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Chuvas intensas em janeiro afetam safra de laranja e pressionam preços no mercado paulista

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As fortes chuvas registradas em janeiro impactaram diretamente a produção de citros no estado de São Paulo, especialmente no segmento de laranja de mesa. De acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), o excesso de umidade aumentou a ocorrência de fungos e podridões nos pomares, resultando na queda prematura de frutos e na redução da qualidade e durabilidade pós-colheita.

Produção comprometida e aumento das perdas

Os pesquisadores do Cepea destacam que parte da safra destinada à indústria foi perdida devido às condições climáticas adversas, enquanto outra parcela chegou ao mercado com qualidade inferior. Esse cenário intensificou a pressão sobre os preços, que já vinham sendo afetados pela oferta elevada neste início de ano.

Além das perdas em volume, produtores relatam aumento nos custos de manejo, já que o controle de doenças fúngicas e a necessidade de replanejar colheitas em períodos de alta umidade demandam mais investimentos e mão de obra.

Indústria reduz ritmo de compra no mercado spot

O Cepea também observou que as indústrias de suco de laranja mantêm o foco no cumprimento dos contratos firmados anteriormente e no processamento de frutas próprias, o que reduz o recebimento de frutas no mercado spot (compras pontuais). Essa retração na demanda industrial agrava a pressão sobre as cotações da fruta in natura.

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Contexto econômico e reflexos no setor

Segundo o Banco Central do Brasil, a economia brasileira segue em trajetória de estabilidade no início de 2026, com a taxa Selic mantida em 10,25% ao ano e expectativa de inflação controlada dentro da meta. Mesmo assim, o setor agroindustrial sente os efeitos da redução da atividade exportadora e das oscilações climáticas, fatores que podem influenciar a renda do produtor e a competitividade do agronegócio nacional.

Para o setor citrícola, a combinação de custos mais altos, perdas de produção e mercado retraído exige atenção redobrada nas próximas semanas, especialmente se o padrão de chuvas persistir no Sudeste.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Algodão: negócios com pluma enfraquecem no Brasil e preços domésticos recuam, aponta Safras

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O mercado brasileiro de algodão apresentou enfraquecimento na comercialização da pluma ao longo da semana, com redução da liquidez no mercado físico e queda nos preços domésticos, segundo análise da Safras & Mercado. O movimento ocorreu mesmo com o bom desempenho das exportações e avanço da colheita da safra 2025/26.

Preços da pluma recuam no mercado físico

Em Rondonópolis (MT), referência importante para o algodão brasileiro, a pluma foi negociada na quinta-feira (25) a R$ 129,06 por arroba, equivalente a cerca de R$ 3,90 por libra-peso. O valor representa queda em relação à semana anterior, quando o produto era cotado a R$ 131,14 por arroba (ou R$ 3,97 por libra-peso).

No mercado CIF São Paulo, o algodão girou em torno de R$ 4,09 por libra-peso. Há uma semana, o patamar era de aproximadamente R$ 4,14 por libra-peso, sem ICMS, o que indica recuo de 1,21% no período.

O cenário reforça o descolamento entre os preços domésticos e os referenciais internacionais, em um ambiente de menor ritmo de negócios no físico.

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Exportações de algodão crescem 57% em junho

Apesar da pressão no mercado interno, as exportações brasileiras seguem em forte ritmo. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços apontam que o país exportou 146,845 mil toneladas de algodão em junho (14 dias úteis), com média diária de 10,488 mil toneladas.

A receita com vendas externas somou US$ 235,706 milhões, com média diária de US$ 16,839 milhões.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, houve crescimento expressivo de 57,9% no volume diário exportado e alta de 57,6% na receita diária, indicando fortalecimento da demanda internacional pela pluma brasileira.

Colheita da safra 2025/26 avança no Brasil

No campo, a colheita da safra 2025/26 de algodão atingiu 2,8% da área dos sete principais estados produtores, que concentram cerca de 98% da produção nacional, segundo dados da Conab.

O percentual representa avanço em relação à semana anterior, quando o índice era de 1,7%. No mesmo período do ano passado, a colheita estava mais adiantada, em 4%, enquanto a média dos últimos cinco anos para o período é de 2,5%.

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O ritmo atual indica um início de safra próximo do comportamento histórico, ainda sob influência das condições climáticas regionais e da janela de colheita nas principais áreas produtoras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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