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53 casais dizem “sim” no casamento coletivo em Manoel Urbano

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Cerimônia ocorreu na quinta-feira, 11, na Quadra Poliesportiva Almiro Ferreira de Souza; toda documentação foi oferecida gratuitamente as noivas e noivos

“Sim”, foi o que disseram 53 casais ao oficializarem o matrimônio no casamento coletivo, realizado por meio do Projeto Cidadão, em Manoel Urbano. A cerimônia ocorreu nesta quinta-feira, 11, às 17h, na Quadra Poliesportiva Almiro Ferreira de Souza, situada na rua Valentim Ferreira Lima, n.° 839, Centro do município.

Promovida pelo Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), a iniciativa ofereceu gratuitamente todos os atos do casamento civil às noivas e noivos. O objetivo foi oficializar a união e emitir a certidão de casamento para casais que não dispõem recursos financeiros para arcar com os custos do casório.

Juntos há quase duas décadas, Maria Antônia Cardeal, de 37 anos, e o esposo Eurípedes Almeida, de 39, estavam duplamente felizes com o momento. Por coincidência, a cerimônia aconteceu na mesma data do aniversário da filha mais nova do casal, Lis, que completou 13 anos. A família estava ansiosa para, após a cerimônia, celebrarem. “A expectativa é continuar cuidando da nossa família, sendo abençoados por Deus e quem sabe ter mais um menino”, afirmaram.

Vanda Costa, de 40 anos, provou ter uma história capaz de fazer inveja aos melhores filmes de romance. Disse ter conhecido seu parceiro, Tiago Lima, de 37, em meio a uma chuva torrencial. Com menos de um mês de relacionamento, já estavam morando juntos. Desde então, são inseparáveis. Agora, depois de 12 anos, decidiram oficializar com o casamento o que sentem um pelo outro: amor.

Para a noiva Daiele dos Santos, de 31 anos, formalizar a união é mais passo para cerimônia religiosa, à qual ela tão espera, desde que conheceu Aldenir Schiorlim, de 35, quando ambos trabalhavam em um frigorífico na cidade de Jaru, interior de Rondônia, há 12 anos. “A gente vai seguir [os preceitos] da igreja ‘direitinho’ para podermos ingressar no Reino do Céu”, garantiu.

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“Como casal, a gente espera envelhecer juntos. Só na morte separar”, declarou a produtora rural Rita de Cassia Oliveira, de 27 anos, minutos antes de oficializar a união com o seu companheiro Jhone Costa, 27. Momentos depois, ainda na cerimônia, eles realizaram um outro sonho: receberam o título definitivo da propriedade rural onde moram, concedido pelo Instituto de Regularização Fundiária (Incra).

Pronunciamentos

Durante celebração, o coordenador do Projeto Cidadão e decano da Corte de Justiça do Acre, desembargador Samoel Evangelista, ressaltou o papel desempenhado por este trabalho social na comunidade acreana: “A realização deste casamento coletivo é a demonstração do compromisso do Judiciário com a sociedade. Nesta ocasião, celebramos a união de quase cem pessoas, que decidiram dar um importante em suas vidas, assumindo o compromisso do matrimônio”.

O desembargador também falou de elementos fundamentais para uma relação saudável e duradoura. “Cultivem a comunicação entre vocês, o respeito, o comprometimento, a qualidade de tempo juntos, o cuidado recíproco e o companheirismo. O casamento bem sucedido dará lugar a uma família estável e a uma sociedade de paz”, instruiu.

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Na sua primeira cerimônia de matrimônio, o juiz de Direito Zacarias Neto, titular da Comarca de Manoel Urbano, reforçou com os noivos o compromisso de prevenir e combater a violência contra à mulher. Ainda recitou um trecho do livro “O Pequeno Príncipe”, para ilustrar a importância do cuidado nas relações conjugais.

“A gente é responsável por aquilo que a gente cativa. Vocês cultivaram um relacionamento que, [a partir de] hoje, é um casamento. No dia a dia, têm que cultivar o relacionamento. Este momento aqui [de celebração] acaba. É rápido. A gente vai cada um para nossas casas. É lá que exercermos, de fato, o amor”, concluiu o magistrado.

