MPAC
MPAC ajuíza ação de reparação de danos por mortes de crianças com síndrome respiratória
Entre os problemas graves constatados com base em vistorias técnicas que foram realizadas pelo MPAC, foi apontado o número insuficiente de leitos de UTI pediátrica no Hospital Infantil Iolanda Costa e Silva (Hospital da Criança), além de diversas irregularidades e deficiências verificadas no setor de pediatria do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (HUERB).
MP AC
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da 2ª Promotoria Especializada de Defesa da Saúde, ajuizou Ação Civil Pública de reparação de danos em face do Governo do Estado do Acre pela morte de crianças por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), ocorridas entre abril e julho deste ano.
Na ação, assinada pelo promotor de Justiça Ocimar da Silva Sales Júnior, o MPAC busca o reconhecimento da responsabilidade civil do Estado do Acre e, por consequência, a imposição do dever de reparar os danos (individuais homogêneos e coletivos), em decorrência de sua inação para prestar assistência à saúde de crianças que buscaram atendimento na rede pública no período.
A falta de assistência adequada, relata o promotor no documento, resultou em óbitos infantis amplamente divulgados na mídia local, expondo, a toda evidência, incontestáveis falhas/omissões no serviço público, especialmente no tocante à disponibilidade de leitos de pediatria, medicamentos e insumos hospitalares voltados ao atendimento infantil.
Entre os problemas graves constatados à época dos fatos, com base em vistorias técnicas que foram realizadas pelo MPAC, foi apontado o número insuficiente de leitos de UTI pediátrica no Hospital Infantil Iolanda Costa e Silva (Hospital da Criança), que somavam apenas nove em condições de uso para todo o estado, além de diversas irregularidades e deficiências verificadas no setor de pediatria do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (HUERB).
“A falta de leitos de UTI, de aparelhos de oxigenação, a escassez de profissionais médicos para atuar na frente de combate àquele cenário crítico, somado ao desabastecimento de medicamentos essenciais e insumos hospitalares primordiais ao combate às síndromes respiratórias que se alastraram no primeiro semestre de 2022, não foram fatos circunstanciais ou restritos a uma, ou outra, unidade hospitalar, mas, sim, caracterizadores de um verdadeiro gerenciamento indevido da rede pública estadual de saúde, prejudicando o serviço de assistência que deveria ser ofertado com a mínima qualidade exigível à sociedade acreana”, descreve o promotor de Justiça na ação.
Diante dos fatos, a ACP requer que o Estado do Acre seja condenado a pagar uma indenização no valor de R$ 5 milhões, a título de indenização por danos morais coletivos, de 225 mil reais para cada família das vítimas mortas por SRAG e de 150 mil para os familiares daquelas acometidas por graves sequelas resultantes da síndrome.
Esses valores representam um piso de indenização e, sendo julgada procedente a ação, nada impede que na fase de execução cada uma das famílias das vítimas possam pleitear outros valores referentes a danos materiais e individuais.
Requer, ainda, entre outros pedidos, o reconhecimento do dever de pagamento de pensão mensal aos familiares da vítima no importe de 2/3 de um salário mínimo a partir da data em que as vítimas completariam 14 anos de idade até a data correspondente à expectativa média de vida da vítima.
MP AC
MPAC promove capacitação para fortalecer a gestão educacional no Baixo Acre
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio do Grupo de Atuação Especial de Defesa da Educação (Gaede) e do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Educação (CaopEduc), promoveu, nos dias 24 e 25 de agosto, a Capacitação Regional para o Fortalecimento da Gestão Educacional – Baixo Acre. A atividade foi realizada no auditório da Federação das Indústrias do Estado do Acre (Fieac), em Rio Branco, e reuniu gestores e equipes técnicas dos municípios da região.
A capacitação teve como objetivo contribuir para o aprimoramento da gestão educacional e para a correta aplicação dos recursos públicos destinados à educação. Durante os dois dias, foram abordados temas relacionados ao financiamento da educação, ao Censo Escolar, aos programas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), ao planejamento e à execução dos recursos públicos e ao acompanhamento das políticas educacionais.
Pelo MPAC, participaram da capacitação procuradora-geral adjunta da Criança, do Adolescente e da Educação, Kátia Rejane Araújo; o subcorregedor-geral, procurador de Justiça Francisco José Maia Guedes; o coordenador-geral do Gaede, promotor de Justiça Leonardo Honorato; e os promotores de Justiça Eduardo Lopes, Flávio Bussab e Eliane Misae.
O evento fez parte de um trabalho desenvolvido pelo MPAC em todas as regiões do Estado. A iniciativa teve início no Vale do Juruá, a partir de uma atuação conjunta entre a Promotoria de Justiça e os municípios, e posteriormente foi ampliada para as demais localidades. O trabalho desenvolvido no Juruá contribuiu para o aumento da arrecadação dos municípios a partir da correção da base de dados do Censo Escolar.
Durante a capacitação, gestores e técnicos receberam orientações sobre dados que precisam de atenção e correção, com o objetivo de possibilitar a captação e a execução de recursos pelas secretarias municipais de Educação no próximo ano.
Atuação integrada fortalece gestão educacional
Em sua fala, a procuradora de Justiça Kátia Rejane Araújo destacou que a qualidade da educação depende não apenas da disponibilidade de recursos, mas também da capacidade de planejamento e gestão para transformá-los em políticas públicas efetivas. Ressaltou ainda que a atuação do MPAC na área da educação envolve a articulação institucional, o aprimoramento da gestão pública e a prevenção de problemas, além da fiscalização do cumprimento da legislação e da efetivação dos direitos fundamentais.
“A qualidade exige muito mais do que a existência de recursos. Ela exige planejamento, boa gestão, conhecimento técnico e capacidade de transformar esses recursos em políticas públicas que efetivamente chegam às escolas, aos professores e, principalmente, aos nossos alunos”, afirmou.
O coordenador-geral do Gaede, promotor de Justiça Leonardo Honorato, explicou que a experiência desenvolvida inicialmente no Vale do Juruá apresentou resultados que possibilitaram a expansão da iniciativa para todos os municípios do Estado.

“Essa ação da Promotoria se iniciou lá no Vale do Juruá, com os municípios, uma parceria entre os municípios e a Promotoria, e, a partir desse trabalho conjunto, nós conseguimos aumentar a arrecadação dos municípios, a partir da correção da base de dados do Censo Escolar. Esse trabalho agora está sendo replicado em todos os municípios do Estado”, destacou o promotor.


Com a etapa realizada no Baixo Acre, que também incluiu a capital Rio Branco, o MPAC concluiu a primeira rodada de visitas aos municípios acreanos.
Texto: Marcelina Freire
Fotos: Jean Oliveira
Secretaria de Comunicação/MPAC
Fonte: Ministério Publico – AC
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