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FMC apresenta tecnologias avançadas para proteção de cultivos na Tecnoshow Comigo 2026

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FMC leva portfólio completo para a Tecnoshow Comigo 2026

A FMC Corporation apresenta, durante a Tecnoshow Comigo 2026, um conjunto de soluções voltadas à proteção das principais culturas agrícolas do Brasil, com destaque para soja e milho.

O evento acontece entre os dias 6 e 10 de abril, em Rio Verde (GO), e reúne tecnologias que integram controle fitossanitário e ferramentas digitais para o manejo eficiente no campo.

Tecnologia com feromônio atua no controle de lagartas

Entre os destaques do portfólio está o Sofero™ Fall, uma solução inovadora baseada em feromônio que atua diretamente no controle da reprodução da lagarta Spodoptera frugiperda.

A tecnologia interrompe o ciclo reprodutivo da praga, reduzindo a formação de novas gerações e contribuindo para a proteção da lavoura de forma seletiva, sem impacto sobre inimigos naturais.

Compatível com programas de Manejo Integrado de Pragas (MIP), o produto utiliza microencapsulação patenteada, garantindo maior estabilidade e permanência no campo.

Fungicida amplia controle de doenças em soja e milho

No manejo de doenças, a FMC apresenta o Onsuva®, que combina uma carboxamida inédita com um triazol seletivo.

A solução se destaca pela seletividade e baixo risco de fitotoxicidade, sendo indicada especialmente para aplicações iniciais. Entre os alvos está a Bipolaris, uma das principais doenças da cultura do milho.

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Além disso, o produto contribui para estratégias de rotação de ativos, fundamentais no combate à resistência.

Inseticida oferece amplo espectro de controle

Para o controle de insetos, o Premio® Star se destaca como uma ferramenta de amplo espectro, atuando sobre mais de 50 pragas em diferentes culturas.

O produto proporciona controle consistente de lagartas, além de atuar sobre percevejos e outros insetos, com efeito residual prolongado, aumentando a eficiência do manejo.

Herbicida garante flexibilidade no controle de plantas daninhas

Outro destaque é o Reator®, herbicida pré-emergente seletivo para a cultura da soja.

A tecnologia oferece liberação prolongada e maior flexibilidade de aplicação, sendo eficaz no controle de plantas daninhas como capim-pé-de-galinha (Eleusine indica) e picão-preto (Bidens pilosa).

O sistema de microcápsulas permite que o produto permaneça no solo até encontrar condições ideais de umidade, garantindo maior eficiência no controle.

Biológicos ganham espaço no manejo de nematoides

A FMC também apresenta seu portfólio de biológicos, com destaque para o Presence® Full, indicado tanto para tratamento de sementes quanto para aplicação no sulco de plantio.

A solução atua no controle de nematoides importantes, como:

  • Nematoides das galhas
  • Nematoides das lesões
  • Nematoides de cisto
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Além disso, o projeto Comando Nematoide será apresentado durante a feira, oferecendo orientações técnicas e boas práticas para o manejo dessas pragas, com foco no sistema radicular das plantas.

Plataforma digital amplia precisão no manejo agrícola

A digitalização também é destaque no estande da empresa, com a plataforma Arc™ farm intelligence.

A ferramenta utiliza inteligência artificial e dados em tempo real para gerar modelos preditivos sobre a incidência de pragas, além de disponibilizar mapas de calor que indicam áreas de maior risco nas lavouras.

Com análise histórica e filtros personalizados, a plataforma permite decisões mais assertivas dentro do manejo integrado, aumentando a eficiência das operações no campo.

Tecnoshow fortalece conexão com produtores e inovação no agro

A participação na Tecnoshow Comigo reforça a estratégia da FMC de estreitar o relacionamento com produtores e parceiros, além de demonstrar, na prática, a aplicação de tecnologias voltadas à produtividade e sustentabilidade.

O evento se consolida como um dos principais pontos de encontro do agronegócio brasileiro, reunindo inovação, conhecimento técnico e soluções que contribuem para o avanço da agricultura no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Greening, safra menor e queda no consumo pressionam o setor brasileiro

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A citricultura brasileira chega à safra 2026/27 pressionada por três problemas simultâneos: quase metade das laranjeiras do principal cinturão produtivo está contaminada pelo greening, a produção deve cair cerca de 10% e o consumo mundial de suco perdeu força depois de anos de preços elevados. Embora continue líder global, o Brasil precisa controlar a doença e ampliar mercados para evitar uma pressão maior sobre produtores e indústrias.

