TJ AC
Ação do TJAC reduz barreiras e garante documentação a sete povos indígenas
TJ AC
Atendimento a mais de 140 pessoas fortalece acesso a direitos e combate o sub-registro no estado
O Poder Judiciário do Acre (PJAC), por meio da Corregedoria-Geral da Justiça (Coger) e da Coordenadoria de Apoio aos Programas Sociais (Coaps), realizou um mutirão para emissão de documentos básicos a sete povos indígenas: Apurinã, Jamamadi, Jaminawa, Kaxarari, Kaxinawá, Kulina e Manchineri. A ação ocorreu nesta quarta-feira, 15, das 8h às 12h, na Casa de Apoio à Saúde Indígena (Casai), em Rio Branco. Mais de 140 pessoas foram atendidas, direta ou indiretamente.
A iniciativa integra a programação da 4ª Semana Nacional de Registro Civil (Registre-se!), do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que viabiliza o acesso a documentos básicos, fundamentais para garantir cidadania à população. Desde o dia 13 de abril, todos os tribunais promovem mutirões de serviços. O foco são pessoas indígenas, pessoas privadas de liberdade e socioeducandos.
No Acre, assim como no restante do país, as ações estão em andamento. Já houve atendimentos a reeducandos em Rio Branco e Tarauacá. A previsão é de continuidade das atividades nesta quinta-feira, 16, na Unidade Penitenciária Feminina da capital. No dia 17, em Xapuri, a programação se encerra com serviços destinados à população do município.





Com isso, o Judiciário acreano busca combater o sub-registro no estado. Ou seja, a invisibilidade social, fenômeno em que grupos ou indivíduos são ignorados, marginalizados ou se tornam “invisíveis” ao poder público. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 2,7 milhões de brasileiros não possuem certidão de nascimento.
O esforço do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) conta com o apoio do Ministério Público do Acre (MPAC), da Defensoria Pública do Estado (DPE/AC), da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e do Governo do Estado, por meio da Polícia Civil do Acre (PCAC) e do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen).




Acesso a diversos direitos
A coordenadora da Coaps, Isnailda Silva, explicou o motivo da realização dos atendimentos aos povos indígenas: “é uma população considerada em situação de vulnerabilidade social, por conta do difícil acesso a serviços públicos como esse que são oferecidos durante a Semana do Registro”, disse.
Ela também destacou a relevância dos documentos básicos, como a certidão de nascimento e a Carteira de Identidade Nacional (CIN). “A gente sabe que qualquer cidadão ele inicia sua existência com o registro civil. Então, essa ação é de primordial importância. Eles terão acesso a outros serviços e políticas públicas na área da saúde e da assistência social”, afirmou.
Outro ponto ressaltado foi o empenho do TJAC em promover diversos direitos durante a ação, como o acesso ao lazer e à educação. A equipe da Coordenadoria de Bem-Estar e Saúde (Cobes) do TJAC realizou uma palestra sobre higiene bucal e aplicação de flúor. Participaram cerca de 30 meninas e meninos abrigados na Casai.
Ao final, houve a entrega de brinquedos, todos doados por profissionais e membros do Judiciário acreano. As peças foram arrecadadas no ato de inscrição para a Corrida do Servidor. Agora, os objetos recebem destinação adequada: crianças em situação de vulnerabilidade social. O momento contou com a presença do promotor de Justiça Wendy Takao.







Tempo e dinheiro economizados
A apoiadora em Saúde do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI), Caroline Oliveira, que atua diariamente na promoção do bem-estar e da proteção dos povos originários, enfatizou o significado da iniciativa para essa população. Para ela, a centralização dos atendimentos na Casai permitiu o acesso à documentação a diversas etnias, inclusive de outros estados. “Esperamos que os nossos indígenas sejam atendidos como deve ser, né? Da melhor forma sempre”, declarou.
Enquanto se deliciava com um algodão doce, Sueli Maia Kaxinawá, de 51 anos, aguardava para emitir uma nova Carteira de Identidade. O documento atual está manchado, o que dificulta o acesso a serviços. De acordo com ela, muitos órgãos públicos desconfiam da autenticidade. Além disso, há um erro no nome. Em vez de Maia, consta Maria. Ela imaginava que teria dificuldade para obter a segunda via, mas percebeu que, no Registre-se!, o atendimento é simplificado: “Eu acho é bom”.
Sueli volta em breve para casa com algo que nem havia planejado: uma novo documento. E o melhor, sem precisar pagar nada. Os serviços oferecidos são gratuitos. O tempo economizado permitiu que ela levasse a filha, Juliana Maia, de 15 anos, e o neto, Ruan Sabino, de oito meses, para aproveitar a vacinação que ocorria na ação. A família se protegeu contra a covid-19. Agora, aguardam o atendimento médico do bebê para retornar ao Jordão, o que deve ocorrer nos próximos dias.







