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Projeto inovador possibilita trabalho a detentos em propriedade rural de Senador Guiomard

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A paisagem mudou! Quem costumava ver grades, hoje enxerga a esperança. Em uma propriedade rural, no município de Senador Guiomard, dez privados de liberdade reencontraram o caminho da transformação e a chance de voltar a sonhar.

Propriedade rural aderiu a mão de obra de detentos. Foto: Antonio Moura

A chance veio a partir de um projeto do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), por meio da Diretoria de Reintegração social, em parceria com o Tribunal de Justiça do Acre, por meio da Vara de Execução Penal (VEP), que através de um termo de cooperação com um empresário do ramo de agricultura, disponibilizou a mão de obra de detentos para trabalho.

Detentos passam por seleção feita pelo Iapen e Judiciário. Foto: Antonio Moura

Vitor Djanaro, chefe da Divisão de Trabalho, Produção e Renda do Iapen, explicou que o termo beneficia tanto o empresário, que fica isento de encargos sociais, quanto o detento, que além de receber pelo trabalho realizado ainda tem remição da pena. A cada 3 dias trabalhados, ele conquista 1 dia a menos de sua pena. Já os ganhos salariais são divididos em partes iguais para o detento, para a família dele, para o Sistema Penitenciário e para o Judiciário.

Chefe da divisão de trabalho e renda do Iapen comemora bons resultados do projeto. foto: Antonio Moura

O chefe da Divisão afirma que o projeto é inovador e já se pode ver bons resultados. “Nós finalizamos agora o período de 90 dias de experiência com eles, com resultados satisfatórios tanto para o Iapen, quanto para o empresário. Tudo isso que vocês estão vendo é fruto do trabalho dos apenados, que estão aqui todos os dias, trabalhando na parte de agricultura, com o plantio de café, mogno, coqueiros, melancia, açaí, e muitas outras frutas”.

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Detentos trabalham no plantio de café, mogno e frutas. Foto: Antonio Moura

Quanto à seleção desses trabalhadores, ela é feita pelo Iapen e pelo Judiciário. “É bom a gente deixar claro que quem faz a seleção dos apenados que vão trabalhar por meio de termos de cooperação, somos nós do Iapen, através dos setores de segurança, inteligência e setor de trabalho. Após essa avaliação, nós mandamos o nome dos selecionados para a Vara Execuções Penais e é feita outra triagem pelo juiz, e só então eles decidem quem está apto a participar.”

Trabalhador agradece a oportunidade que recebeu. Foto: Antonio Moura

Os detentos que fazem parte do projeto, precisam seguir algumas regras e caso eles não se enquadrem serão substituídos sem nenhum prejuízo em relação à sua pena, mas quem recebeu a chance, está sabendo aproveitar a oportunidade. J.R.A de 57 anos, é um dos beneficiados com o projeto, ele disse que recebeu uma oportunidade grandiosa. “Porque aqui, nós, além de estarmos livres, também estamos aprendendo, muito sobre o café. Abriu-se uma porta que nos fez viver novamente. Então, essa é uma oportunidade única, maravilhosa. A gente agradece muito a Deus e esse incentivo que foi dado a nós, isso me trouxe uma vida, me fez sonhar novamente com o mundo lá fora”, disse o trabalhador.

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Dez trabalhadores fazem parte do projeto. Foto: Antonio Moura

O presidente o Iapen, Marcos Frank Costa, destaca que o projeto mostra mais um avanço do Estado do Acre, no cumprimento das metas do Plano Pena Justa. “A remoção cautelar é uma ferramenta de regulação da porta de saída. Entre as metas, o plano implementa ações para reinserir essas pessoas de volta à sociedade, de forma que ela volte preparada, com condições de trabalhar e obter sua renda. Para isso o Iapen, junto a seus parceiros tem desenvolvido vários programas de qualificação profissional. Nosso objetivo é devolver à sociedade pessoas melhores, esse é o nosso papel”, finaliza o presidente.

O Pena Justa é um plano nacional, coordenado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, que através de metas traçadas, visa a melhoria do Sistema Prisional brasileiro.