A primeira reestimativa do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) aponta uma produção de 263,15 milhões de caixas de 40,8 quilos em São Paulo e no Triângulo e Sudoeste de Minas Gerais. O volume equivale a aproximadamente 10,7 milhões de toneladas de laranja.

A projeção ficou 3,1% acima da estimativa inicial, divulgada em maio, mas ainda representa uma queda de cerca de 10% diante das 292,94 milhões de caixas colhidas na temporada 2025/26. A recuperação sobre a primeira previsão ocorreu principalmente porque os frutos ganharam peso com as chuvas.

Entre maio e agosto, o cinturão citrícola recebeu 210 milímetros de chuva, volume 51% superior à média histórica do período. O peso médio estimado passou de 160 para 166 gramas por fruto, reduzindo de 255 para 246 o número de laranjas necessário para completar uma caixa.

O efeito positivo da chuva, porém, não elimina os riscos. A colheita está mais lenta e os frutos permanecem por mais tempo nas árvores, expostos a pragas, doenças e queda prematura. Até meados de agosto, apenas 27% da produção prevista havia sido retirada dos pomares.

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A taxa média de queda dos frutos foi elevada de 23,7% para 24,1%. Nas variedades tardias, que ainda têm grande parte da produção no campo, a perda projetada chega a 27,3% para Valência e Folha Murcha e a 30,9% para a variedade Natal.

O greening permanece como o maior problema da atividade. O levantamento mais recente sobre a doença mostrou que 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola estavam contaminadas em 2025. A severidade média também aumentou, passando de 18,7% para 22,7% da copa das plantas.

Transmitido pelo psilídeo, um pequeno inseto, o greening não tem cura. A doença reduz a produtividade, provoca queda precoce e produz frutos menores, deformados e amargos. O controle exige monitoramento frequente, combate ao inseto transmissor e eliminação das plantas doentes, especialmente em regiões onde a incidência ainda é baixa.

Na safra 2025/26, o greening foi responsável pela perda estimada de 49,59 milhões de caixas. A doença respondeu sozinha por 13 pontos percentuais da taxa total de queda de 23,2% registrada naquele ciclo.

A pressão não está restrita aos pomares. Depois de quatro anos de resultados elevados, o mercado internacional entrou em uma fase de ajuste. As exportações brasileiras de suco de laranja somaram 746,9 mil toneladas na safra 2025/26, praticamente o mesmo volume da temporada anterior, mas a receita caiu aproximadamente 30%.

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Os preços elevados das safras anteriores levaram parte dos consumidores a substituir o suco de laranja por bebidas mais baratas. Problemas de qualidade provocados pelo clima e pelo greening também afetaram o mercado. Na Europa, principal destino histórico do produto brasileiro, o volume adquirido caiu 10,9%. No Japão, a retração chegou a 28,6%.

O aumento das chuvas nesta temporada favoreceu o tamanho das laranjas, mas poderá reduzir a concentração de sólidos solúveis, medida pelo índice brix. Para a indústria, isso significa que pode ser necessário processar mais caixas para obter a mesma quantidade de suco concentrado, reduzindo parte do ganho trazido pelo maior peso dos frutos.

A busca por novos compradores tornou-se, portanto, uma necessidade para equilibrar a cadeia. O produto brasileiro não enfrenta grandes restrições sanitárias, mas encontra tarifas elevadas em mercados com potencial de consumo, como Japão, Coreia do Sul e Índia. A redução dessas barreiras poderia ampliar os destinos e diminuir a dependência de poucos compradores.

Maior produtora mundial de laranja e líder na exportação de suco, a citricultura brasileira mantém escala, tecnologia e capacidade industrial. O desafio agora é impedir que o avanço do greening, a queda da produtividade e o enfraquecimento do consumo reduzam a rentabilidade de uma cadeia que depende de investimentos contínuos para renovar pomares e manter a produção.

Fonte: Pensar Agro

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