AGRONEGÓCIO
Promebo e Sebrae subsidiam testes genômicos e de ultrassonografia para acelerar melhoramento genético do gado
AGRONEGÓCIO
A Associação Nacional de Criadores Herd Book Collares (ANC), em parceria com o Programa de Melhoramento de Bovinos de Carne (Promebo) e o Sebrae, irá subsidiar testes genômicos e de ultrassonografia de carcaça. A ação tem como objetivo oferecer aos criadores uma oportunidade de investir no melhoramento genético do rebanho, utilizando tecnologias avançadas de avaliação de desempenho.
Segundo Silvia Freitas, superintendente de Registro Genealógico da ANC, todas as raças avaliadas pelo Promebo serão contempladas. “Nosso projeto visa ampliar o uso dessas importantes ferramentas, que são a ultrassonografia de carcaça e a genômica. São técnicas que podem e devem ser utilizadas por todas as raças que utilizam dados do Promebo”, destacou.
Ultrassonografia de carcaça terá aplicação em larga escala
A ultrassonografia de carcaça já é utilizada por alguns criadores, mas a iniciativa busca ampliar significativamente seu uso, reunindo maior volume de dados para permitir uma seleção genética mais eficiente. O objetivo é qualificar ainda mais as raças em termos de produção de carne, tornando o processo mais preciso e estratégico.
Genômica acelera avaliação de características difíceis de medir
A genômica permite antecipar resultados de características complexas, como resistência a carrapato e eficiência alimentar, sem precisar esperar pelo ciclo completo de nascimento e avaliação dos animais e de seus descendentes.
“Com a genômica, a partir do momento em que o animal nasce, já é possível prever o desempenho genético e identificar quais características ele terá resultados positivos”, explica Silvia Freitas. A estratégia também visa formar uma população de referência, contando com a adesão da maioria dos criadores do estado.
Regras e abrangência do programa
A parceria será válida apenas para propriedades com inscrição estadual no Rio Grande do Sul, sem limite de envio de amostras, permitindo que os criadores enviem quantos animais desejarem para avaliação genômica ou ultrassonográfica.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Produção de abobrinha no Paraná movimenta R$ 101 milhões e consolida Estado como 4º maior produtor do Brasil
Abobrinha se destaca no agronegócio do Paraná com forte presença e geração de renda
O cultivo de abobrinha no Paraná segue como uma das atividades hortícolas mais relevantes do Estado, movimentando R$ 101,6 milhões em Valor Bruto da Produção (VBP) em 2024.
De acordo com o boletim do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), a cultura está presente em 358 municípios, com produção total de 50,5 mil toneladas em uma área de 2,9 mil hectares.
Com esse desempenho, o Paraná se consolida como o 4º maior produtor nacional, respondendo por 9,3% da produção brasileira.
Região de Curitiba concentra mais da metade da produção estadual
A produção paranaense de abobrinha apresenta forte concentração regional. O Núcleo Regional de Curitiba responde por 56,2% do total produzido, equivalente a 28,4 mil toneladas.
Entre os principais municípios produtores, destacam-se:
- Cerro Azul
- São José dos Pinhais
- Colombo
Em Cerro Azul, por exemplo, o cultivo ocupa cerca de 250 hectares, com produção de 4,8 mil toneladas e geração de R$ 9,5 milhões em VBP, reforçando a importância da cultura para a economia local.
Outros polos relevantes incluem:
- Londrina (6,9% da produção estadual)
- Maringá (6,2%)
Clima impacta oferta e eleva preços da abobrinha no mercado
O mercado da abobrinha tem sido impactado por fatores climáticos, especialmente pela estiagem recente, que reduziu a oferta e pressionou os preços.
Segundo dados das Centrais de Abastecimento (Ceasa), a caixa de 20 kg da abobrinha verde extra AA atingiu R$ 80,00, alta de 33,3% em relação às semanas anteriores, quando era comercializada a R$ 60,00.
De acordo com especialistas do Deral, a tendência de preços elevados pode se manter no curto prazo, caso não haja regularização das chuvas.
Produção contínua garante estabilidade ao longo do ano
Apesar das oscilações de mercado, a cultura da abobrinha apresenta produção contínua ao longo do ano, o que contribui para sua resiliência.
Historicamente, os picos de preços ocorrem entre o final de maio e o início de julho, período de inverno, quando há menor oferta.
A expectativa é que, com a normalização das condições climáticas e o avanço das lavouras, os preços recuem gradualmente ao longo do segundo semestre.
Soja mantém protagonismo nas exportações do Paraná
No segmento de grãos, a soja continua liderando a pauta exportadora do Estado.
No primeiro trimestre de 2026, o Paraná exportou:
- 3,41 milhões de toneladas
- US$ 1,47 bilhão em receita
O resultado representa crescimento de 2% no faturamento, apesar de uma leve queda de 4% no volume embarcado.
A China segue como principal destino, absorvendo 58% das exportações.
Trigo volta-se ao mercado interno e reduz exportações
Diferentemente da soja, o trigo paranaense tem sido direcionado quase exclusivamente ao mercado interno.
Na safra 2025, o Estado produziu 2,87 milhões de toneladas, mas exportou apenas 4 toneladas, destinadas ao Equador.
A tendência deve se manter em 2026, impulsionada pela forte demanda da indústria nacional e pela redução da área cultivada.
Carne bovina acompanha valorização e amplia receita com exportações
O setor de carne bovina também registrou desempenho positivo. Em março, o Paraná exportou 3,6 mil toneladas, gerando US$ 20,3 milhões em receita.
O preço médio da carne apresentou valorização, passando de US$ 4,76/kg em 2025 para US$ 5,54/kg em 2026.
Assim como na soja, a China permanece como principal destino, respondendo por 38,5% das compras.
Diversificação produtiva reforça força do agro paranaense
Os dados reforçam a diversidade e a força do agronegócio do Paraná, que combina culturas hortícolas, grãos e proteínas animais em um sistema produtivo dinâmico.
A abobrinha, nesse contexto, se destaca como uma cultura resiliente, com geração consistente de renda, forte presença territorial e capacidade de adaptação às variações de mercado e clima.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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