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Bio Brazil Fair 2026 celebra 20 anos como maior vitrine de orgânicos e sustentabilidade da América Latina

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A Bio Brazil Fair | Biofach América Latina 2026 chega à sua 20ª edição consolidada como o principal evento da América Latina voltado ao mercado de produtos orgânicos, sustentabilidade e consumo consciente. A feira será realizada entre os dias 10 e 13 de junho, no Distrito Anhembi, em São Paulo, reunindo empresas, produtores, especialistas, varejistas e consumidores interessados nas principais tendências do setor.

Promovida pela Francal, a feira se tornou referência na geração de negócios, lançamento de produtos e debates sobre inovação, saúde, bem-estar e sustentabilidade, em um mercado que segue em expansão no Brasil e no mundo.

Mercado orgânico ganha força com foco em inovação e sustentabilidade

Durante os quatro dias de programação, os visitantes terão acesso às principais novidades do universo orgânico, incluindo bioalimentos, bebidas naturais, cosméticos sustentáveis, produtos de higiene, moda ecológica, wellness e serviços alinhados ao conceito de vida saudável.

A expectativa é de forte participação internacional, reforçando o papel estratégico da feira para o setor.

Segundo Fernando Ruas, CEO da Francal, a edição de 2026 amplia ainda mais o protagonismo do evento no cenário global.

“A edição de 2026 reforça a dimensão e a relevância do evento para o mercado de saúde e bem-estar. Com participantes de 42 países, a grandiosidade e o protagonismo da feira ampliam seu papel como principal plataforma de conexão e negócios de um setor em pleno crescimento”, afirma.

Fórum internacional debate impactos dos agrotóxicos e produção sustentável

Um dos principais destaques da programação será o 20º Fórum Internacional de Produção Orgânica Sustentável, que reunirá especialistas, pesquisadores e representantes do setor para discutir temas centrais da agricultura orgânica e da alimentação saudável.

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Entre os assuntos previstos estão os impactos dos agrotóxicos na saúde, a importância dos produtos orgânicos no varejo, biodiversidade alimentar, segurança alimentar e sustentabilidade.

O fórum também trará debates sobre consumo consciente e o papel dos alimentos orgânicos na nutrição e na preservação ambiental.

Experiências gastronômicas e interação com o público

Além da área de exposição, a Bio Brazil Fair 2026 contará com espaços interativos voltados à experiência do visitante.

No espaço Talk & Taste, chefs e especialistas apresentarão receitas elaboradas com ingredientes orgânicos, além de experiências sensoriais envolvendo cafés especiais e alimentos funcionais.

Entre os participantes confirmados estão o chef Thiago Sodré, Gustavo Leonel, referência em cafés especiais, e Raul Lemos, vice-campeão do MasterChef 2015.

Nutricionistas e profissionais terão espaço exclusivo para networking

A programação inclui ainda o Lounge VIP Nutricionistas, ambiente criado para promover relacionamento, troca de conhecimento e networking entre profissionais da área de saúde e alimentação.

Os participantes também poderão integrar o Nutrition Tour, com visitas guiadas aos principais expositores da feira, focadas em biodiversidade, inovação e tendências do mercado saudável.

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Concurso valoriza ingredientes dos biomas brasileiros

Outro destaque da edição será o Concurso Biomas 2026 – Inovação em Nutrição com Alimentos da Biodiversidade Brasileira, realizado em parceria com a Faculdade VP – Nutrição Funcional.

A iniciativa busca incentivar o desenvolvimento de produtos inovadores elaborados com ingredientes nativos dos biomas brasileiros. Os projetos selecionados serão avaliados por uma comissão técnica especializada, e os três melhores trabalhos receberão bolsas de estudos.

WELLNOW Awards reconhece inovação no mercado orgânico

A Bio Brazil Fair também sediará a quarta edição do WELLNOW Awards, premiação que reconhece produtos de destaque em inovação, qualidade e compromisso com sustentabilidade.

Os vencedores receberão troféu oficial, espaço de exposição na feira e bonificação de R$ 10 mil em ações de comunicação para a edição de 2027.

Segundo Valeska Ciré, head de Portfólio de Wellness, Nutrition e Greentech da Francal, o evento acompanha a transformação do setor ao longo das últimas duas décadas.

“Com duas décadas de história, a Bio Brazil Fair | Biofach América Latina acompanha a evolução do mercado orgânico e reafirma seu papel como plataforma de conexão entre negócios, inovação e transformação social”, destaca.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil pode unificar rastreabilidade para blindar soja e carne à China e à União Europeia

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A integração dos sistemas utilizados para comprovar a origem da soja e da carne bovina pode reduzir custos, evitar auditorias repetidas e fortalecer o acesso dos produtos brasileiros aos mercados da China e da União Europeia. A proposta consta de um estudo divulgado pelo WRI Brasil, que identificou 21 iniciativas públicas e privadas de rastreabilidade e controle ambiental em funcionamento no País, mas com critérios, bancos de dados e formas de verificação diferentes.

O WRI Brasil não é um órgão público nem representa produtores ou empresas do agronegócio. Trata-se de uma associação privada sem fins lucrativos e de pesquisa ambiental, integrante do World Resources Institute, organização internacional fundada nos Estados Unidos em 1982. A instituição atua em mais de 50 países e desenvolve estudos sobre clima, florestas, cidades, alimentos e uso da terra, em parceria com governos, empresas, universidades e organizações da sociedade civil.

Por isso, o protocolo sugerido pelo instituto não tem força de lei, não substitui a fiscalização brasileira e tampouco cria uma certificação obrigatória. A proposta funciona como uma recomendação técnica para aproximar ferramentas que já existem, mas ainda não conversam adequadamente entre si.

