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Carne Hereford se destaca na Nacional em Esteio com fórum técnico e competição gastronômica

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Nacional Hereford e Braford reforça integração da cadeia da carne

A Nacional Hereford e Braford, realizada entre os dias 19 e 25 de abril, em Esteio (RS), apresenta uma programação voltada ao fortalecimento da cadeia produtiva da carne. O evento reúne atividades técnicas e gastronômicas, com foco na valorização da carne de qualidade e na integração entre produtores, técnicos e mercado.

Entre os destaques da agenda, organizada pela Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB), estão o Fórum Carne Hereford e a competição gastronômica “Peleia”.

Fórum Carne Hereford discute mercado e posicionamento da carne premium

O Fórum Carne Hereford será realizado na quinta-feira, 23 de abril, a partir das 8h30, com uma programação composta por palestras e mesa redonda. O objetivo é promover a troca de conhecimento e ampliar o debate sobre temas estratégicos da cadeia produtiva.

De acordo com o gerente-executivo da ABHB, Felipe Azambuja, o encontro busca discutir o cenário do mercado da carne, o posicionamento da carne Hereford e as ações da entidade, além de abordar a inserção da carne premium no Brasil e no exterior.

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Competição “Peleia” amplia escopo com inclusão de carne ovina

A programação segue na sexta-feira, 24 de abril, a partir das 19h, com a realização da “Peleia”, competição gastronômica promovida em parceria com a Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC).

Nesta edição, a disputa apresenta uma novidade: além da Carne Hereford Certificada, os participantes também irão trabalhar com cortes ovinos. A inclusão ocorre por meio de parceria com a Associação Brasileira de Criadores de Corriedale, ampliando a diversidade de proteínas e técnicas culinárias.

Raça Corriedale agrega valor e diversidade à disputa

Originária da Nova Zelândia, a raça ovina Corriedale é reconhecida pela dupla aptidão, com produção de lã e carne. A inserção da proteína ovina na competição reforça a proposta de inovação e amplia o debate sobre diferentes segmentos da pecuária.

Segundo Azambuja, além da avaliação técnica, o evento também proporciona um ambiente de integração. A proposta é incentivar a troca de experiências entre os participantes em um momento de confraternização.

Júri técnico avalia desempenho das equipes

A avaliação dos pratos será realizada por um júri composto por seis integrantes com atuação nos setores gastronômico e agropecuário. O grupo reúne profissionais com experiência na cadeia da carne e na culinária especializada.

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As equipes participantes terão autonomia para definir suas receitas a partir dos cortes disponibilizados, respeitando critérios como horário de preparo e tempo de apresentação.

Formato tradicional valoriza técnica e criatividade

A “Peleia” mantém seu formato tradicional, com seis equipes de assadores responsáveis pela elaboração dos pratos. A competição valoriza tanto a técnica quanto a criatividade, consolidando-se como um dos momentos mais aguardados da programação.

Ao unir conteúdo técnico e experiência gastronômica, a Nacional Hereford e Braford se consolida como uma importante vitrine para a carne de qualidade e um espaço estratégico para o desenvolvimento da cadeia produtiva no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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