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Presidente do TJAC acompanha obras que vão transformar Fórum de Manoel Urbano
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Modernização da rede lógica e elétrica, renovação da fachada e da cobertura, substituição do piso e ampliação da sala do Tribunal do Júri estão entre as melhorias implementadas na obra, que deve ser entregue já nas próximas semanas
Melhorar a infraestrutura é promover respeito e qualidade no atendimento a cada pessoa que acessa esse local. Com esse objetivo, o presidente do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), desembargador Laudivon Nogueira, realizou, na sexta-feira, 20, uma vistoria na obra de reforma e ampliação do Fórum Dr. Secundino Lemos, da Comarca de Manoel Urbano, distante cerca de 244 km da capital, que já está em seus últimos detalhes.
Para a revitalização, foram investidos cerca de R$ 800 mil, destinados à modernização das redes lógica e elétrica, adequações de acessibilidade, renovação da fachada e da cobertura, substituição de pisos e revestimentos, ampliação da sala do Tribunal do Júri e reforço na segurança, especialmente em conformidade com as normas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) quanto aos espaços de carceragem.




Além disso, foi criado um espaço de descompressão para a equipe que atua na unidade. No corredor principal, há uma peça gráfica com o histórico do Fórum, e está sendo realizado o paisagismo na entrada e nas laterais do prédio, com plantas típicas da região amazônica, visando promover o bem-estar de servidoras e servidores por meio da integração com elementos naturais.
Para o presidente do TJAC, a revitalização vai entregar à população um prédio moderno e acessível, que contribuirá para a melhoria da prestação jurisdicional. “A obra traz melhorias ao nosso serviço para a comunidade, colocando o cidadão no centro das nossas atenções, com uma atividade jurisdicional de mais qualidade e em um ambiente adequado ao cidadão”, ressaltou o desembargador Laudivon Nogueira.
O juiz titular da Vara Única da Comarca de Manoel Urbano, Zacarias Laureano, também destacou a importância da obra para a promoção da justiça e da cidadania: “Está sendo feita a revitalização completa do Fórum. Costumo dizer que o Fórum é um local de novas histórias, e quando as pessoas chegam a um espaço devidamente preparado para acolher e tratar seus problemas cotidianos, isso é essencial para a qualidade da nossa atividade final”.




A vistoria foi acompanhada por servidoras e servidores da comarca e pela equipe gestora da administração do TJAC: o secretário-geral José Carlos Martins; a chefe de Gabinete da Presidência, Ana Lúcia Felisberto; a secretária de Infraestrutura e Atendimento ao Usuário (Seinf), Ana Paula Carrilho; a subsecretária de Infraestrutura (Suinf), Natacha Almeida; além de engenheiros do TJAC e da empresa responsável pela obra.
Durante a visita, foram avaliados o andamento dos trabalhos e os detalhes estruturais, com o objetivo de garantir mais conforto tanto para quem trabalha no local quanto para as cidadãs e cidadãos que buscam a Justiça. A entrega da revitalização está prevista para ocorrer entre o fim de março e o início de abril. A obra integra o planejamento da atual gestão do TJAC, que segue um modelo de excelência com foco na valorização das pessoas







Fotos: Gleilson Miranda/Secom TJAC
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
TJ AC
“Agora quero estudar”, diz indígena de 19 anos ao conseguir o registro de nascimento tardio no PopRuaJud
A sentença foi proferida ainda nesta terça-feira. Com a decisão, o cartório será oficialmente comunicado para realizar o registro e emitir a certidão de nascimento de Manoel
Manoel Biló, 19 anos, da etnia Kaxinawa, foi uma das centenas de pessoas atendidas nesta terça-feira, 25, na Escola Municipal Maria Aucilene Calixto, em Tarauacá, durante o PopRuaJud, realizado pelo Poder Judiciário do Acre. A iniciativa, que começou na segunda-feira, 24, reúne instituições do sistema de Justiça, órgãos públicos e entidades parceiras para ampliar o acesso a serviços públicos por pessoas em situação de rua e outras populações em condição de vulnerabilidade, incluindo comunidades indígenas.
Acompanhado do pai, Elemar Biló Kaxinawa, Manoel procurou inicialmente a Defensoria Pública para buscar uma solução para a ausência do registro de nascimento. Nascido em 2007, ele viveu durante anos em uma comunidade indígena no Jordão e, há cerca de dois anos, passou a morar em Tarauacá. Sem registro civil, enfrentava dificuldades para acessar serviços básicos, especialmente educação e saúde. Até então, seu único documento era uma Certidão de Batismo.




Em parceria com a Defensoria Pública e o Ministério Público, foi ajuizada a ação perante ao Juízo da Comarca de Tarauacá e uma audiência foi realizada na própria escola para a resolutividade da problemática do indígena. O juiz de Direito da Comarca de Tarauacá, Ricardo Cavalli, ouviu Manoel e o pai, analisou a documentação apresentada e constatou que, de fato, não havia registro civil de nascimento do jovem.

“Realizamos a audiência, ouvimos o jovem Manoel e seu pai, o senhor Elemar, analisamos a documentação apresentada e constatamos que, de fato, não havia registro de nascimento desde 2007, ano em que ele nasceu. Conseguimos proferir a sentença determinando a expedição do registro de nascimento. Posteriormente, será encaminhado o ofício ao cartório para que seja emitida a certidão de nascimento, garantindo a ele, finalmente, o acesso à documentação e aos seus direitos como cidadão”, disse o juiz de Direito da Comarca de Tarauacá, Ricardo Cavalli.
A sentença foi proferida ainda nesta terça-feira. Com a decisão, o cartório será oficialmente comunicado para realizar o registro e emitir a certidão de nascimento de Manoel.


“Agora quero estudar”
A história de Manoel Kaxinawa é marcada por desafios desde a infância. Ele perdeu a mãe quando tinha apenas quatro anos. Na época, a família vivia na Aldeia Flor da Floresta, no município de Jordão.
Hoje, mora em Tarauacá com o pai, a madrasta e três irmãos. Ainda encontra dificuldades para ler e escrever e se comunica em português com limitações. A falta de documentação, porém, sempre foi uma das principais barreiras para que pudesse frequentar a escola.
Foi o pai quem soube do PopRuaJud por meio de vizinhos e decidiu levar o filho ao mutirão. A expectativa agora é que, com a certidão de nascimento, Manoel possa finalmente ter acesso à educação e a outros direitos básicos.
“Nunca conseguiu estudar, pois sem a certidão de nascimento não aceitavam nas escolas. Agora as coisas devem melhorar. O juiz disse que daqui a algumas semanas já podemos pegar a certidão no cartório. Estamos muito felizes”, contou Elemar.
Após a audiência, a equipe de Comunicação do Tribunal de Justiça foi até a casa da família, no bairro da Praia, para registrar a história. Para chegar à residência, é preciso percorrer cerca de 30 metros por uma passarela de madeira, devido às condições da região e aos períodos de cheia.
Manoel falou pouco. Mas, quando perguntado sobre o que pretende fazer quando finalmente estiver com a certidão de nascimento nas mãos, não hesitou. “Agora quero estudar.”
Fotos: Elisson Magalhães/Secom TJAC
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
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