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Presidente do TJAC participa de Encontro Regional da Magistratura

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Evento reuniu presidentes de tribunais, corregedores e juízes dos sete estados da Região Norte; programação foi promovida pelo CNJ e abordou transformação digital da Justiça, desafios amazônicos e políticas voltadas à juventude acolhida

O presidente do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), desembargador Laudivon Nogueira, participou nesta sexta-feira, 29, do Encontro Regional da Magistratura, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), no edifício-sede do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), em Manaus.

O encontro contou com a presença do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do CNJ, ministro Luiz Edson Fachin, e do corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell. A agenda reuniu presidentes de tribunais, corregedores-gerais da Justiça, juízes auxiliares e magistrados dos sete estados da Região Norte.

A iniciativa teve como objetivo fortalecer a integração da magistratura nacional e discutir as especificidades da atuação jurisdicional na Amazônia, marcada por desafios próprios da região, como distâncias continentais, localidades remotas, sazonalidade climática e extensas áreas de fronteira.

Na abertura do evento, o presidente do STF e do CNJ, ministro Edson Fachin, destacou que o Poder Judiciário deve estar a serviço da sociedade, oferecendo respostas jurídicas e técnicas adequadas à realidade da população. Afirmou ainda que a presença do Estado na Amazônia não pode ser descontínua e que a transformação digital da Justiça precisa estar voltada à promoção da cidadania.

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O corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, abordou as peculiaridades da região amazônica e ressaltou a necessidade de o Poder Judiciário atuar com sensibilidade e eficiência no atendimento aos jurisdicionados. Também enfatizou a importância do encontro ao reunir magistrados de diferentes ramos da Justiça para a construção de instituições cada vez mais centradas nas necessidades da população.

Programação

Durante a programação, foram realizados dois painéis temáticos. O primeiro debateu o uso da inteligência artificial no Poder Judiciário. A proposta apresentada foi a de utilizar a tecnologia como ferramenta de apoio à qualidade e à celeridade das decisões judiciais, sem substituir a atuação humana. Os magistrados destacaram que a aplicação da inteligência artificial deve ocorrer de forma responsável e alinhada ao compromisso do Judiciário com a sociedade.

O segundo painel abordou o Programa Novos Caminhos, política nacional instituída pela Resolução n.º 543 do CNJ, voltada à criação de oportunidades para adolescentes e jovens, entre 14 e 18 anos, acolhidos institucionalmente. A iniciativa busca garantir condições para uma vida adulta com cidadania plena e estabilidade social, cabendo a cada tribunal de justiça desenvolver ações em sua respectiva unidade federativa.

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À tarde, ocorreram duas reuniões de trabalho: uma exclusiva para presidentes e corregedores dos tribunais de justiça da Região Norte e outra destinada aos juízes auxiliares. Ambos os encontros contaram com a participação dos ministros Edson Fachin e Mauro Campbell.

Participação

Representaram o Judiciário acreano no encontro a supervisora do Núcleo de Justiça Restaurativa (Nujures) e presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC), desembargadora Waldirene Cordeiro; o presidente da Comissão de Soluções Fundiárias do Estado (COMSF) e corregedor regional eleitoral do TRE-AC, desembargador Lois Arruda; e o juiz auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça do Acre (Coger), Cloves Ferreira.

Fotos: Chico Batata/TJAM

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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TJAC dialoga com policiais militares o papel dos homens no combate à violência doméstica e proteção à mulher

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No evento, realizado na quarta-feira, 15, o juiz de Direito Guilherme Fraga, da Coordenadoria Estadual das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cosiv) do TJAC, palestrou e convidou os policiais a desenvolverem ações de prevenção à esses crimes e combate ao machismo

Qual o papel do homem no combate à violência doméstica? Para debater essa questão que, apesar de óbvia, ainda precisa ser tratada entre os homens, o juiz de direito Guilherme Fraga, integrante da Coordenadoria Estadual das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cosiv) do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), palestrou para policiais militares e civis no Workshop “Antes da Viatura: homens pela prevenção da violência doméstica”, nesta quarta-feira, 15, na Escola do Poder Judiciário do Acre (Esjud).

A atividade formativa foi organizada pela Patrulha Maria da Penha da Polícia Militar do Estado do Acre. A programação teve início com uma explanação da tenente-coronel da Patrulha, Cristiane Soares da Silva, com o tema “Mapeando a Realidade: Estatísticas de Gênero e o Custo Humano e Social da Violência”. Em seguida, a defensora pública Gabriella de Andrade Virgílio fez uma exposição sobre “Os homens como agentes de mudança na prevenção da violência contra as mulheres”.

Por sua vez, o juiz acreano, titular da 1ª Vara de Proteção à Mulher de Rio Branco, apresentou a palestra “O Sistema de Justiça e a Lei Maria da Penha na Reabilitação do Autor e Prevenção da Violência Doméstica”. A formação se encerrou com uma roda de conversa sobre paridade e o papel dos homens no fim desses crimes.

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O magistrado discorreu sobre o custo da violência, os principais objetivos da Lei Maria da Penha e a responsabilidade de cada órgão do Sistema de Justiça. Guilherme Fraga detalhou o trabalho de reabilitação dos grupos reflexivos de responsabilização dos autores de violência doméstica e convidou os participantes a desenvolverem uma masculinidade saudável:

“O homem tem um papel importante para desconstruir essa nossa sociedade baseada no machismo. Nós somos exemplos, temos que começar a mudar. Muitas vezes em uma audiência escuto ‘Ah, a mulher tem direitos demais’ ou ‘só ela falar que sou preso’, não é bem assim.  A sociedade não estimula a denúncia. Vocês só são chamados quando a violência acontece, quando a viatura é acionada.  Então, no dia a dia vocês podem atuar na prevenção”, disse o juiz.

Por que não tem a lei João da Penha?

O Acre lidera o ranking nacional de feminicídios: com 3,37 mulheres mortas a cada 100 mil habitantes, na maioria das vezes de maneira brutal, por seus maridos. Mas o dado piora: no Brasil, em 2025, 1.568 mulheres foram assassinadas. No Acre, 74% dos feminicídios ocorrem dentro das residências, 91% envolvem relacionamentos afetivos, e o domingo é o dia com mais registros. Esses dados são do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e do Observatório de Gênero do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), apresentados pela tenente-coronel Priscila Soares, responsável pela Patrulha Maria da Penha no Acre.

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Os números comprovam o quanto as mulheres, infelizmente, precisam de proteção diária contra as pessoas com quem se relacionam. Assim, são necessários instrumentos legais especializados no enfrentamento às violências contra as mulheres, como a Lei Maria da Penha, e busca-se o fortalecimento das políticas públicas na área. Afinal, como afirmou a tenente-coronel Priscila, a mudança de comportamentos machistas e ações de educação devem ser desenvolvidas com os homens:

“Temos que trabalhar o homem, não só a mulher. Pois, ele vai continuar fazendo as mesmas coisas em outros relacionamentos. Em geral, os agressores não têm ficha criminal, é um trabalhador, pai de família,  exemplo. Mas, é esse homem, modelo de família, o autor da maior parte dos casos de violência doméstica. O homem não nasce agressor, ele aprende a ser. Se aprende a ser agressor, também pode aprender a não ser”, comentou a autoridade militar.

Fotos: Elisson Magalhães, Gleilson Miranda e Emanuelly Falqueto/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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