AGRONEGÓCIO
Preço do boi gordo recua no Brasil com pressão de frigoríficos e incertezas sobre exportações à China
AGRONEGÓCIO
Mercado do boi gordo segue pressionado no físico
O mercado físico do boi gordo voltou a registrar queda nas cotações ao longo da semana, refletindo um ambiente de maior cautela por parte dos frigoríficos e menor ritmo de negócios.
Segundo análise da Safras & Mercado, os compradores têm reduzido o ritmo de aquisição de gado, ajustando escalas de abate diante da expectativa de encerramento antecipado das cotas de exportação brasileiras para a China.
China no centro das incertezas e impacto nas escalas de abate
De acordo com o analista Fernando Iglesias, há expectativa de que a cota de 1,106 milhão de toneladas destinada ao Brasil, sem tarifas adicionais, seja totalmente preenchida até o fim de julho.
Esse cenário tende a pressionar os frigoríficos a reduzir os abates, podendo até levar à adoção de férias coletivas em algumas unidades, diante da maior incerteza no fluxo de exportações.
A chamada salvaguarda chinesa segue sendo um dos principais fatores de volatilidade no mercado pecuário brasileiro.
Confinamento perde ritmo e mercado futuro segue pressionado
O ambiente de preços menos atrativos no mercado futuro também tem afetado as decisões de confinamento, com relatos de menor ocupação em diversas regiões do país.
Apesar disso, a expectativa ainda é de crescimento da atividade em relação a 2025, embora abaixo do inicialmente projetado.
Para o analista, o setor atravessa um momento de ajustes, com impacto direto na oferta de animais terminados nos próximos ciclos.
Perspectiva aponta possível recuperação no último trimestre
Apesar da pressão atual, há projeções de recuperação mais consistente dos preços no último trimestre do ano.
Entre os fatores citados estão:
- Retomada da demanda chinesa com foco em novas cotas de exportação
- Forte procura dos Estados Unidos no mercado global
- Sazonalidade de demanda interna no fim do ano
- Menor incentivo ao confinamento no curto prazo
- Possível extensão da seca e impacto no boi de pasto
Com menor oferta esperada de animais terminados, a tendência é de suporte aos preços da arroba no médio prazo.
Cotações do boi gordo registram queda nas principais praças
No dia 25 de junho, o mercado físico apresentou recuos generalizados:
- São Paulo (SP): R$ 340,00/@ (-2,86%)
- Goiânia (GO): R$ 320,00/@ (-1,54%)
- Uberaba (MG): R$ 320,00/@ (-1,54%)
- Dourados (MS): R$ 335,00/@ (-2,90%)
- Cuiabá (MT): R$ 345,00/@ (-1,43%)
- Vilhena (RO): R$ 328,00/@ (-2,09%)
Atacado registra queda e demanda segue enfraquecida
O mercado atacadista da carne bovina também apresentou desvalorização ao longo da semana, com demanda ainda fraca mesmo em período de expectativa de melhora sazonal.
A carne bovina segue menos competitiva frente a proteínas concorrentes, especialmente a carne de frango.
- Quarto do dianteiro: R$ 21,00/kg (ante R$ 21,70/kg)
- Traseiro bovino: R$ 25,50/kg (ante R$ 27,00/kg)
Exportações de carne bovina crescem em valor e volume
As exportações brasileiras de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada somaram US$ 1,220 bilhão em junho, até o momento (14 dias úteis), com média diária de US$ 87,208 milhões.
O volume exportado atingiu 187,080 mil toneladas, com média diária de 13,362 mil toneladas, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior.
O preço médio ficou em US$ 6.526,2 por tonelada.
Na comparação com junho de 2025:
- Alta de 32,8% no valor diário exportado
- Crescimento de 10,9% no volume médio diário
- Avanço de 19,8% no preço médio
Mercado segue volátil com foco na China e no segundo semestre
O setor pecuário permanece sob forte influência do cenário externo, especialmente da demanda chinesa, enquanto ajustes internos de oferta e confinamento seguem determinando o comportamento dos preços no curto prazo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Produção de tabaco no Paraná atinge recorde na safra 2026, mas preços recuam no mercado
A produção de tabaco no Paraná encerrou a safra 2026 com resultado recorde, alcançando 213,7 mil toneladas. O desempenho representa um crescimento de 7% em relação ao ciclo anterior, quando foram colhidas 199,7 mil toneladas, segundo dados do Boletim Conjuntural divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), nesta quinta-feira (25).
O avanço foi sustentado principalmente pela expansão contínua da área cultivada, que registra crescimento há cinco safras consecutivas e atingiu 86,8 mil hectares, o maior nível já observado no estado.
Expansão da área impulsiona novo recorde de produção
O aumento da área plantada segue como principal fator de sustentação da produção recorde de tabaco no Paraná. O movimento de expansão contínua ao longo dos últimos anos consolidou o estado como um dos principais polos produtores da cultura no país.
Com maior volume de área disponível para cultivo, a safra ganhou robustez, mesmo diante de oscilações climáticas e variações regionais de produtividade.
Preços do tabaco recuam no período de maior comercialização
Apesar do desempenho positivo na produção, o mercado registrou pressão sobre os preços pagos aos produtores.
De acordo com o Deral, os valores observados em maio refletem o período de maior comercialização da safra, quando ocorre o pico de secagem das folhas em estufas após a colheita.
No mês de referência, o preço médio do quilo do tabaco tipo estufa foi de R$ 18,71, o que representa uma queda de 3% em comparação ao mesmo período do ano anterior, quando a média registrada era de R$ 19,22.
Cadeia integrada garante estabilidade ao produtor
Mesmo com a leve redução nas cotações, o boletim destaca que a cultura do tabaco segue como uma das atividades mais competitivas para pequenos produtores no Paraná.
O sistema de integração produtiva, característico da cadeia do tabaco, é apontado como um dos principais fatores de estabilidade econômica, garantindo previsibilidade de comercialização e suporte técnico ao longo do ciclo produtivo.
Perspectiva do setor
O resultado da safra 2026 reforça o avanço estrutural da cultura no estado, sustentado pela ampliação da área cultivada. Para os próximos ciclos, o mercado deve seguir atento ao equilíbrio entre oferta e demanda, além da dinâmica de preços durante os períodos de maior comercialização.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
-
AGRONEGÓCIO3 dias atrásAmérica Latina e Caribe registram superávit de US$ 21 bilhões no comércio de produtos aquícolas em 2024, aponta FAO
-
AGRONEGÓCIO3 dias atrásSoja sobe em Chicago com suporte do farelo, mas mercado segue atento ao clima nos EUA e à demanda por exportação
-
POLÍTICA3 dias atrásJarude cobra prioridade para os Bombeiros e diz que governo está mais preocupado com eleição do que com os problemas do Acre
-
AGRONEGÓCIO3 dias atrásBalneário do SESC em Bonito (MS) vai a leilão com pagamento facilitado em até seis vezes
-
ACRE3 dias atrásEducação inicia segunda Formação do Curso Magistério Intercultural para professores indígenas
-
AGRONEGÓCIO3 dias atrásII Seminário Apícola do Vale do Aço 2026 fortalece cadeia produtiva do mel em Minas Gerais
-
POLÍTICA3 dias atrásEdvaldo Magalhães defende convocação integral dos aprovados do Corpo de Bombeiros e critica excesso de burocracia
-
ACRE3 dias atrásDurante Semana do Clima em Londres, Acre avança para garantir valor máximo a seus ativos ambientais e acelerar benefícios à população

