8.065 do Diário da Justiça (p. 11), publicada nesta terça-feira, 28 de julho.

Apelação Criminal nº 0700141-70.2025.8.01.0010

Imagem gerada por IA

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Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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