AGRONEGÓCIO
17º Encontro Técnico do Algodão em Cuiabá destaca inovação e desafios da cotonicultura
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A Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT) promove, entre os dias 2 e 4 de setembro, o 17º Encontro Técnico do Algodão, no Hotel Gran Odara, em Cuiabá (MT). Com o tema “Inovação no campo, fibra que transforma”, o evento vai reunir pesquisadores, produtores rurais, consultores, técnicos e profissionais da indústria e de toda a cadeia produtiva do algodão.
Segundo Ciro Maia Brito, supervisor de pesquisas da Fundação MT, “além de apresentar resultados técnicos, o encontro promove a integração entre pesquisa, indústria e produtores, elevando o nível da agricultura em Mato Grosso”.
Formato híbrido e programação diversificada
O evento terá participação presencial e transmissão online, iniciando na tarde de 2 de setembro com o painel de abertura sobre o cenário atual da cultura do algodão no Brasil. Entre os debatedores, estão Alessandra Zanotto da Costa, presidente da Abapa, representando a Bahia, segundo maior produtor nacional; Marcos Troyjo, economista e ex-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (Banco do BRICS); e o cofundador da SP Ventures.
Ao longo de três dias, serão realizados sete painéis técnicos abordando temas como resistência de pragas, manejo integrado, qualidade da fibra, uso de fertilizantes, fitossanidade e manejo de nematoides.
Principais destaques dos painéis
Manejo Integrado de Pragas: Pesquisadora Mariana Ortega e Mariana Durigan, presidente do Comitê de Ação à Resistência a Inseticidas, discutirão a perda de eficiência da tecnologia VIP para controle da lagarta Spodoptera frugiperda e os riscos da resistência aos inseticidas.
- Retrospectiva da safra 24/25: Produtores rurais de diversas regiões do estado compartilharão experiências, estratégias de alta produtividade e planejamento para o próximo ciclo.
- Manejo Integrado do Algodão: Pesquisadora Daniela Dalla Costa, junto ao produtor Alexandre Schenkel e ao fisiologista Ederaldo Chiavegatto, abordará estratégias para aumento da produtividade e melhoria da qualidade da fibra.
- Eficiência no uso de potássio: Painel abordará técnicas de adubação em solos arenosos e argilosos, com foco em sustentabilidade e redução de custos.
Networking, parcerias e resultados de pesquisa
O encontro também contará com espaços dedicados às empresas parceiras, apresentação de resultados de pesquisas da Fundação MT, debates técnicos e coquetéis de encerramento ao fim de cada dia.
As inscrições estão abertas e podem ser feitas pelo site: fundacaomt.com.br.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Entidade diz que o campo preserva, mas há excesso de regras travando os produtores
A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) decidiu reagir às críticas sobre o impacto ambiental do agronegócio e levou ao debate público um conjunto de dados para sustentar que a produção agrícola no Brasil ocorre com preservação relevante dentro das propriedades rurais.
A iniciativa ocorre em um momento de maior pressão sobre o setor, especialmente em mercados internacionais, e busca reposicionar a narrativa com base em números do próprio campo.
Entre os dados apresentados, levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indica que 65,6% do território brasileiro permanece coberto por vegetação nativa, enquanto a agricultura ocupa cerca de 10,8% da área total. A entidade usa o dado para reforçar que a produção ocorre em uma parcela limitada do território.
No recorte estadual, a Aprosoja-MT destaca um levantamento próprio que identificou mais de 105 mil nascentes em 56 municípios de Mato Grosso, com 95% delas preservadas dentro das propriedades rurais . O dado é usado como exemplo prático de conservação dentro da atividade produtiva.
A entidade também aponta que o avanço tecnológico tem permitido aumento de produção sem expansão proporcional de área. O Brasil deve colher mais de 150 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, mantendo a liderança global, com Mato Grosso respondendo por cerca de 40 milhões de toneladas.
Segundo a Aprosoja-MT, práticas como plantio direto, rotação de culturas e uso de insumos biológicos têm contribuído para esse ganho de produtividade, reduzindo a pressão por abertura de novas áreas.
Isan Rezende, presidente do IA
A associação também cita investimentos em prevenção de incêndios dentro das propriedades e manejo de solo como parte da rotina produtiva, argumentando que a preservação é uma necessidade econômica, e não apenas uma exigência legal.
Na avaliação de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) a preservação ambiental no campo deixou de ser uma pauta teórica e passou a ser parte direta da gestão da propriedade rural. Segundo ele, o produtor brasileiro já incorporou práticas que garantem produtividade com conservação, muitas vezes acima do que é exigido.
“Quem está na lida sabe que sem água, sem solo bem cuidado e sem equilíbrio ambiental não existe produção. O produtor preserva porque precisa produzir amanhã. Isso não é discurso, é sobrevivência da atividade”, afirma.
Rezende aponta, no entanto, que o ambiente institucional ainda cria distorções que dificultam o reconhecimento desse esforço. Para ele, há excesso de exigências, insegurança jurídica e regras que mudam com frequência, o que acaba penalizando quem já produz dentro da lei.
“O produtor cumpre, investe, preserva, mas continua sendo tratado como problema. Falta coerência. Quem está regular não pode continuar pagando a conta de um sistema que não diferencia quem faz certo de quem está fora da regra”, diz.
Na avaliação do dirigente, o debate sobre sustentabilidade no Brasil precisa avançar com base em dados e realidade de campo, e não em generalizações. Ele defende que o país já possui uma das legislações ambientais mais rígidas do mundo, mas enfrenta falhas na aplicação e na comunicação dessas informações.
“O Brasil tem uma das produções mais eficientes e sustentáveis do planeta. O que falta é organização e clareza nas regras, além de uma comunicação mais firme para mostrar o que já é feito dentro da porteira”, conclui.
Fonte: Pensar Agro
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