AGRONEGÓCIO
Expansão do confinamento bovino exige manejo estratégico durante o período chuvoso
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Confinamento bovino em alta no Brasil
O confinamento de bovinos continua em franca expansão no Brasil, impulsionado pelo avanço tecnológico e pela crescente demanda de mercado. De acordo com estimativas da Associação Nacional dos Confinadores (Assocon), o número de animais confinados deve ultrapassar as projeções e atingir um novo recorde em 2025, consolidando o processo de intensificação da pecuária nacional e o aumento da eficiência produtiva nos principais polos do país.
Contudo, esse avanço vem acompanhado de novos desafios, especialmente no período de chuvas, quando o manejo sanitário e nutricional precisa ser ainda mais criterioso para garantir desempenho e rentabilidade.
Chuvas trazem desafios para a eficiência do confinamento
O excesso de umidade durante a primavera e o verão interfere diretamente na rotina dos confinamentos. “A alta umidade encharca os cochos, deteriora rapidamente a dieta e reduz o consumo dos animais, comprometendo o ganho de peso e a eficiência produtiva”, explica Nuno Rodrigues, gerente de produto da divisão Ruminantes da Elanco.
Além disso, o ambiente lamacento comum nessa época favorece lesões e doenças nos cascos, o que eleva o risco de perdas e torna indispensável um controle sanitário rigoroso.
Capacitação e tecnologia para enfrentar o período chuvoso
Com o objetivo de apoiar o produtor diante desses desafios, a Elanco desenvolveu o Programa Confinamento de Peso, que oferece treinamentos práticos e visitas técnicas para capacitar pecuaristas e profissionais do setor.
O programa aborda temas fundamentais, como:
- Ajustes nas instalações de cocho para reduzir o impacto da umidade;
- Descarte seguro de alimentos deteriorados;
- Inspeção preventiva de cascos;
- Implantação de protocolos sanitários e nutricionais robustos.
“O nosso foco é fornecer conhecimento e ferramentas que ajudem o confinador a tomar decisões assertivas e adaptadas à realidade de cada propriedade”, destaca Rodrigues.
Soluções integradas em sanidade e nutrição animal
A Elanco também disponibiliza um portfólio completo voltado às necessidades específicas do confinamento. O Micotil™ 300 injetável é uma das soluções mais indicadas para o tratamento de enfermidades comuns na estação chuvosa, como podridão dos cascos, ceratoconjuntivite e pneumonias.
Outra ferramenta importante é a vacina Fusogard™, única no mercado com ação comprovada contra a pododermatite digital, proporcionando proteção diferenciada aos animais.
Na parte nutricional, os aditivos Zimprova™ e Rumensin™ 200 são aliados essenciais para otimizar o desempenho e a eficiência alimentar, promovendo o equilíbrio ruminal e reduzindo o impacto ambiental da produção.
“O Zimprova™ é o primeiro melhorador de desempenho do país com recomendação oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) tanto para aumento de produtividade quanto para redução de emissões de metano. Já o Rumensin™, que completa 50 anos em 2025, possui o selo Redutor da Pegada de Carbono, concedido pela FairFood”, ressalta Murilo Chuba Rodrigues, zootecnista e gerente técnico de Ruminantes da Elanco Brasil.
Gestão proativa é chave para produtividade sustentável
Para a Elanco, o sucesso do confinamento durante a estação das águas depende da antecipação, agilidade e manejo proativo. A adoção de tecnologias e o suporte técnico especializado são pilares fundamentais para garantir sustentabilidade, bem-estar animal e rentabilidade.
“O Programa Confinamento de Peso reflete nosso compromisso com o produtor, oferecendo suporte estratégico para manter a produtividade e a saúde do rebanho mesmo diante dos desafios climáticos”, finaliza Nuno Rodrigues.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Venda de máquinas despenca 20,4% em maio e Abimaq amplia previsão de queda para o setor em 2026
A indústria brasileira de máquinas e equipamentos voltou a registrar desempenho negativo em maio e reforçou o cenário de desaceleração para 2026. Dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) mostram que a receita líquida de vendas recuou 20,4% em relação ao mesmo mês do ano passado, totalizando R$ 22,5 bilhões.
Diante da piora dos indicadores, a entidade revisou para baixo suas projeções para o setor. A expectativa agora é de uma retração de 3,2% na receita líquida de vendas de máquinas e equipamentos em 2026, índice superior à queda de 2,3% prevista anteriormente.
Mercado interno concentra as maiores perdas
O desempenho mais fraco foi observado no mercado doméstico. A receita líquida com vendas internas caiu 23,2% na comparação anual, encerrando maio em R$ 17,3 bilhões.
Outro indicador que reforça o enfraquecimento da demanda é o consumo aparente de máquinas e equipamentos, que somou R$ 31,1 bilhões, representando uma retração de 19,5% frente ao mesmo período de 2025.
Além da queda nas vendas, a indústria também registrou redução na utilização da capacidade instalada, que passou de 79,1% para 78,3%, enquanto a carteira de pedidos diminuiu 10,6% em relação ao ano anterior, ficando em apenas 8,2 semanas de produção contratada.
Exportações crescem, mas não compensam fraqueza interna
As exportações apresentaram desempenho positivo em maio. As vendas externas alcançaram US$ 1,04 bilhão, alta de 5,5% sobre igual período do ano passado.
Segundo a Abimaq, esse avanço está relacionado, principalmente, à base de comparação mais fraca registrada no primeiro trimestre de 2025, quando a atividade industrial dos Estados Unidos — principal destino das máquinas brasileiras — enfrentou desaceleração significativa.
Já as importações permaneceram praticamente estáveis, somando US$ 2,65 bilhões em maio, com leve queda de 0,6% na comparação anual.
Plano Safra é considerado neutro pelo setor
A divulgação do Plano Safra 2026/2027 não alterou significativamente as perspectivas da indústria de máquinas agrícolas.
Na avaliação de Pedro Estevão, presidente da Câmara Setorial de Máquinas Agrícolas da Abimaq, o programa manteve as diretrizes já adotadas nos últimos anos e não trouxe mudanças capazes de impulsionar o mercado.
Segundo o dirigente, o plano “não apresentou grandes novidades, mas também não frustrou as expectativas”, mantendo a estrutura de financiamento já conhecida pelos produtores rurais.
O governo federal anunciou R$ 525,1 bilhões para financiar médios e grandes produtores na safra 2026/2027, valor 1,7% superior ao disponibilizado no ciclo anterior.
Máquinas agrícolas devem registrar forte retração em 2026
Mesmo com a manutenção dos recursos do Plano Safra, a expectativa da Abimaq para o segmento de máquinas agrícolas permanece negativa.
A entidade projeta uma redução entre 15% e 20% nas vendas do setor ao longo de 2026, reflexo da combinação entre juros elevados, maior seletividade na concessão de crédito, aumento do endividamento dos produtores e menor ritmo dos investimentos no campo.
O cenário indica que fabricantes de tratores, colheitadeiras, pulverizadores e demais equipamentos agrícolas deverão enfrentar mais um ano desafiador, com demanda enfraquecida e menor volume de negócios no mercado brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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