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Exportações de carne bovina do Brasil podem cair até 10% em 2026 com restrições da China, alerta Abiec

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As exportações de carne bovina do Brasil podem recuar cerca de 10% em 2026 na comparação com 2025, diante das restrições tarifárias impostas pela China, principal destino do produto brasileiro. O alerta é da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), que vê impacto direto sobre o fluxo comercial e a estratégia do setor.

Segundo o presidente da entidade, Roberto Perosa, a produção destinada ao mercado chinês deve sofrer interrupções já a partir de junho, quando a cota isenta de tarifas mais elevadas tende a ser totalmente preenchida.

China limita importações e pressiona exportações brasileiras

A China estabeleceu uma cota de aproximadamente 1,1 milhão de toneladas de carne bovina brasileira com isenção de tarifa adicional. Após esse volume, passa a incidir uma tarifa de até 55%, considerada proibitiva para a competitividade do produto nacional.

Esse limite já vem sendo rapidamente atingido, impulsionado pelo aumento dos embarques no fim de 2025 e início de 2026, quando exportadores anteciparam vendas para evitar a nova taxação.

Em 2025, o Brasil exportou cerca de 3,5 milhões de toneladas de carne bovina, sendo 1,7 milhão de toneladas destinadas à China — o equivalente a quase metade do total embarcado.

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Dependência do mercado chinês preocupa setor

A forte concentração das exportações brasileiras no mercado chinês amplia os riscos diante de mudanças comerciais. Segundo a Abiec, não há, no curto prazo, um mercado com capacidade de absorver volumes equivalentes.

A restrição chinesa deve forçar o redirecionamento de parte da produção ao mercado interno, o que pode impactar preços, margens da indústria e dinâmica da cadeia pecuária.

Novos mercados enfrentam desafios e incertezas

No início de 2026, o setor trabalhava com uma perspectiva mais otimista, baseada na abertura de novos mercados e diversificação das exportações. No entanto, esse cenário perdeu força ao longo dos últimos meses.

Entre os pontos de atenção:

  • Coreia do Sul: expectativa de abertura não deve se concretizar em 2026
  • Japão: negociações seguem como alternativa estratégica, mas ainda sem definição
  • Turquia: avanços dependem de توافق técnico sobre protocolos sanitários

No caso turco, há divergências sobre exigências de testagem. O país demanda inspeção individual de toda a carne exportada, enquanto o Brasil negocia a adoção de testes por lote, modelo mais viável operacionalmente.

Mercado interno deve absorver excedente de produção

Com a possível redução dos embarques à China, a indústria brasileira poderá direcionar parte da produção ao consumo doméstico. Esse movimento tende a aumentar a oferta interna de carne bovina, com potenciais reflexos nos preços ao consumidor e na rentabilidade do setor.

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Cenário exige ajuste estratégico da pecuária brasileira

O novo ambiente comercial reforça a necessidade de diversificação de mercados e fortalecimento da competitividade da carne bovina brasileira. A dependência da China, embora estratégica nos últimos anos, passa a representar um risco relevante diante de mudanças tarifárias e políticas de proteção do mercado interno chinês.

Resumo do cenário
  • Exportações brasileiras podem cair até 10% em 2026
  • China impõe cota de 1,1 milhão de toneladas sem tarifa adicional
  • Tarifa de até 55% após limite reduz competitividade
  • Produção para China pode parar a partir de junho
  • Mercado interno deve absorver parte da oferta
  • Novos mercados ainda enfrentam barreiras sanitárias e comerciais

O cenário para 2026 indica um período de ajuste para a pecuária brasileira, com maior foco em gestão de mercados, eficiência operacional e busca por novos destinos internacionais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Unesp desenvolve nova abordagem para nanoherbicidas mais eficientes e sustentáveis no controle de plantas daninhas

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Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) propuseram uma nova abordagem científica para o desenvolvimento de nanoherbicidas, com foco em maior eficiência agronômica e sustentabilidade ambiental. O estudo, conduzido no âmbito do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanotecnologia para Agricultura Sustentável, sugere inverter a lógica tradicional de criação desses insumos, colocando as características das plantas daninhas no centro do processo.

A proposta foi publicada na revista científica Nature Reviews Methods Primers e representa um avanço relevante para o manejo de invasoras que impactam diretamente a produtividade agrícola no Brasil.

Plantas daninhas seguem como desafio no campo

Espécies como caruru, capim-azevém e capim-pé-de-galinha estão entre as principais ameaças às lavouras, podendo reduzir em cerca de 15% a produtividade de grãos, mesmo em áreas com manejo.

Esse cenário tem impulsionado a busca por soluções mais eficientes, como os nanoherbicidas — tecnologia que permite a liberação controlada e direcionada de ingredientes ativos, aumentando a absorção pelas plantas e reduzindo o volume aplicado.

Novo conceito melhora eficiência dos nanoherbicidas

Atualmente, o desenvolvimento de nanoherbicidas é baseado principalmente nas propriedades dos materiais utilizados. A nova proposta da Unesp, chamada de Plant-informed nanodesign (PIND), muda esse paradigma ao priorizar as características biológicas das plantas-alvo.

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Na prática, isso significa desenvolver nanopartículas específicas para cada espécie daninha, aumentando a eficácia do controle e reduzindo perdas.

Caracterização detalhada das plantas orienta tecnologia

Para viabilizar essa abordagem, os pesquisadores realizam análises aprofundadas das plantas invasoras, considerando fatores como:

  • Espessura e tamanho das folhas
  • Quantidade de estômatos
  • Espessura da cutícula
  • Presença de tricomas
  • Rugosidade da superfície foliar

Essas informações permitem projetar nanopartículas mais aderentes e eficientes na absorção dos herbicidas.

Tecnologia alia produtividade e sustentabilidade

As análises utilizam técnicas avançadas, como microscopia confocal e microscopia eletrônica de varredura, que permitem observar estruturas microscópicas com alta precisão.

O objetivo é desenvolver soluções que aumentem a eficiência do controle de plantas daninhas, reduzam o uso de insumos químicos e minimizem impactos ambientais — uma demanda crescente no agronegócio brasileiro.

Inovação fortalece agricultura de precisão

A nova metodologia reforça o papel da nanotecnologia na agricultura de precisão e na transição para sistemas produtivos mais sustentáveis. Ao alinhar ciência, inovação e eficiência no campo, a proposta da Unesp abre caminho para uma nova geração de defensivos agrícolas mais inteligentes e adaptados às condições reais das lavouras.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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