AGRONEGÓCIO
Milho em Santa Catarina mantém bom desenvolvimento e área de cultivo cresce na safra 2025/26
AGRONEGÓCIO
O milho em Santa Catarina apresenta evolução dentro do esperado na safra 2025/26, com bom desenvolvimento das lavouras graças às condições climáticas estáveis, segundo o 1º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta terça-feira (14).
O cenário agrícola tem sido marcado por chuvas regulares e de boa intensidade, sem grandes registros de pragas ou doenças, garantindo crescimento saudável das plantas.
Regiões apresentam bom ritmo de semeadura e crescimento
Na região dos planaltos e serra, o desenvolvimento fenológico das lavouras segue o padrão esperado.
No meio-oeste, a semeadura começou no início de setembro e avançou rapidamente, atingindo cerca de 65% da área estimada até o final do mês. O levantamento da Conab aponta um leve aumento da área cultivada em relação à safra passada, impulsionado pelo ótimo resultado produtivo obtido anteriormente.
As lavouras mais adiantadas já receberam adubação nitrogenada, aproveitando a umidade adequada do solo, enquanto as demais estão em fase de emergência, com crescimento favorecido pela variação térmica recente.
Extremo-oeste registra semeadura escalonada e boas condições de manejo
No extremo-oeste, observa-se variação nos estágios fenológicos devido ao escalonamento do plantio. Parte dos produtores já concluiu a semeadura, enquanto outros aguardam para ampliar a área cultivada.
As condições climáticas favoráveis têm permitido a realização dos tratos culturais, incluindo aplicação de herbicidas e fertilizantes, além de garantir a manutenção da umidade do solo, essencial para a germinação, emergência e desenvolvimento vegetativo inicial das plantas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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