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Coamo registra receita de R$ 28,7 bilhões em 2025 e distribui mais de R$ 2 bilhões em sobras aos cooperados

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Coamo alcança receita recorde e distribui sobras significativas aos cooperados

A Coamo Agroindustrial Cooperativa encerrou o exercício de 2025 com receita global de R$ 28,7 bilhões e sobra líquida de R$ 2,019 bilhões. Após a dedução dos fundos estatutários, mais de R$ 716 milhões foram destinados aos 32,7 mil cooperados com movimentação em 76 municípios do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

Os números foram aprovados em Assembleia Geral Ordinária realizada em 5 de fevereiro, em Campo Mourão (PR). A segunda parcela das sobras começou a ser distribuída nesta sexta-feira, 6 de fevereiro, reforçando o benefício aos cooperados.

Assembleia reúne cooperados, diretores e autoridades

A reunião contou com a presença de cooperados, diretoria, conselheiros, funcionários e representantes de empresas parceiras. Também participaram autoridades como José Roberto Ricken, presidente do Sistema Ocepar; Dalva Caramalac, superintendente do Sistema OCB/MS; Douglas Fabrício, prefeito de Campo Mourão; e Antonio Carlos Cardoso, presidente da Unimed/Campo Mourão.

Distribuição das sobras por produtos

Os R$ 716,3 milhões distribuídos aos cooperados foram calculados com base na comercialização de produtos agrícolas e na entrega de bens de fornecimento durante o exercício, com os seguintes valores:

  • Soja (saca 60 kg): R$ 3,50
  • Milho (saca 60 kg): R$ 1,30
  • Trigo (saca 60 kg): R$ 1,30
  • Aveia (saca 60 kg): R$ 0,95
  • Café em coco (saca 40 kg): R$ 2,67
  • Café beneficiado (saca 60 kg): R$ 8,00
  • Bens de fornecimento: 3,80% sobre o fornecimento
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Benefícios adicionais aos cooperados ultrapassam R$ 823 milhões

Além das sobras, a Coamo retornou mais de R$ 26 milhões em capital social para cooperados com 65 anos ou mais e 10 anos de permanência, e R$ 14,5 milhões em ICMS.

O programa Fideliza gerou R$ 66,3 milhões em créditos para aquisição de insumos, máquinas, peças e produtos veterinários.

Segundo José Aroldo Gallassini, presidente do Conselho de Administração da Coamo:

“Com a participação ativa dos cooperados, os benefícios totais superam R$ 823 milhões, reforçando nosso compromisso com a valorização da produção familiar.”

Impactos climáticos e de mercado nas lavouras

Gallassini destacou que fatores climáticos e a queda nos preços das commodities impactaram a rentabilidade dos cooperados. A comercialização da soja e do milho foi afetada pelo excesso de estoques mundiais e retração nas compras da China, além da instabilidade causada por políticas de importação dos Estados Unidos.

Indicadores financeiros reforçam a solidez da cooperativa
  • Patrimônio Líquido: R$ 13,376 bilhões (alta de 11,5%)
  • Ativo Total: R$ 22,415 bilhões
  • Liquidez corrente: 2,74
  • Liquidez geral: 1,64
  • Margem de garantia: 247,98%
  • Grau de endividamento: 40,33%
  • Impostos, taxas e contribuições recolhidos: R$ 1,012 bilhão
Produção e exportações em destaque

A Coamo recebeu 9,617 milhões de toneladas de produtos em suas 118 unidades, representando 2,7% da produção brasileira de grãos.

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A exportação somou 3,763 milhões de toneladas, com faturamento de US$ 1,469 bilhão, pelos portos de Paranaguá (PR) e São Francisco do Sul (SC).

Investimentos e expansão da infraestrutura

Em 2025, a cooperativa investiu R$ 1,932 bilhão em expansão produtiva e modernização:

  • Novo entreposto em Campina da Lagoa (PR)
  • Três postos de recebimento no Mato Grosso do Sul
  • Ampliação das Unidades de Beneficiamento de Sementes (UBS)

Segundo Airton Galinari, presidente executivo da Coamo, o objetivo é aumentar capacidade operacional e elevar padrões de qualidade.

Indústrias e diversificação energética

A Coamo avançou na verticalização da produção e diversificação energética:

  • Implantação da Indústria de etanol de milho em Campo Mourão (PR)
  • Implantação da Indústria de biodiesel em Paranaguá (PR)
  • Novo porto em Itapoá (SC) com início previsto para janeiro de 2027

Galani reforça que essas ações fortalecem a cadeia produtiva e diversificam receitas, beneficiando diretamente os cooperados.

Cooperados e quadro de funcionários

A Coamo encerrou 2025 com 32.736 cooperados e 10.521 funcionários efetivos, sendo 1.594 promovidos a novos cargos.

A cooperativa manteve média de 1.568 funcionários temporários e terceirizados por mês e realizou 3.776 ações de desenvolvimento, com 66.953 participações, alcançando 90% de engajamento dos colaboradores em treinamentos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Circuito das Águas Paulista conquista Indicação Geográfica do café e reforça posição da Serra da Mantiqueira na produção de cafés especiais

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O café produzido no Circuito das Águas Paulista, na Serra da Mantiqueira, em São Paulo, passou a contar com Indicação Geográfica (IG), reconhecimento oficial concedido pelo INPI. O registro foi publicado na última terça-feira (26) e consolida a reputação da região como uma das áreas de destaque na produção de cafés especiais no país.

A certificação foi resultado de um trabalho de articulação e acompanhamento conduzido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, fortalecendo a valorização dos produtos ligados à origem geográfica.

Com a nova concessão, esta é a 15ª Indicação Geográfica do estado de São Paulo e a sétima relacionada diretamente ao café, ampliando a relevância paulista no mercado de produtos diferenciados.

Tradição cafeeira da Serra da Mantiqueira fortalece identidade produtiva

A produção de café na região do Circuito das Águas Paulista tem raízes históricas que remontam à segunda metade do século XIX. O desenvolvimento da atividade foi impulsionado pelo processo de colonização europeia, com forte presença de imigrantes italianos e portugueses, que contribuíram para a expansão do cultivo no território.

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Atualmente, o café da região é reconhecido pela alta qualidade, resultado de fatores naturais como altitude, clima e características do solo da Serra da Mantiqueira, que favorecem o cultivo de grãos especiais com perfil sensorial diferenciado.

IG abrange nove municípios produtores

A Indicação Geográfica tem como entidade representativa a Associação dos Produtores de Cafés Especiais do Circuito das Águas Paulista (Acecap), responsável pela gestão do selo de origem e pela organização dos produtores locais.

O reconhecimento abrange os municípios de Águas de Lindóia, Amparo, Holambra, Jaguariúna, Lindóia, Monte Alegre do Sul, Pedreira, Serra Negra e Socorro, que compõem o território produtivo da IG.

Indicação Geográfica agrega valor e fortalece competitividade do café brasileiro

As Indicações Geográficas são instrumentos de propriedade intelectual que identificam produtos ou serviços com características diretamente ligadas ao território de origem. No caso do café, o selo reforça atributos como qualidade, rastreabilidade e identidade regional, ampliando o valor agregado do produto no mercado nacional e internacional.

Para o setor produtivo, o reconhecimento contribui para a diferenciação dos cafés especiais brasileiros, estimulando o turismo rural, a organização dos produtores e o fortalecimento das cadeias locais.

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Com a nova certificação, o Circuito das Águas Paulista se consolida como uma das referências da cafeicultura de qualidade no estado de São Paulo e no cenário nacional.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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