Fotos: Elisson Magalhães/Secom TJAC
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
TJ AC
TJAC participa do IX Seminário da Defensoria Pública do Acre
Desembargadora Regina Ferrari destacou o acesso à Justiça como instrumento de garantia da dignidade e dos direitos da população
A vice-presidente do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), desembargadora Regina Ferrari, participou, na noite desta quinta-feira, 17, do IX Seminário da Defensoria Pública do Acre, realizado no auditório do Centro Universitário Uninorte, em Rio Branco. O evento reuniu defensoras e defensores públicos, estudantes de Direito e representantes das comunidades jurídica e acadêmica.
Promovido pela Escola Superior da Defensoria Pública do Acre (Esdpac), o seminário integrou a programação comemorativa dos 25 anos de autonomia funcional da Defensoria Pública do Acre e teve como tema central a tutela coletiva e o acesso à Justiça.
Durante a solenidade, a desembargadora Regina Ferrari ressaltou a importância da Defensoria Pública para garantir que pessoas em situação de vulnerabilidade tenham acesso efetivo ao Poder Judiciário.
“A Justiça, para grande parte da população, não é um conceito abstrato discutido em livros, é uma porta que, sem a Defensoria Pública, muitas vezes permaneceria fechada”, afirmou.
Para a vice-presidente do TJAC, falar em acesso à Justiça significa também falar em dignidade e igualdade de condições para que o cidadão possa defender seus direitos.
“Não há Estado Democrático de Direito verdadeiro onde a Justiça é privilégio de poucos”, destacou Regina Ferrari.




Em sua fala, a desembargadora também mencionou situações concretas que chegam diariamente às unidades do Judiciário e nas quais a atuação da Defensoria Pública contribui para a garantia de direitos.
Ela citou processos relacionados à pensão alimentícia, ações de saúde, habitação e regularização fundiária, além de defesas criminais, destacando que, por trás de cada processo, existem pessoas e histórias que podem ser transformadas pela atuação das instituições do sistema de Justiça.
“Cada um desses processos, aparentemente simples nos autos, representa uma vida transformada, e é fruto direto da atuação incansável dos defensores públicos deste estado”, afirmou.
Tutela coletiva em debate
A programação do seminário contou com palestra do professor e jurista Daniel Amorim Assumpção Neves, que abordou o tema “Defensoria Pública na tutela coletiva e na coletivização da tutela individual”.
A exposição tratou da atuação coletiva da Defensoria Pública e dos instrumentos processuais que podem ampliar a proteção de direitos. Após a palestra, o público participou de uma sessão de perguntas, ampliando o debate sobre os desafios e as possibilidades da tutela coletiva.
Ao final, Daniel Amorim recebeu certificado e uma placa de homenagem pela participação no seminário e pela contribuição à formação e ao aperfeiçoamento jurídico dos participantes.
Durante a solenidade, a defensora pública geral do Acre, Juliana Marques Cordeiro, destacou a trajetória da Instituição e a importância da formação continuada para o aprimoramento da atuação em defesa dos direitos da população.
O evento também teve um momento de homenagem à memória do defensor público Cássio de Holanda Tavares, reconhecendo sua trajetória e contribuição para a Defensoria Pública do Acre.
Fotos: Gleilson Miranda/Secom TJAC
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
-
POLÍTICA NACIONAL7 dias atrásConselho de Comunicação Social debate regulação de redes sociais
-
ESPORTES6 dias atrásInternacional vence Chapecoense fora de casa e quebra jejum de dez jogos no Brasileirão
-
SEM CATEGORIA6 dias atrásEmurb mantém equipes mobilizadas, neste sábado, com ações de manutenção, drenagem e recuperação de vias em Rio Branco
-
SEM CATEGORIA6 dias atrásPrefeitura de Rio Branco se reúne com sindicatos rurais para traçar ações conjuntas no campo
-
AGRONEGÓCIO4 dias atrásRecorde das exportações abre mercado para safra de 33,4 milhões de sacas
-
POLÍTICA NACIONAL4 dias atrásMedida provisória estende subsídio para baratear diesel
-
FAMOSOS4 dias atrásVera Fischer ganha réplica de estrela da Calçada da Fama da Globo e celebra
-
TJ AC6 dias atrás20 anos da Lei Maria da Penha: os desafios quando a violência doméstica continua após a denúncia