AGRONEGÓCIO
Preço do suco de laranja cai no Brasil e em Nova York, mas exportações para os EUA devem ganhar fôlego com retirada de tarifas
AGRONEGÓCIO
Queda de preços no mercado interno e externo pressiona indústria
Os preços da laranja destinada à indústria seguem em queda no mercado brasileiro, refletindo a desvalorização do suco de laranja no cenário internacional. Segundo o relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, o setor enfrenta um momento de retração tanto nos valores praticados localmente quanto nas bolsas internacionais.
De acordo com o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a cotação da laranja posta à indústria recuou para R$ 38,60 por caixa de 40,8 kg, o que representa uma queda de 13% em uma semana e 21% nos últimos 30 dias. A indústria tem se mostrado mais cautelosa na assinatura de novos contratos, enquanto o mercado spot opera com valores ainda mais baixos. Apesar do cenário de baixa, há expectativa de recuperação durante o período de entressafra.
Em Nova York, o preço do suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ) também apresentou forte recuo. Nas últimas quatro semanas, a cotação caiu 19%, encerrando o pregão de 13 de novembro abaixo de US$ 2.431 por tonelada.
Exportações caem com menor demanda europeia
Os embarques brasileiros de suco de laranja continuam abaixo do ritmo observado no ano passado, especialmente devido à menor demanda da União Europeia (UE). Conforme dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior), em outubro, o preço médio das exportações recuou 2,3% em relação a setembro e 26% na comparação anual, atingindo US$ 3.408,5 por tonelada.
Embora os embarques tenham reagido com o avanço da segunda florada, o volume total ainda está 14% inferior ao registrado no mesmo período de 2024. A Bélgica tem se destacado como o principal comprador europeu, seguida por Holanda e Espanha.
No acumulado entre julho e outubro da safra 2024/25, o Brasil exportou 283,2 mil toneladas de suco de laranja em equivalente FCOJ, totalizando US$ 1,03 bilhão — uma redução de 7% frente à temporada anterior. Desse volume, 48% tiveram como destino os Estados Unidos e 47% foram direcionados à União Europeia.
Acordo comercial favorece embarques para os EUA
Apesar da retração na Europa e da desvalorização internacional, as exportações brasileiras de suco de laranja para os Estados Unidos seguem em forte expansão. Entre julho e outubro, foram embarcadas 132 mil toneladas em equivalente FCOJ, um crescimento de 42% em comparação ao mesmo período da safra anterior.
A retirada mútua das tarifas de 10% entre Brasil e EUA tende a sustentar — e até acelerar — esse ritmo de exportações nos próximos meses. O movimento ocorre em um momento de baixa produção norte-americana: a safra 2024/25 encerrou com 12 milhões de caixas, uma queda de 33% frente ao ciclo anterior.
Produção americana segue limitada por fatores climáticos e sanitários
A expectativa é de que a nova estimativa do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) para a safra 2025/26 seja divulgada em breve, após o fim do recente shutdown que paralisou relatórios agrícolas. No entanto, especialistas não esperam um avanço expressivo na produção da Flórida, principal estado produtor de suco de laranja.
Os fatores limitantes incluem alta incidência da doença greening, riscos climáticos relacionados a furacões e preços pouco atrativos, que desestimulam investimentos em renovação de pomares.
Margens do produtor brasileiro ficam mais apertadas
No Brasil, os produtores enfrentam margens mais pressionadas em relação ao ano passado. Em 2024, mesmo com produtividade menor, os preços médios garantiam rentabilidade suficiente para sustentar investimentos em irrigação, expansão de áreas e implantação de novos pomares.
Com a queda nas cotações e a consequente redução no fluxo de caixa, a expectativa é de desaceleração nos investimentos de longo prazo. O cenário reforça a necessidade de planejamento e estratégias de mercado mais eficientes para garantir a sustentabilidade da citricultura nacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Cooperados da Cocamar destinam R$ 468 mil a entidades sociais no Paraná e São Paulo
O Instituto Cocamar realizou a distribuição de R$ 468 mil a 18 entidades assistenciais localizadas nos estados do Paraná e São Paulo. Os recursos são provenientes das sobras da cooperativa referentes ao exercício de 2025 e foram destinados a partir de decisão dos próprios cooperados durante Assembleia Geral Ordinária realizada em fevereiro.
As instituições beneficiadas atuam em áreas como saúde, assistência social, apoio a pacientes oncológicos, acolhimento de idosos e atendimento a pessoas em situação de vulnerabilidade social. As entidades foram indicadas pelos cooperados, que reconheceram a relevância dos serviços prestados nas comunidades atendidas.
Instituto Cocamar reforça impacto social em diferentes cidades
Ao longo do mês de abril, representantes do Instituto Cocamar, acompanhados pela área de Responsabilidade Socioambiental e por unidades locais da cooperativa, realizaram visitas às entidades para entrega dos recursos.
As doações contemplam 15 cidades em dois estados brasileiros, com destaque para iniciativas voltadas ao atendimento de pacientes com câncer e apoio social contínuo.
Maringá concentra parte dos principais repasses
Em Maringá (PR), três instituições receberam apoio financeiro:
- O Hospital do Câncer de Maringá recebeu R$ 50 mil para aquisição de um equipamento voltado ao diagnóstico precoce do câncer;
- A Rede Feminina de Combate ao Câncer foi contemplada com R$ 15 mil para construção de uma ala destinada a crianças em tratamento oncológico;
- A Entidade Ecumênica Amor ao Próximo recebeu R$ 13 mil para manutenção de casa de apoio a pacientes e familiares.
Paraná recebe recursos para saúde e assistência social
Diversas cidades do Paraná também foram beneficiadas com repasses do Instituto Cocamar:
- A Rede Feminina de Combate ao Câncer de Astorga (incluindo Sabáudia) recebeu R$ 15 mil para manutenção de atividades, incluindo apoio psicossocial e distribuição de medicamentos;
- A instituição Tok de Amor, em Londrina, recebeu R$ 13 mil para apoio a pacientes e acompanhantes em tratamento oncológico;
- Em Alvorada do Sul, a Sociedade São Vicente de Paulo recebeu R$ 10 mil para assistência a famílias vulneráveis;
- O mesmo valor foi destinado à Casa do Aguardo Professor Hideo Okuyama, em Arapongas, ao Asilo São Vicente de Sertanópolis e ao Asilo Lar da Paz, em Primeiro de Maio.
Outras entidades receberam R$ 8 mil cada, incluindo o Instituto Santa Paula Elisabete Cerioli (Assaí), o Lar Jayme Watt Longo (Bela Vista do Paraíso), o Lar Santo Antônio (Cambé), a APAE de Tamarana e a Uopeccan de Umuarama, referência regional no tratamento oncológico e acolhimento de pacientes.
São Paulo também será contemplado com repasses
Nos próximos dias, entidades de dois municípios do estado de São Paulo também receberão apoio financeiro no valor de R$ 13 mil cada:
- Associação Voluntária do Câncer Dr. Fuade Haddad, em Palmital;
- Associação dos Portadores de Câncer de Salto Grande.
Cooperativismo reforça compromisso social no campo
A iniciativa reforça o modelo cooperativista da Cocamar, que permite que parte dos resultados financeiros retornem às comunidades por meio de ações sociais. Segundo a cooperativa, o objetivo é ampliar o impacto positivo das atividades do agronegócio para além da produção, fortalecendo o desenvolvimento regional e o apoio a instituições essenciais.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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