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Resolução estadual reforça critérios de idade para acesso à Educação de Jovens e Adultos no Acre

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Uma nova resolução estabelece normas atualizadas para o oferecimento da Educação de Jovens e Adultos (EJA) no Acre. O documento, publicado nesta semana no Diário Oficial, fixa diretrizes para os sistemas de ensino estadual e municipais, garantindo o direito à educação para pessoas que não concluíram os estudos na idade regular.

Normativo reafirma a idade mínima de 15 anos para a EJA no ensino fundamental e 18 anos para o ensino médio. Foto: Mardilson Gomes/SEE

A Resolução nº 653/2025, do Conselho Estadual de Educação do Acre (CEE/AC), revoga o normativo anterior e passa a regulamentar, no âmbito do Acre, a Resolução nº 3/2025 do Conselho Nacional de Educação (CNE), que define as Diretrizes Operacionais Nacionais para a EJA.

O texto reforça o oferecimento da modalidade em todo o território acreano, considerando as diferentes realidades da zona urbana, do campo, de territórios indígenas e das unidades prisionais.

De acordo com o chefe do Departamento da Educação de Jovens e Adultos da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), Jessé Dantas, a principal finalidade da resolução é assegurar o direito à educação com organização, clareza e flexibilidade.

Jessé Dantas, chefe do Departamento da EJA da SEE, destaca que a norma não cria novas regras, mas reafirma direitos. Foto: Mardilson Gomes/SEE

“Na verdade, essa resolução vem para regulamentar a resolução número 3 do Conselho Nacional de Educação de 2025, garantindo o direito à educação. Ela também traz as diretrizes curriculares e formas flexíveis de organização da oferta para atender diferentes públicos”, explica.

Idade mínima para o ingresso na EJA

Um dos pontos que ganham destaque no novo normativo é a definição da faixa etária para ingresso na EJA. A resolução reafirma regras já consolidadas e esclarece interpretações equivocadas sobre o tema. Conforme os artigos 17 e 18 do documento, a idade mínima para matrícula e realização de exames de conclusão do ensino fundamental na EJA é de 15 anos completos, enquanto que para o ensino médio é exigida idade mínima de 18 anos completos.

Segundo Jessé Dantas, não se trata de uma nova exigência, mas da reafirmação do que já estava previsto na legislação educacional. “A resolução deixa muito claro que a EJA atende, a partir dos 15 anos, apenas o ensino fundamental. Para o ensino médio, são 18 anos completos, e o direito de menores emancipados não se aplica aos cursos e exames da EJA. Isso está bem definido e regulamentado”, ressaltou.

Nova regulamentação garante atendimento da EJA a diferentes públicos, respeitando realidades urbanas, rurais e indígenas. Foto: Stalin Melo/SEE

A norma também prevê formas flexíveis de organização pedagógica, permitindo a oferta da EJA em etapas, ciclos, períodos semestrais ou outras estruturas adequadas às realidades locais, além da possibilidade de articulação com a educação profissional e o uso da educação a distância, especialmente no ensino médio, nos limites legais.

Outro avanço importante é a garantia de acesso, permanência e aprendizagem para públicos diversos, como pessoas com deficiência, populações indígenas, comunidades do campo, ribeirinhas e pessoas privadas de liberdade, respeitando suas especificidades culturais, sociais e territoriais.

Fonte: Governo AC

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Em Brasileia, encontro binacional debate políticas migratórias e fortalece cooperação na fronteira entre Brasil e Bolívia

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Com o objetivo de fortalecer a cooperação entre Brasil e Bolívia na construção de políticas públicas voltadas à população migrante, será realizado na próxima quinta-feira, 25, às 9h, o Encontro Binacional sobre Políticas de Migração, no Centro Cultural de Brasileia, localizado na Rua Vitória Salvatierra, nº 1.090, bairro Ferreira da Silva.

Evento reunirá autoridades, instituições e representantes da sociedade civil para discutir desafios e estratégias de acolhimento e proteção à população migrante na região de fronteira. Foto: divulgação

Promovido pelo governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), reunirá representantes dos governos brasileiro e boliviano, das áreas de assistência social, saúde e educação dos municípios da regional do Alto Acre, instituições do Sistema de Justiça (Tribunal de Justiça, Ministério Público Estadual, Ministério Público Federal, Defensoria Pública) sistema de segurança (polícias Federal, Rodoviária Federal, Militar e Gefron), conselhos tutelares, acadêmicos, organismos internacionais e entidades da sociedade civil para debater os desafios da mobilidade humana na região de fronteira, além de promover o intercâmbio de experiências e boas práticas relacionadas ao acolhimento, proteção e garantia de direitos das pessoas migrantes.

Durante a programação, serão discutidos temas como assistência humanitária, regularização migratória, proteção de grupos vulneráveis, acesso a serviços públicos, combate ao tráfico de pessoas e estratégias de cooperação internacional para o enfrentamento dos desafios relacionados à migração.

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O encontro faz parte da 7ª Semana Estadual do Migrante, Refugiado e Apátrida e contempla duas importantes datas: o Dia Mundial do Refugiado, celebrado em 20 de junho, e o Dia do Imigrante, comemorado em 25 de junho.

Programação:

24/06 – Assis Brasil

12h – Visita técnica e roda de conversa com os migrantes acolhidos na casa de passagem

25/6 – Brasileia

9h – Encontro Bifronteiriço Brasil/Bolívia

9h – Ciclo de palestras com representantes do Ministério de Direitos Humanos e Cidadania (MDHC) e Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH)

Consulado da Bolívia
Migração Bolívia

14h – Visita técnica e roda de conversa com os migrantes acolhidos na casa de passagem de Epitaciolândia

Serviço

Evento: Encontro Binacional sobre Políticas de Migração

Data: 25 de junho (quinta-feira)

Horário: 9h

Local: Centro Cultural de Brasiléia

Endereço: Rua Vitória Salvatierra, nº 1090, Bairro Ferreira da Silva, Brasileia/AC.

Fonte: Governo AC

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