Fonte: Governo AC

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Expoacre Juruá movimenta comércio e impulsiona vendas no centro de Cruzeiro do Sul

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Com o início da Expoacre Juruá, Cruzeiro do Sul já registra aumento no movimento do comércio local impulsionado pela chegada de visitantes de diversas regiões do Acre. Em sua 21ª edição, a maior feira de agronegócio do Vale do Juruá reforça seu papel como indutora da economia regional, estimulando as vendas, atraindo investimentos e ampliando a visibilidade da produção local.

Com a Expoacre Juruá, comércio de Cruzeiro do Sul tem aumento significativo nas vendas. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom

Promovida pelo governo do Estado, a Expoacre Juruá já integra o calendário de eventos do Acre e é aguardada por moradores de todos os municípios da região. A rede hoteleira de Cruzeiro do Sul foi a primeira a sentir os efeitos da feira, registrando alta taxa de ocupação em hotéis, pousadas e outros meios de hospedagem durante os seis dias de programação.

O setor de alimentação também tem sido impulsionado pela chegada dos visitantes. No Mercado Municipal Beira-Rio, restaurantes e estabelecimentos que oferecem comidas típicas registram aumento no movimento e nas vendas, refletindo os efeitos da exposição para os empreendedores locais.

Restaurantes e pensões alimentícias registram alto índice de movimento. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom

Há cerca de 30 anos à frente do segundo box do Beira-Rio, Maria Lúcia Ferreira é proprietária da Pensão Popular. Segundo ela, a realização da Expoacre Juruá representa, todos os anos, um aumento significativo nas vendas, com maior fluxo de clientes no local e crescimento dos pedidos para entrega.

“Já estamos sentindo que as nossas vendas aumentaram. Esses dias têm sido ótimos. As pessoas me ligam pedindo marmitas. Tem muita gente de fora e isso ajuda bastante. Por muito tempo, levei meu restaurante até mesmo para dentro da Arena”, afirma Maria.

“Tudo acabou cedo”, disse Maria Lúcia. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom

Impulso na venda de produtos regionais

Reconhecida nacionalmente pela qualidade e pelo sabor, a farinha de Cruzeiro do Sul é um dos principais símbolos da produção regional. Além dela, produtos tradicionais como o biscoito de goma e o feijão cultivado na região também conquistam consumidores em diversos estados brasileiros.

Farinha de Cruzeiro do Sul é reconhecida a nível nacional. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom

Durante a Expoacre Juruá, a comercialização desses produtos ganha ainda mais força. Com o aumento do fluxo de visitantes, produtores e comerciantes registram crescimento significativo nas vendas, aproveitando a feira para conquistar clientes de todo o Acre e de outros estados.

Farinha, biscoito de goma e feijão são os produtos mais procurados pelos turistas. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom

Natural do município de Maravilha (SC), Cristiano de Cas está na cidade para prestigiar a feira. O turista conta que gosta muito de estar na região Norte, porque se sente bem e é muito acolhido pelos moradores, e que aproveita para levar iguarias locais.

“Me sinto seguro, porque a região proporciona isso. Você vê coisas diferentes, coisas que, onde eu moro, já não existem mais. Aproveito para vir comprar feijão, uma farinha muito boa e outras iguarias daqui para levar para onde moro. Isso valoriza o Norte”, conta De Cas.

De Santa Catarina, Cristiano aproveita a estadia no Acre para conhecer a produção local. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom

Ana Rebouças é comerciante desses produtos regionais no centro da cidade. Ela reconhece a importância do evento para Cruzeiro do Sul, agradece pela iniciativa e afirma que todos os vendedores esperam que o movimento melhore ainda mais nos próximos dias.

“Nós agradecemos. A Expoacre fomenta o comércio de modo geral,  movimentando a cidade. Tanto que, antes de começar, já não tinha mais vaga nos hotéis”, destaca.

Ana Rebouças acredita que a 21ª edição da feira será a maior da história. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom

Além disso, ela ressalta que, embora outros produtos regionais também tenham grande procura, a farinha de Cruzeiro do Sul segue como a campeã de vendas. “Feijão também vende bastante, assim como o biscoito, mas a farinha é o marco.”

Fonte: Governo AC

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