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Café recua no Brasil e exterior com expectativa de safra forte, mas mercado inicia dia com sinais mistos entre arábica e robusta

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O mercado do café vive um momento de transição, marcado pela pressão da expectativa de uma boa safra brasileira no ciclo 2026/27 e por movimentos divergentes nas bolsas internacionais. Segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), os preços do arábica e do robusta encerraram abril em queda no Brasil e no exterior, embora fatores como estoques reduzidos e tensões geopolíticas tenham limitado perdas mais intensas.

Ao mesmo tempo, nesta quarta-feira (06), o mercado inicia o dia com comportamento misto: o arábica recua na Bolsa de Nova York (ICE Futures), enquanto o robusta apresenta valorização em Londres, refletindo um cenário ainda volátil e sensível a ajustes de oferta e demanda.

Expectativa de safra brasileira pressiona preços do café em abril

De acordo com o Cepea, o principal fator de pressão sobre as cotações foi o otimismo em relação à oferta global de café no ciclo 2026/27, impulsionado pelas projeções de uma safra favorável no Brasil. Esse cenário aumentou a percepção de maior disponibilidade do produto no mercado internacional.

Apesar disso, as quedas foram parcialmente contidas pelos baixos estoques certificados na Bolsa de Nova York e pelas incertezas geopolíticas no Oriente Médio, que ainda afetam o fluxo comercial entre países produtores e consumidores.

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Arábica registra queda expressiva no mês

O Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, fechou abril com média de R$ 1.811,87 por saca de 60 kg, recuo de 5,3% frente a março. Em comparação com abril de 2025, a queda chega a 26,8% em termos reais.

Na Bolsa de Nova York, o contrato julho/26 encerrou abril a 285,55 centavos de dólar por libra-peso, com baixa de 525 pontos no mês, reforçando a tendência de pressão vinda da expectativa de maior oferta brasileira com o avanço da colheita.

Robusta também recua, mas em ritmo diferente

O robusta acompanhou o movimento de queda, porém com intensidade maior. O Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6, peneira 13 acima, no Espírito Santo, teve média de R$ 917,15 por saca em abril, recuo de 10,3% em relação a março e de 40,1% frente ao mesmo período do ano passado.

Mercado inicia maio com comportamento misto nas bolsas internacionais

Na abertura desta quarta-feira, o mercado do café apresenta direções opostas entre os contratos.

Na Bolsa de Nova York, o arábica opera em leve queda em diferentes vencimentos, refletindo a continuidade da pressão da safra brasileira e ajustes técnicos após o recuo de abril.

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Já na Bolsa de Londres, o robusta registra valorização, com alta em todos os principais contratos, sustentado por movimentos de curto prazo e ajustes de posições dos investidores.

Safra brasileira e clima mantêm atenção do mercado

No Brasil, o mercado físico segue com negociações lentas. Embora haja melhora pontual nas ofertas por parte dos compradores, produtores ainda demonstram cautela, aguardando definições mais claras sobre preços internacionais e variações cambiais.

No campo, o clima segue favorável ao desenvolvimento das lavouras. Predomina o tempo seco nas principais regiões produtoras do Centro-Sul, com variações de temperatura entre madrugadas frias e tardes quentes. Há previsão de chuvas pontuais em áreas do Espírito Santo e sul da Bahia, além da chegada de uma frente fria nos próximos dias, sem indicativos de risco de geadas.

Cenário do café segue sensível e volátil

O conjunto de fatores reforça um mercado de café ainda instável, no qual a expectativa de maior oferta global pressiona as cotações, enquanto fatores técnicos e climáticos ajudam a sustentar parte dos preços no curto prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Defasagem do diesel no Brasil reduz importações e acende alerta para abastecimento e custos logísticos

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A crescente defasagem entre o preço do diesel praticado no mercado interno brasileiro e a paridade internacional já começa a impactar diretamente a dinâmica de abastecimento no país. O movimento reduz o interesse de importadores por novas cargas, pressiona a cadeia de distribuição e eleva a atenção do setor para possíveis reflexos no fornecimento, especialmente em segmentos estratégicos como agronegócio e transporte.

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as importações de diesel caíram 25% em março em relação a fevereiro, sinalizando uma mudança relevante no comportamento dos agentes do mercado.

Menor atratividade para importação e aumento do risco comercial

De acordo com Diego Lopes, head de Operações e Inteligência de Suprimentos da SCA Brasil Aliança, o cenário ainda não configura desabastecimento imediato, mas já altera significativamente a estrutura de decisões do setor.

“O impacto inicial não aparece como desabastecimento físico, mas sim na redução do apetite para importação, maior seletividade comercial, pressão sobre distribuidores independentes e alta volatilidade no mercado interno”, explica.

O especialista destaca que o problema se intensificou a partir de março de 2026, quando tensões geopolíticas globais agravaram a defasagem entre o preço doméstico e a paridade de importação. Nesse contexto, a chamada “janela de importação” perdeu competitividade.

“Quando o preço interno fica abaixo do custo de reposição, o importador perde margem ou assume risco elevado de prejuízo”, afirma Lopes.

Brasil depende de importações e aumenta sensibilidade do mercado

Mesmo sendo autossuficiente na produção de petróleo bruto, o Brasil ainda depende de importações para atender parte relevante da demanda de diesel. Estima-se que entre 25% e 30% do consumo nacional venha do mercado externo, o que torna o sistema mais vulnerável a oscilações de preços e oferta.

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Segundo Lopes, a falta de previsibilidade na política de preços também amplia o nível de incerteza entre os agentes do setor.

“Se a janela de importação permanecer fechada por muito tempo, o risco deixa de ser potencial e pode se materializar de forma regionalizada”, alerta.

Mercado reage com cautela e mudanças operacionais

O ambiente de maior risco já se reflete nas operações do setor de combustíveis. Entre os principais movimentos observados estão:

  • Redução do volume de importações
  • Negociações mais curtas
  • Aumento de prêmios regionais
  • Maior diferenciação entre clientes contratados e mercado spot

Essas mudanças indicam um mercado mais cauteloso e sensível à formação de preços.

Impacto direto no agronegócio e na logística

Setores intensivos no uso de diesel, como agronegócio e transporte rodoviário, tendem a sentir com mais intensidade os efeitos da defasagem de preços.

Cadeias produtivas como grãos, cana-de-açúcar e logística agrícola estão entre as mais expostas, já que o diesel representa um custo transversal em toda a operação.

“Não se trata apenas de custo, mas de risco operacional. O diesel impacta diretamente colheita, transporte e movimentação de insumos”, destaca o especialista.

No campo, o impacto ocorre na compressão das margens de produtores e agroindústrias, já que pequenas variações no preço do combustível podem alterar significativamente o custo por hectare. Além disso, o efeito também se espalha pelo aumento do frete e das tarifas logísticas.

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Volatilidade aumenta e dificulta planejamento da cadeia

Outro ponto de atenção é o aumento da volatilidade no mercado de combustíveis. A combinação entre defasagem de preços, risco geopolítico e incertezas de oferta leva o mercado a precificar também o risco de reposição.

“Isso eleva a volatilidade, adiciona especulação e dificulta o planejamento de todos os elos da cadeia”, explica Lopes.

Gestão estratégica do diesel se torna essencial

Diante do cenário, especialistas reforçam a necessidade de uma gestão mais estruturada do diesel por parte das empresas, especialmente em setores dependentes do insumo.

Segundo Diego Lopes, o combustível deve ser tratado como item crítico de suprimentos, com estratégias mais avançadas de compra e monitoramento.

  • Entre as práticas recomendadas estão:
  • Acompanhamento da paridade de importação
  • Identificação de janelas de compra
  • Análise comparativa de custos logísticos
  • Avaliação de fornecedores e contratos
  • Gestão ativa de risco e orçamento

“O combustível precisa ser tratado como uma categoria crítica de suprimentos. Inteligência de compra permite antecipar riscos e proteger o orçamento”, conclui o executivo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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