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Em nova edição, Projeto Cidadão garante documentação básica à população de Manoel Urbano

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Mais de 100 serviços estão disponíveis à população; atendimentos seguem até esta quinta-feira, 11, das 8h às 15h, na Escola Nazira Anute de Lima

“Está tudo muito bom. [Este atendimento] traz mais praticidade”, afirmou Rafael Paes, de 32 anos, ao obter o título provisório da sua propriedade. Ele e a esposa, Michele Cardoso, 28 anos, foram dois dos beneficiados com as ações do Projeto Cidadão, realizado nesta quarta-feira, 10, das 8h às 15h na Escola Nazira Anute de Lima, em Manoel Urbano.

Como o casal, centenas de cidadãs e cidadãos manoel-urbanenses recebem uma programação completa de serviços públicos, que se estende até esta quinta-feira, 11. O intuito é assegurar à população mais vulnerável do município – moradores de comunidades tradicionais, ribeirinhos e indígenas -, acesso rápido e gratuito aos atendimentos prestados pela Justiça e demais instituições públicas.

Ao todo, mais de 100 serviços estão sendo oferecidos, por exemplo: emissão de documentos básicos – RG (1ª e 2ª Via), certidão de nascimento e casamento (1ª e 2ª via), CPF, título de eleitor, carteira de trabalho -, além de orientações jurídicas, atualização cadastral em programas sociais, regularização fundiária, concessão de crédito rural e a entrega de roupas.

Beneficiados

A senhora Rosimar Aguiar, de 51 anos, foi uma das moradoras que usufruiu da ação.

Ela relatou ter tido dificuldade para conseguir emitir a carteira de identidade na delegacia do município. Soube do mutirão de atendimento, e não deixou de aproveitá-lo. “É tudo muito rápido. Vou sair com o documentos em mãos. Adorei. Deve-se fazer sempre”, ressaltou.

Para a dona de casa Luciana Freitas, de 41 anos, o que chamou atenção foi a praticidade dos atendimentos. Em poucos minutos, ela recebeu peças de roupas do projeto Vestuário Social. Aproveitou então para vacinar a filha Maria Rebeca, de apenas seis meses de idade, e atualizar o Cadastro Ambiental Rural (CAR) de suas terras.

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Maria do Carmo Lima, de 70 anos, esteve acompanhada do marido Francisco Rodrigues, de 80. Buscavam a 2ª via da Certidão de Casamentos. Juntos há mais de quatro décadas, explicaram que o documento estava desgastado e já não era mais aceito por muitas instituições públicas. Viram no Projeto Cidadão a oportunidade de resolver uma questão que os afligia. “Nossa, rápido [o atendimento]. Agora, vou atrás da [Carteira de] identidade”, disse a idosa.

Promoção de direitos

“Tudo isso demonstra o comprometimento do Tribunal com a prestação jurisdicional. Sempre tenho dito que nós [do Poder Judiciário] não devemos estar encastelados. Temos que estar à disposição da população. Esta é a ideia hoje, prestar para vocês [cidadãs e cidadãos] serviços básicos”, assegurou o titular da Comarca de Manoel Urbano, juiz de Direito Zacarias Neto.

A coordenadora de Apoio aos Projetos Sociais do TJAC, Isnailda Silva, enfatizou o objetivo da ação: “Trazer serviços importantes de cidadania”. Para a servidora, ofertar documentação básica às pessoas mais vulneráveis – mulheres, pessoas idosas, indígenas e LGBTQIAPN+ – é uma das missões do Projeto Cidadão. Por isso, garantiu 100 registros [civis] gratuitos para aqueles que precisam de 2ª via”, em seu pronunciamento.

O Prefeito de Manoel Urbano, Toscano Velozo, agradeceu a iniciativa do Judiciário acreano. Considerou essencial à comunidade local, especialmente pela pluralidade populacional do município. Reafirmou seu compromisso com novas ações.

Mais saúde e conscientização

Esta edição do Projeto Cidadão contou também com a Coordenadoria Bem-Estar e Saúde (Cobes) do TJAC, que ofereceu atendimentos ambulatoriais, como testes rápidos para hepatites B e C, HIV e sífilis, aferição da pressão arterial e dos níveis glicêmicos, vacinas, além de assistência psicoterapêutica, fisioterápica e nutricional.

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Houve ainda uma palestra com os jovens do 1° ano do ensino médio da Escola Nazira Anute de Lima. Na qual abordaram sobre as formas de violência contra a mulher; os sinais de alerta para reconhecer um relacionamento abusivo; o direito das vítimas; e os canais de denúncias.