Presentes

Estiveram presentes na cerimônia também o promotor de Justiça Wendelson Mendonça; a defensora pública Elizabeth Maciel; o prefeito de Manoel Urbano, Toscano Velozo; o procurador do município de Manoel Urbano, Jacques Magalhães; a delegatária Dirce Sugui; o pastor Jessé Gomes; além de servidores do Poder Judiciário e os familiares das noivas e noivos.

Parceiros
Esta edição do Projeto Cidadão contou com o apoio do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC), Defensoria Pública do Estado do Acre (DPE/AC), Instituto de Regularização Fundiária (Incra), Receita Federal, Prefeitura de Manoel Urbano, Cartório de Manoel Urbano, e o governo do Estado, por meio do programa Juntos pelo Acre.

Fotos: Gleilson Miranda/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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Presença do TJAC marca posse de novos promotores e reforça integração entre instituições no Acre

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Presença do Judiciário acreano na solenidade evidencia integração institucional e reforça compromisso com a efetivação da Justiça em todo o estado

A posse de nove promotoras e promotores de Justiça substitutos do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), realizada na noite desta quinta-feira, 30, foi marcada pela presença institucional do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), evidenciando o prestígio e a integração entre os órgãos que compõem o sistema de Justiça no estado.

A cerimônia, realizada no auditório do Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC), reuniu autoridades dos três Poderes, representantes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e membros de diversas instituições. Entre os destaques, a participação do presidente do TJAC, Laudivon Nogueira, que levou uma mensagem de orientação institucional aos novos integrantes do Ministério Público.

Ao se dirigir aos empossados, o magistrado ressaltou o papel essencial do Ministério Público na efetivação dos direitos e na defesa da Constituição, destacando a importância de uma atuação sensível às realidades sociais, especialmente em contextos de maior vulnerabilidade.

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“O Ministério Público existe para servir à Constituição, sobretudo nos espaços em que sua realização encontra maior resistência, como nas situações de desigualdade e vulnerabilidade”, afirmou.

A fala do presidente do TJAC dialogou com uma abordagem mais ampla sobre a responsabilidade institucional que se inicia com a posse. Em seu discurso, ele destacou que o exercício da função exige não apenas domínio técnico, mas também prudência, equilíbrio e escuta qualificada.

“O direito se expressa em normas, mas a justiça se revela nas circunstâncias concretas. Processos não são abstrações: envolvem pessoas, histórias e impactos reais”, pontuou Laudivon Nogueira.

O desembargador também chamou atenção para as especificidades da realidade amazônica, destacando que as distâncias geográficas, as desigualdades e os desafios socioambientais exigem das instituições uma atuação comprometida com as particularidades locais.

Reforço institucional

Durante a solenidade, o procurador-geral de Justiça, Oswaldo D’Albuquerque Lima Neto, destacou o momento como de renovação e reafirmação do compromisso do MPAC com a sociedade acreana. Ele enfatizou que o ingresso na carreira exige sensibilidade para lidar com realidades muitas vezes invisibilizadas.

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Também presente, o conselheiro do CNJ, Silvio Amorim Junior, ressaltou a importância da posse para o fortalecimento do sistema de Justiça, enquanto outras autoridades destacaram o papel constitucional do Ministério Público e a necessidade de compromisso com o interesse público.

Em nome dos empossados, a promotora Taís Leite Milhomil falou sobre o significado da conquista e o início da trajetória profissional. “Estamos prontos para servir ao Estado do Acre com responsabilidade e compromisso”, declarou.

Foram empossados Taís Leite Milhomil, Poliana Lopes Gusmão, Renata Barbosa Ferreira, Marcos Bruno Oliveira da Silva, Giselle Luiza Silva, José Eduardo Galvão de Castro Menezes, Marcel Barboza Ferreira, Willian da Silva Magalhães e Rejane Mara dos Santos. O grupo integra os dez candidatos nomeados em março — um deles solicitou prorrogação do prazo legal para posse.

Fotos: Gleilson Miranda/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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