O problema identificado está na fragmentação. Uma plataforma verifica a situação ambiental da propriedade; outra acompanha a movimentação dos animais; uma terceira atende a determinado comprador ou certificação. Também existem diferenças nas datas utilizadas para delimitar o desmatamento, no tratamento dos fornecedores indiretos e nos critérios de bloqueio de propriedades.

Na prática, uma mesma fazenda pode estar regular perante a legislação brasileira e, ainda assim, não atender ao protocolo privado de uma empresa ou à exigência ambiental de determinado mercado. Para o produtor, isso significa fornecer informações semelhantes várias vezes, contratar auditorias diferentes e enfrentar dúvidas sobre qual padrão será aceito no momento da venda.

A proposta ganha relevância pelo tamanho das duas cadeias. O Brasil colheu 180,6 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26 e poderá exportar 116,3 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento. Na pecuária, o País possui o maior rebanho comercial do mundo, produz mais de 11 milhões de toneladas de carne bovina por ano e ocupa a liderança global nas exportações.

A China está no centro dessa discussão. O país asiático comprou R$ 282 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro em 2025, considerando o câmbio de R$ 5,10, e respondeu por quase um terço de toda a receita externa do setor. O mercado chinês recebe a maior parte da soja exportada pelo Brasil e aproximadamente metade da carne bovina embarcada pelo País.

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Embora a China ainda não tenha uma legislação equivalente ao regulamento europeu contra o desmatamento, compradores, instituições financeiras e grandes empresas chinesas vêm ampliando as exigências de origem e conformidade ambiental. O estudo sustenta que Brasil e China poderiam construir um referencial comum antes que diferentes compradores estabeleçam critérios próprios e aumentem a burocracia.

Na União Europeia, a pressão já está formalizada. O Regulamento Europeu sobre Produtos Livres de Desmatamento, conhecido pela sigla EUDR, determina que soja, gado, café, cacau, madeira, borracha e óleo de palma, além de produtos derivados, somente poderão entrar no bloco quando houver comprovação de que não foram produzidos em áreas desmatadas depois de 31 de dezembro de 2020.

A regra começará a valer em 30 de dezembro de 2026 para grandes e médias empresas. A maioria das micro e pequenas terá até 30 de junho de 2027. O importador europeu será o responsável legal pela declaração, mas dependerá de informações fornecidas pela cadeia brasileira, como a localização geográfica da propriedade e a documentação necessária para demonstrar a origem do produto.

Esse é um dos pontos de maior atrito com o setor produtivo. O EUDR não considera apenas se o desmatamento foi legal ou ilegal segundo o Código Florestal brasileiro. Mesmo uma supressão de vegetação autorizada pelas autoridades nacionais, se realizada após a data de corte europeia, pode tornar o produto inelegível para aquele mercado.

No caso da soja, a rastreabilidade precisa chegar à propriedade onde o grão foi cultivado. A dificuldade aparece quando cargas de diferentes fazendas são reunidas em armazéns, cooperativas, cerealistas e tradings. A proposta é integrar documentos fiscais, cadastros ambientais, localização das áreas produtoras e registros comerciais, preservando a identificação da origem mesmo depois da mistura física do produto.

Na pecuária, o desafio é maior. Um bovino pode nascer em uma propriedade, passar pela recria em outra e ser terminado em uma terceira antes de chegar ao frigorífico. Atualmente, a indústria consegue fiscalizar com maior facilidade o fornecedor direto, responsável por entregar o animal para abate, mas nem sempre possui visibilidade completa das fazendas anteriores.

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A Guia de Trânsito Animal registra a movimentação dos lotes, enquanto o Sistema Brasileiro de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos permite acompanhar animais individualmente em cadeias que exigem esse controle. A adesão ao sistema individual, entretanto, ainda não alcança todo o rebanho nacional.

O governo iniciou a implantação do Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos, com execução prevista até 2032. A recomendação do estudo é que frigoríficos e compradores avancem desde já no controle dos fornecedores indiretos, sem esperar a identificação obrigatória de todos os animais.

A carne brasileira ainda enfrenta outro impasse com a União Europeia, que não deve ser confundido com o EUDR. Além da origem ambiental, o bloco exige garantias sobre o controle de determinados antimicrobianos durante todo o ciclo de vida dos animais. A Comissão Europeia anunciou a retirada do Brasil da lista de países autorizados a fornecer carnes e outros produtos de origem animal a partir de 3 de setembro de 2026, caso não considere suficientes as garantias apresentadas.

O governo brasileiro sustenta que possui um sistema oficial confiável e que somente certificará produtos que cumprirem integralmente as exigências europeias. O ponto de divergência é a cobrança de uma comprovação prévia para medidas implementadas progressivamente ao longo do ciclo produtivo. Na avicultura, esse ciclo pode ser concluído em cerca de 40 dias; na bovinocultura, a formação de animais plenamente elegíveis pode levar dois anos ou mais.

Assim, a carne brasileira enfrenta duas frentes distintas na Europa: a ambiental, relacionada ao desmatamento e à rastreabilidade da propriedade de origem; e a sanitária, ligada ao uso de antimicrobianos durante a vida do animal. A unificação dos sistemas proposta pelo WRI ajudaria principalmente na primeira frente. Para o produtor, o resultado dependerá de como essa integração será implementada, de quem pagará pela adaptação e de sua capacidade de reduzir burocracia, em vez de acrescentar uma nova camada de exigências ao campo.

Fonte: Pensar Agro

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