Promovida pela coordenadoria Estadual das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cosiv), a apresentação educativa visou informar os adolescentes acerca da Lei Maria da Penha (n.° 11.340/2006) e a Lei de Importunação Sexual (13.718/2018). Estiveram presente servidoras do TJAC, Ministério Público e a delegatária de Manoel Urbano, Dirce Sugui.

Ao final, as alunas e alunos redigiram uma redação com o tema “a violência doméstica e familiar contra a mulher e os impactos na sociedade”. As melhores produções, agora, concorrem um computador, doado pela Administração do Tribunal acreano.

Casamento Coletivo

Além disso, na quinta-feira, 11, para finalizar a programação, serão oficializados mais de 40 matrimônios no Casamento Coletivo. A cerimônia será às 17h, na Quadra Poliesportiva Almiro Ferreira de Souza, situado na rua Valentim Ferreira Lima, n.º 839.

Parceiros

O Projeto Cidadão tem o apoio do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC), Defensoria Pública do Estado do Acre (DPE/AC), Instituto de Regularização Fundiária (Incra), Receita Federal, Prefeitura de Manoel Urbano, Cartório de Manoel Urbano, e o governo do Estado, por meio do programa Juntos pelo Acre.

Fotos: Gleilson Miranda/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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Política antimanicomial avança no Acre com articulação entre TJAC e municípios

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Em Cruzeiro do Sul, diálogo viabiliza residência terapêutica e orienta magistrados sobre tratamento em liberdade

O Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF) do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) realizou, nesta quinta-feira, 23, reunião com a Prefeitura de Cruzeiro do Sul para discutir a implementação do Serviço Residencial Terapêutico (SRT) no município e os avanços na política antimanicomial.

Durante o encontro, foram debatidas providências emergenciais para o fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) em Cruzeiro do Sul, especialmente no atendimento de pessoas com transtorno mental ou deficiência psicossocial em conflito com a lei. Atualmente, a prefeitura enfrenta desafios burocráticos e estruturais para garantir a execução da política antimanicomial.

A equipe do GMF orientou o Município a articular, com o Estado e órgãos federais, estratégias e medidas para assegurar a efetividade da Política de Saúde Mental no sistema prisional de Cruzeiro do Sul. Entre as principais propostas está a adesão ao Fundo Municipal de Segurança Pública, como alternativa de financiamento.

Por fim, ficou acordado que o Município iniciará, em até 90 dias, a implementação de uma residência terapêutica, com o cadastramento do serviço junto ao Ministério da Saúde. Nesse período, o Judiciário acompanhará o andamento das ações e se colocou à disposição para articular com o Estado a fim de solucionar eventuais entraves.

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Segundo o supervisor do GMF, desembargador Francisco Djalma, esses diálogos com os municípios refletem o empenho do TJAC em avançar no atendimento às pessoas com transtornos mentais em conflito com a lei. A proposta é garantir direitos e assegurar tratamento adequado a essa população.

O magistrado também destacou a dedicação da prefeitura para efetivar a política de saúde mental no sistema prisional. Ele considera Cruzeiro do Sul uma referência para outros municípios, principalmente por buscar superar limitações financeiras e técnicas.

Participaram da reunião o coordenador do GMF, juiz Robson Aleixo; a coordenadora executiva, Débora Nogueira; a consultora do programa Fazendo Justiça, Rúbia Evangelista; equipes da Prefeitura de Cruzeiro do Sul; além de profissionais da Rede de Atenção Psicossocial do município.

Diálogo sobre política antimanicomial com a magistratura

À tarde, a equipe do GMF promoveu uma conversa com juízas e juízes de Cruzeiro do Sul sobre a política antimanicomial. A agenda teve como objetivo orientar a magistratura local a priorizar que pessoas com transtorno mental em conflito com a lei realizem tratamento em liberdade, integrado à rede de saúde mental.

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Durante a reunião, foram apresentados avanços no sistema de saúde local, que devem permitir, em breve, o encaminhamento de reeducandos com transtorno mental e sem vínculo familiar para uma residência terapêutica, prevista para ser implementada ainda este ano no município. Também foram destacados serviços já disponíveis na rede pública, como o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS).

Com esse diálogo, o GMF busca dar celeridade à desinternação e à reintegração social dessa população, em atenção à Resolução nº 487 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que estabelece diretrizes para a substituição de medidas de segurança de internação por serviços de saúde mental comunitários e abertos.

A medida está alinhada ao Plano Pena Justa, de enfrentamento ao Estado de Coisas Inconstitucional (ECI) no sistema prisional brasileiro. Ambas as políticas buscam superar violações sistemáticas de direitos humanos, ao priorizar a individualização do atendimento em vez de uma abordagem centrada apenas no processo criminal.

Fotos: cedidas

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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