AGRONEGÓCIO
Avicultura lidera geração de empregos na pecuária e cresce 7% em 2025, aponta Cepea/CNA
AGRONEGÓCIO
A avicultura brasileira se destacou como um dos principais motores da geração de empregos no agronegócio em 2025. Segundo o Boletim Mercado de Trabalho do Agronegócio Brasileiro, elaborado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o segmento registrou crescimento de 7,0% na população ocupada.
O número de trabalhadores na atividade chegou a 207.046 pessoas, representando um acréscimo de 13.562 ocupados em comparação com 2024.
Os dados foram compilados a partir dos microdados da PNAD Contínua Trimestral do IBGE.
Avicultura sustenta avanço da pecuária mesmo com retração no setor primário
O desempenho positivo da avicultura contribuiu diretamente para o avanço de 0,2% no segmento primário da pecuária, que encerrou 2025 com 2,709 milhões de trabalhadores ocupados.
O resultado ganha relevância diante da retração geral de 1,1% registrada no segmento primário agropecuário brasileiro.
Além da avicultura, outras atividades também apresentaram forte expansão no emprego rural, como a aquicultura, com alta de 12,1%, e a criação de outros animais de grande porte, que avançou 12,6%.
Por outro lado, alguns segmentos registraram recuo, caso da pesca, com queda de 3,0%, e da criação de caprinos e ovinos, que teve retração de 5,7%.
Agronegócio brasileiro bate recorde histórico de empregos
O levantamento aponta ainda que o mercado de trabalho do agronegócio brasileiro atingiu recorde anual em 2025, totalizando 28,4 milhões de trabalhadores ocupados.
O número representa crescimento de 2,2% frente a 2024, com a criação de 601.806 novos postos de trabalho no setor.
Com isso, o agronegócio superou o crescimento médio nacional da ocupação, que ficou em 1,7% no período.
Segundo o boletim, o agro passou a responder por 26,3% de toda a força de trabalho ocupada no Brasil.
Agroindústria e agrosserviços também avançam em 2025
Além do desempenho positivo da pecuária, outros segmentos da cadeia agropecuária também registraram crescimento no mercado de trabalho.
O setor de insumos avançou 3,4%, enquanto a agroindústria teve expansão de 1,4%. Já os agrosserviços apresentaram crescimento expressivo de 6,1%.
O levantamento também mostra melhora no perfil da mão de obra empregada no agronegócio brasileiro.
Houve aumento de 4,6% no número de trabalhadores com carteira assinada, além da ampliação da participação de profissionais com ensino médio e superior.
Renda do trabalhador do agro registra ganho real
Os rendimentos médios dos trabalhadores do agronegócio também apresentaram evolução em 2025.
Entre os empregados do setor, a renda média mensal chegou a R$ 2.776, alta real de 3,9% em relação ao ano anterior.
Já os trabalhadores por conta própria registraram rendimento médio de R$ 2.393, avanço real de 8,9%.
Os dados reforçam o papel do agronegócio como um dos principais geradores de emprego e renda da economia brasileira, com destaque para a força da avicultura na sustentação do mercado de trabalho pecuário.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Terras raras ganham protagonismo: Câmara vota política para minerais críticos e estudo aponta vantagem estratégica do Brasil
A Câmara dos Deputados deve votar nesta terça-feira (5) um projeto de lei que institui a política nacional para exploração de minerais críticos e estratégicos no Brasil, incluindo as terras raras — insumos essenciais para tecnologias ligadas à transição energética, como veículos elétricos, turbinas eólicas e equipamentos eletrônicos.
O avanço da pauta ocorre em um momento em que cresce a preocupação global com a segurança das cadeias de suprimentos desses minerais. Estudo recente da KPMG aponta que a América do Sul reúne condições estratégicas para assumir papel relevante nesse cenário, especialmente diante da elevada concentração da produção mundial na China.
Dependência global e oportunidade para o Brasil
De acordo com o levantamento, mais de 70% da produção global de terras raras está concentrada na China, o que gera riscos geopolíticos e vulnerabilidades no abastecimento. Esse contexto abre espaço para novos players no mercado internacional.
