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Ação de cidadania do Judiciário leva emissão de documentos ao sistema prisional do Acre

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Durante toda a semana, diferentes públicos em vulnerabilidade serão atendidos com a emissão de documentos

Nesta segunda-feira, 13, o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) iniciou a 4ª Semana Nacional do Registro Civil na unidade de regime fechado masculina do Complexo Penitenciário Francisco d’Oliveira Conde. A ação conta com o apoio do governo do Acre, por meio da Polícia Civil, do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen/AC) e da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil).

Nesta etapa, 140 pessoas privadas de liberdade devem ser contempladas. Durante a programação, outras unidades penitenciárias também serão alcançadas pela ação social. Nesta terça-feira, 14, os atendimentos ocorrerão em Tarauacá, na Unidade Penitenciária Moacir Prado, e, na próxima quinta-feira, 16, o atendimento será estendido às mulheres privadas de liberdade de Rio Branco, com previsão de 40 atendimentos para emissão da Carteira de Identidade Nacional.

O diretor do Instituto de Identificação, Júnior César, destacou a importância de promover a inclusão social: “A emissão da Carteira de Identidade Nacional dentro do sistema prisional é uma medida essencial para garantir cidadania às pessoas privadas de liberdade. Estamos assegurando um direito básico que impacta diretamente na ressocialização e na construção de novas oportunidades. Esse trabalho reforça o compromisso da Polícia Civil com a dignidade humana e a inclusão social”.

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A 4ª edição do “Registre-se!” busca garantir o acesso à documentação civil básica para públicos em situação de vulnerabilidade. A atividade é promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e está sendo realizada simultaneamente em todo o país.

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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Quando ouvir também é proteger: a escuta de crianças vítimas de violência

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O depoimento especial é instrumento de humanização e proteção a infância e juventude – garantindo a escuta qualificada no sistema de justiça, sem revitimização

Existe uma tarefa muito delicada no Poder Judiciário: a de ouvir crianças e adolescentes que passaram por situações de violência. Para evitar que eles revivam o trauma ao contar a história várias vezes, existe o depoimento especial, um método focado em cuidado, segurança e respeito.

Essa demanda é atendida principalmente pela Vara da Infância e Juventude. Só neste ano de 2026, até agosto, a 1ª Vara de Infância e Juventude de Rio Branco, recebeu 394 processos e a Vara da Infância e Juventude de Cruzeiro do Sul outros 387, de acordo com o painel estatístico da Justiça em Números.

Na rotina da unidade, um psicólogo coletava o depoimento especial de uma criança. O processo está relacionado aos crimes de estupro de vulnerável e maus tratos. Infelizmente, a realidade por trás do volume dos processos mostra a vulnerabilidade de crianças e adolescentes acreanos, vítimas de diversos delitos como abandono e lesões corporais, além daqueles que sofrem com a exposição – direta ou indiretamente – a crimes violentos contra membro da família ou de sua rede de apoio.

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Depoimento especial

É preciso compreender que a criança e o adolescente são indivíduos em desenvolvimento, em que mudanças físicas e psíquicas estão acontecendo a caminho da maturação. Isso é construído ativamente a partir da relação com o ambiente, sendo o resultado da interação de fatores internos (organismo) e externos (meio) do sujeito. Essa abordagem interacionista – fundamentada em autores como Jean Piaget, Lev Vygotsky e Henri Wallon – embasa a cartilha institucional sobre Depoimento Especial do Ministério Público da Bahia.

A escuta especializada e o depoimento especial são direitos garantidos por lei, previstos na Lei n.º 13.431/2017, que atualizou o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) com o sistema de garantias para aqueles que foram vítimas ou testemunhas de violência. Posteriormente, a Resolução CNJ n.º 299/2019 estabeleceu os parâmetros nacionais dessas tarefas.

Para tanto, as salas de depoimento especial são ambientes fisicamente isolados das salas de audiência tradicionais, com o objetivo de oferecer segurança, privacidade e condições de acolhimento. Elas são equipadas com câmeras e microfones, que capturam o diálogo com um membro da equipe multidisciplinar. Desta maneira, o registro serve para que o depoimento seja colhido uma única vez, evitando a revitimização por repetir o relato traumático diversas vezes ao longo do processo.

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Multiplicando o cuidado

Sobre os protocolos técnicos aplicáveis, a pedagoga da Vara da Infância e Juventude, Alessandra Pinheiro, vai conduzir o curso “Depoimento Especial com o Protocolo Brasileiro” na Escola do Poder Judiciário (Esjud), que terá carga horária de 40 horas.

As inscrições estão abertas até o dia 19 de outubro para as pessoas interessadas, que integrem a Central de Serviço das Equipes Multidisciplinares (Cesem), o Cadastro de Peritos, Tradutores, Intérpretes, Administradores Judiciais e demais Auxiliares da Justiça (CEPTEC) e o Centro de Atendimento Integrado à Criança e ao Adolescente (Caica), coordenado pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH).

Garantir a justiça é contribuir para a manutenção da paz e da ordem na sociedade. Neste Dia das Crianças, o lembrete é que a infância deveria ser sinônimo de proteção.

Fotos: Arquivo Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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