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Eleição para juíza e juiz de paz é no domingo: já consultou seu local de votação?
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A primeira eleição para juízas e juízes de paz será realizada no domingo, 30, e cidadãs e cidadãos devem consultar seus locais de votação para participar da escolha das pessoas que atuarão na celebração de casamentos e na promoção da pacificação social por meio de conciliações
Daqui a três dias acontece a primeira eleição do Brasil para juízas e juízes de paz. A votação será no próximo domingo, 30 de novembro, em todos os 22 municípios acreanos, das 8h às 17h. Mas você já verificou qual é o seu local de votação? O pedido para que eleitoras e eleitores façam essa consulta prévia foi reforçado pelo presidente do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), desembargador Laudivon Nogueira, durante coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira, 27.
Esse processo eleitoral é diferente das eleições para Estado, prefeituras, Senado, câmaras e governo federal. Trata-se de uma votação participativa e não obrigatória e, por isso, várias seções foram agrupadas em um único local. Dessa forma, é essencial que as pessoas verifiquem previamente onde irão votar. A consulta é feita por meio de um link disponível no site do TJAC: basta digitar o CPF e clicar em “buscar local de votação”.
“As cidadãs e os cidadãos escolherão suas juízas e juízes de paz como um ato de interação, civilidade e participação popular. A questão dos locais de votação é fundamental: o eleitor precisa consultar. Não é para ir às suas seções tradicionais. É necessário identificar qual é o novo local de votação”, reforçou o magistrado.
Documentos para votar
Para participar do processo, é preciso estar regularizado perante a Justiça Eleitoral e apresentar título de eleitor e um documento oficial com foto, explicou o secretário-geral do TJAC, Júnior Martins, que também participou da coletiva.
Serão utilizadas 349 urnas em todo o estado, disponibilizadas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC). Em Rio Branco, o maior colégio eleitoral do Acre, serão 91 urnas, distribuídas em 21 escolas.
Ineditismo
O presidente do TJAC destacou que o Acre será o primeiro estado do país a cumprir o comando constitucional de realizar eleições diretas para a escolha de juízas e juízes de paz:
“Temos um processo previsto na Constituição desde 1988 — há 37 anos — que estabelece a Justiça de Paz como um cargo eletivo. E o Acre sai na frente ao permitir que o cidadão acreano vá às urnas para escolher suas juízas e juízes de paz. Esse é um processo democrático que contribui muito para as comunidades, ao definir quem realizará casamentos, atos de acordo e conciliações. É uma oportunidade ímpar para a sociedade eleger quem desempenhará essa função”, afirmou.
As juízas e os juízes de paz têm a função de celebrar casamentos, participando de todo o processo, desde a habilitação dos noivos até a cerimônia em si. Também podem atuar como conciliadoras e conciliadores na comunidade, contribuindo para a resolução de conflitos. “Com isso, auxiliam o Judiciário na missão de levar paz social às comunidades”, completou Nogueira.







Fotos: Elisson Magalhães/Secom TJAC
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
TJ AC
Política antimanicomial avança no Acre com articulação entre TJAC e municípios
Em Cruzeiro do Sul, diálogo viabiliza residência terapêutica e orienta magistrados sobre tratamento em liberdade
O Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF) do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) realizou, nesta quinta-feira, 23, reunião com a Prefeitura de Cruzeiro do Sul para discutir a implementação do Serviço Residencial Terapêutico (SRT) no município e os avanços na política antimanicomial.
Durante o encontro, foram debatidas providências emergenciais para o fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) em Cruzeiro do Sul, especialmente no atendimento de pessoas com transtorno mental ou deficiência psicossocial em conflito com a lei. Atualmente, a prefeitura enfrenta desafios burocráticos e estruturais para garantir a execução da política antimanicomial.
A equipe do GMF orientou o Município a articular, com o Estado e órgãos federais, estratégias e medidas para assegurar a efetividade da Política de Saúde Mental no sistema prisional de Cruzeiro do Sul. Entre as principais propostas está a adesão ao Fundo Municipal de Segurança Pública, como alternativa de financiamento.



Por fim, ficou acordado que o Município iniciará, em até 90 dias, a implementação de uma residência terapêutica, com o cadastramento do serviço junto ao Ministério da Saúde. Nesse período, o Judiciário acompanhará o andamento das ações e se colocou à disposição para articular com o Estado a fim de solucionar eventuais entraves.
Segundo o supervisor do GMF, desembargador Francisco Djalma, esses diálogos com os municípios refletem o empenho do TJAC em avançar no atendimento às pessoas com transtornos mentais em conflito com a lei. A proposta é garantir direitos e assegurar tratamento adequado a essa população.
O magistrado também destacou a dedicação da prefeitura para efetivar a política de saúde mental no sistema prisional. Ele considera Cruzeiro do Sul uma referência para outros municípios, principalmente por buscar superar limitações financeiras e técnicas.
Participaram da reunião o coordenador do GMF, juiz Robson Aleixo; a coordenadora executiva, Débora Nogueira; a consultora do programa Fazendo Justiça, Rúbia Evangelista; equipes da Prefeitura de Cruzeiro do Sul; além de profissionais da Rede de Atenção Psicossocial do município.


Diálogo sobre política antimanicomial com a magistratura
À tarde, a equipe do GMF promoveu uma conversa com juízas e juízes de Cruzeiro do Sul sobre a política antimanicomial. A agenda teve como objetivo orientar a magistratura local a priorizar que pessoas com transtorno mental em conflito com a lei realizem tratamento em liberdade, integrado à rede de saúde mental.
Durante a reunião, foram apresentados avanços no sistema de saúde local, que devem permitir, em breve, o encaminhamento de reeducandos com transtorno mental e sem vínculo familiar para uma residência terapêutica, prevista para ser implementada ainda este ano no município. Também foram destacados serviços já disponíveis na rede pública, como o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS).
Com esse diálogo, o GMF busca dar celeridade à desinternação e à reintegração social dessa população, em atenção à Resolução nº 487 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que estabelece diretrizes para a substituição de medidas de segurança de internação por serviços de saúde mental comunitários e abertos.
A medida está alinhada ao Plano Pena Justa, de enfrentamento ao Estado de Coisas Inconstitucional (ECI) no sistema prisional brasileiro. Ambas as políticas buscam superar violações sistemáticas de direitos humanos, ao priorizar a individualização do atendimento em vez de uma abordagem centrada apenas no processo criminal.


Fotos: cedidas
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
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