O Brasil se destaca nesse cenário por possuir as segundas maiores reservas mundiais de terras raras, embora ainda ocupe apenas a 12ª posição na produção global. Essa diferença entre potencial e participação efetiva indica uma oportunidade estratégica para o país ampliar sua presença no setor.
Segundo especialistas, a combinação entre recursos naturais abundantes e demanda crescente por tecnologias limpas coloca o Brasil em posição favorável para avançar na cadeia global de minerais críticos.
Quatro pilares para reconfiguração da cadeia de suprimentos
O estudo da KPMG identifica quatro fatores-chave que podem impulsionar a América do Sul — e o Brasil — na reconfiguração das cadeias globais de suprimentos:
- Diversificação geográfica da oferta: A existência de reservas ainda não exploradas permite à região reduzir a concentração global da produção e aumentar a segurança no fornecimento desses minerais estratégicos.
- Desenvolvimento do processamento local: A ampliação da capacidade de refino e beneficiamento na origem é considerada essencial para agregar valor à produção, reduzir gargalos logísticos e estimular a geração de empregos qualificados.
- Avanço da economia circular: A reciclagem de componentes eletrônicos, baterias e motores elétricos surge como alternativa complementar ao suprimento primário, reduzindo a pressão sobre os recursos naturais.
- Gestão integrada de riscos: A incorporação de fatores geopolíticos, climáticos e econômicos no planejamento da mineração pode aumentar a resiliência das cadeias produtivas e mitigar possíveis interrupções.
Demanda crescente impulsiona mercado
O relatório também destaca que a expansão global de tecnologias de baixo carbono deve elevar significativamente a demanda por terras raras nos próximos anos. A popularização de veículos elétricos e a instalação de parques eólicos em larga escala exigirão volumes cada vez maiores desses minerais.
Esse cenário pressiona a economia global a buscar soluções complementares, como o desenvolvimento de tecnologias substitutivas e o fortalecimento de práticas de reciclagem e reaproveitamento de materiais críticos.
Brasil no centro da transição energética
Com vasto potencial mineral e crescente relevância no debate energético global, o Brasil pode assumir papel estratégico na nova configuração das cadeias de suprimentos. No entanto, especialistas apontam que o avanço dependerá de políticas públicas eficientes, segurança jurídica e investimentos em tecnologia e infraestrutura.
A votação do projeto na Câmara representa um passo importante nesse processo, podendo estabelecer as bases regulatórias para o desenvolvimento sustentável do setor no país.
Perspectiva
A corrida global por minerais críticos deve se intensificar nos próximos anos, impulsionada pela transição energética e pela necessidade de diversificação das fontes de suprimento. Nesse contexto, o Brasil tem a oportunidade de transformar seu potencial geológico em protagonismo econômico, desde que consiga alinhar regulação, investimento e inovação.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
-
ACRE3 dias atrásCOMUNICADO
-
SEM CATEGORIA4 dias atrásPrefeito de Rio Branco participa da posse da diretoria da Associação de Moradores do Bela Vista
-
AGRONEGÓCIO4 dias atrásAbate recorde e rebanho de 17 milhões consolidam potência pecuária
-
SEM CATEGORIA5 dias atrásPrefeitura de Rio Branco lança projeto “Tênis e Beach Tênis nas Escolas” e entrega quadras revitalizadas
-
ESPORTES5 dias atrásCorinthians perde para o Mirassol e se complica no Brasileirão
-
AGRONEGÓCIO2 dias atrásAgro digital: Cerradão leva 4G ao campo com a TIM e transforma produção de açúcar e etanol no Triângulo Mineiro
-
SEM CATEGORIA5 dias atrásViva + Rio Branco celebra o Dia do Trabalhador com lazer, saúde e integração social
-
AGRONEGÓCIO4 dias atrásFenagen 2026 é apresentada na Nacional Hereford e Braford e reforça critérios técnicos de julgamento

