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Suzano e INSEAD firmam parceria global para integrar sustentabilidade à estratégia empresarial

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A Suzano, maior produtora mundial de celulose e referência global em bioprodutos de eucalipto, anunciou uma parceria estratégica com o INSEAD, uma das mais prestigiadas escolas de negócios do mundo. O acordo, que integra as ações comemorativas do centenário da Suzano, tem como objetivo formar a próxima geração de líderes empresariais capazes de enfrentar os desafios da sustentabilidade e promover a integração entre negócios, pessoas e natureza.

Batizada de INSEAD Suzano Collaboration for Progress (ISCP), a iniciativa vai fomentar pesquisas acadêmicas, capacitação e o desenvolvimento de práticas que conciliem desempenho econômico e responsabilidade ambiental e social.

Pesquisa e inovação para unir desempenho e progresso

A colaboração prevê o apoio da Suzano a projetos de pesquisa avançada e programas de educação executiva voltados à sustentabilidade corporativa. As iniciativas buscarão transformar o pensamento sustentável em ação prática, integrando a sustentabilidade às estratégias, operações e cultura das empresas.

Entre os temas que serão abordados estão:

  • A promoção de ações coletivas em sistemas econômicos interdependentes;
  • A capacitação de líderes para defender estratégias sustentáveis diante de públicos sensíveis a custos;
  • A mudança de mentalidade, de uma postura de obrigação para uma visão aspiracional na integração entre desempenho e progresso.
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As pesquisas serão conduzidas por renomados professores do INSEAD, como Subi Rangan, Karel Cool e Peter Joos.

Líderes comentam a importância da integração entre negócios e sustentabilidade

Durante o anúncio da parceria, Beto Abreu, CEO da Suzano, destacou que o futuro das empresas depende diretamente da saúde do planeta e do bem-estar das pessoas.

“Precisamos incorporar o pensamento integrado às nossas estratégias, operações, governança e cultura. É assim que promovemos mudanças reais. A parceria com o INSEAD nos permitirá contribuir para a formação de líderes capazes de transformar a sustentabilidade empresarial em uma realidade”, afirmou Abreu.

Já o reitor do INSEAD, Francisco Veloso, ressaltou o alinhamento entre as duas instituições:

“Compartilhamos o mesmo propósito: criar um mundo melhor ao integrar desenvolvimento econômico, pessoas e planeta. Com essa colaboração, poderemos reunir algumas das mentes mais brilhantes do mundo para gerar avanços reais na teoria e na prática da sustentabilidade empresarial”, disse Veloso.

Evento na França celebra parceria e reconhece iniciativas de impacto

A assinatura do acordo ocorreu no campus do INSEAD em Fontainebleau, na França, em 8 de novembro. O evento também marcou a entrega das Medalhas do Progresso de 2025, concedidas a profissionais que se destacam por contribuições pioneiras na integração entre economia, justiça social e meio ambiente.

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Nos próximos três a cinco anos, o ISCP reunirá comunidades acadêmicas e profissionais de diversas áreas para o desenvolvimento de estudos de caso, pesquisas e webinars sobre Sustentabilidade Empresarial, dentro da série INSEAD Business Sustainability Webinar Series.

Investimento global de US$ 100 milhões para promover conhecimento sustentável

A parceria com o INSEAD integra uma ampla iniciativa da Suzano, que destinará até US$ 100 milhões a instituições de ensino e organizações globais voltadas à sustentabilidade. Os recursos serão aplicados principalmente em fundos em perpetuidade (endowments), garantindo impacto contínuo no avanço do conhecimento e na formação de líderes.

Além do INSEAD, fazem parte do programa instituições como a Universidade de Stanford, a Universidade de Cambridge, a International Union for Conservation of Nature (IUCN) e universidades brasileiras.

O objetivo é fortalecer a integração entre sustentabilidade e modelos de negócio, estimular a proteção e restauração de ecossistemas, especialmente no Brasil, e capacitar novas gerações para construir um futuro empresarial mais equilibrado e responsável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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