RIO BRANCO
Search
Close this search box.

TJ AC

TJAC mantém decisão sobre irregularidades em produção de charque

Publicados

TJ AC

Inspeção identificou ambiente insalubre e uso de produtos inadequados para consumo humano 

A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) manteve a decisão que condenou um médico veterinário por adulteração de produtos alimentícios de uma charqueira, na capital acreana. A decisão foi unânime no colegiado e negou o recurso da defesa.

Segundo os autos, uma fiscalização realizada em junho de 2024 na fábrica identificou diversas irregularidades sanitárias na produção de charque. Entre os problemas constatados estavam o uso de sal mineral destinado à alimentação animal, a utilização de carne industrial imprópria para a fabricação do produto, além de condições inadequadas de higiene e armazenamento.

Durante a inspeção, equipes do Ministério Público do Acre (MPAC), do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf) e da Vigilância Sanitária encontraram carne armazenada diretamente no chão, presença de insetos, ambiente insalubre e produtos fora dos padrões exigidos pelas normas sanitárias.

O relator do caso, desembargador Samoel Evangelista, destacou a responsabilidade do veterinário que atuava como técnico da empresa. “O apelante não era um mero espectador, mas o agente que detinha o dever legal e contratual de zelar pela conformidade sanitária do processo produtivo”, afirmou o magistrado no voto.

Leia Também:  Projeto ambiental do TJAC amplia áreas verdes em Rio Branco

Diante disso, entendeu-se que houve dolo na conduta do profissional, especialmente porque ele admitiu conhecer a legislação que proíbe o uso de insumos veterinários e carne inadequada na fabricação de charque, além de tentar justificar tecnicamente a prática durante o processo.

Na ocasião, o veterinário foi condenado a quatro anos e seis meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, além do pagamento de multa, que pode variar até cinco salários mínimos por dia, conforme o Código Penal.

Apelação Criminal n. 0003877-04.2024.8.01.0001

Imagem gerada por IA

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

TJ AC

Melhorias no depoimento protegido de crianças e adolescentes são discutidas em webinário do TJAC

Publicados

em

Por

Formação reúne rede de proteção para debater aprimoramento das salas de depoimento especial e fortalecimento da escuta protegida

O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), por meio da Coordenadoria da Infância e Juventude (Coinj) e da Escola do Poder Judiciário do Acre (Esjud), promoveu o webinário Depoimento Protegido: diagnóstico, estruturação e aprimoramento. A formação foi realizada de forma online, das 14h às 17h, e reuniu integrantes da Rede de Proteção à Infância.

A atividade teve como objetivo analisar a estrutura e o funcionamento das salas de depoimento especial nas comarcas do estado. A partir desse diagnóstico, a pretensão é desenvolver estratégias e medidas voltadas ao aperfeiçoamento desses espaços. A iniciativa busca assegurar que o ambiente institucional ofereça acolhimento adequado a crianças e adolescentes vítimas de violência e que os procedimentos adotados atuem como instrumentos de garantia de direitos.

Durante a abertura, a vice-presidente do TJAC e coordenadora da Coinj, desembargadora Regina Ferrari, destacou a importância do depoimento especial, sobretudo por evitar a revitimização de crianças e adolescentes. Segundo a magistrada, a metodologia contribui para impedir novos traumas e prioriza a saúde mental e a integridade emocional das vítimas.

Leia Também:  Mais de 100 acordos são firmados durante 20ª Semana Nacional de Conciliação no Acre

A desembargadora também ressaltou os esforços do Judiciário acreano no enfrentamento ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. Na ocasião, mencionou a campanha Mês da Infância Protegida, à qual o TJAC aderiu. Durante o mês de maio, a instituição intensificou parcerias e políticas públicas de proteção, fortaleceu ações de combate à violência infantojuvenil e conferiu maior celeridade aos processos relacionados ao tema.

A formadora do webinário, Alessandra Pinheiro, ressaltou que a realização do depoimento especial exige uma atuação articulada e integrada entre os profissionais envolvidos, a fim de evitar a revitimização e a violência institucional contra crianças e adolescentes. De acordo com a pedagoga, a metodologia vem sendo aplicada em todo o estado, tanto na capital quanto no interior.

Alessandra considerou ainda que o encontro contribuiu para mensurar as condições estruturais, identificar fragilidades e avaliar a efetividade do depoimento especial no âmbito do Poder Judiciário. A partir desse levantamento, se necessário, podem ser implementadas melhorias para garantir o cumprimento integral do Protocolo Brasileiro de Entrevista Forense, documento lançado em 2020 pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que orienta e padroniza a escuta de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência.

Leia Também:  Projeto ambiental do TJAC amplia áreas verdes em Rio Branco

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA