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TJAC abre inscrições para o casamento coletivo em Rio Branco com 300 vagas gratuitas
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Projeto Cidadão promove mais uma edição da iniciativa em parceria com instituições públicas, garantindo acesso gratuito à documentação e à cerimônia civil
O amor vai ganhar um novo capítulo para centenas de casais acreanos. O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), por meio do Projeto Cidadão, abre as inscrições para mais uma tradicional edição do casamento coletivo em Rio Branco durante a Expoacre 2026, uma oportunidade totalmente gratuita para quem sonha em oficializar a união civil.
Ao todo, serão disponibilizadas 300 vagas, reafirmando o compromisso do Poder Judiciário em garantir o acesso à cidadania, fortalecer os vínculos familiares e assegurar direitos às famílias acreanas. A iniciativa é realizada em parceria com diversas instituições públicas, que unem esforços para tornar possível um dos momentos mais importantes na vida de muitos casais.
As inscrições serão realizadas nos dias 30 de junho e 1º, 2, 3 e 6 de julho de 2026, das 7h30 às 13h30, nos Centros de Atendimento da OCA, localizados na Rua Quintino Bocaiúva, nº 299, Centro de Rio Branco.
A cerimônia de casamento está marcada para o dia 7 de agosto, às 17h, na Arena de Shows do Parque de Exposições, em Rio Branco.
Quem pode participar?
Podem participar casais que atendam aos requisitos legais para o casamento civil e apresentem toda a documentação exigida. É importante destacar que todas as certidões devem ter sido emitidas há, no máximo, seis meses.
Noivos solteiros
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Certidão de nascimento original (legível e sem rasuras);
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Comprovante de endereço;
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RG e CPF (originais e cópias).
Noivos divorciados
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Certidão de casamento original com averbação do divórcio (legível e sem rasuras);
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Cópia do processo ou da sentença de divórcio (parte referente à partilha de bens);
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Comprovante de endereço;
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RG e CPF (originais e cópias).
Noivos menores de idade (entre 16 e 18 anos incompletos)
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Certidão de nascimento original (legível e sem rasuras);
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Comprovante de endereço;
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Presença dos pais ou responsáveis portando RG e CPF (originais e cópias);
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Em caso de pais falecidos, apresentar certidão de óbito;
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Na ausência dos pais, apresentar autorização por escrito do responsável legal.
Justiça mais próxima da população
Há 30 anos, o Projeto Cidadão transforma vidas por meio da promoção da cidadania e do acesso gratuito à Justiça. O casamento coletivo é uma das ações mais tradicionais do programa, permitindo que casais regularizem sua situação civil sem qualquer custo, garantindo segurança jurídica, direitos patrimoniais, previdenciários e familiares.
A ação é coordenada pelo Tribunal de Justiça do Acre e conta com a parceria da Assembleia Legislativa do Estado do Acre, Governo do Estado, Ministério Público do Estado do Acre, Tribunal Regional Eleitoral, Incra, Receita Federal, Prefeitura de Rio Branco e demais instituições parceiras.
O TJAC convida todos os casais interessados a não deixarem essa oportunidade passar. Além de celebrar o amor, o casamento coletivo representa um importante passo para o exercício pleno da cidadania e para a construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e acolhedora.

Fonte: Tribunal de Justiça – AC
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“Agora quero estudar”, diz indígena de 19 anos ao conseguir o registro de nascimento tardio no PopRuaJud
A sentença foi proferida ainda nesta terça-feira. Com a decisão, o cartório será oficialmente comunicado para realizar o registro e emitir a certidão de nascimento de Manoel
Manoel Biló, 19 anos, da etnia Kaxinawa, foi uma das centenas de pessoas atendidas nesta terça-feira, 25, na Escola Municipal Maria Aucilene Calixto, em Tarauacá, durante o PopRuaJud, realizado pelo Poder Judiciário do Acre. A iniciativa, que começou na segunda-feira, 24, reúne instituições do sistema de Justiça, órgãos públicos e entidades parceiras para ampliar o acesso a serviços públicos por pessoas em situação de rua e outras populações em condição de vulnerabilidade, incluindo comunidades indígenas.
Acompanhado do pai, Elemar Biló Kaxinawa, Manoel procurou inicialmente a Defensoria Pública para buscar uma solução para a ausência do registro de nascimento. Nascido em 2007, ele viveu durante anos em uma comunidade indígena no Jordão e, há cerca de dois anos, passou a morar em Tarauacá. Sem registro civil, enfrentava dificuldades para acessar serviços básicos, especialmente educação e saúde. Até então, seu único documento era uma Certidão de Batismo.




Em parceria com a Defensoria Pública e o Ministério Público, foi ajuizada a ação perante ao Juízo da Comarca de Tarauacá e uma audiência foi realizada na própria escola para a resolutividade da problemática do indígena. O juiz de Direito da Comarca de Tarauacá, Ricardo Cavalli, ouviu Manoel e o pai, analisou a documentação apresentada e constatou que, de fato, não havia registro civil de nascimento do jovem.

“Realizamos a audiência, ouvimos o jovem Manoel e seu pai, o senhor Elemar, analisamos a documentação apresentada e constatamos que, de fato, não havia registro de nascimento desde 2007, ano em que ele nasceu. Conseguimos proferir a sentença determinando a expedição do registro de nascimento. Posteriormente, será encaminhado o ofício ao cartório para que seja emitida a certidão de nascimento, garantindo a ele, finalmente, o acesso à documentação e aos seus direitos como cidadão”, disse o juiz de Direito da Comarca de Tarauacá, Ricardo Cavalli.
A sentença foi proferida ainda nesta terça-feira. Com a decisão, o cartório será oficialmente comunicado para realizar o registro e emitir a certidão de nascimento de Manoel.


“Agora quero estudar”
A história de Manoel Kaxinawa é marcada por desafios desde a infância. Ele perdeu a mãe quando tinha apenas quatro anos. Na época, a família vivia na Aldeia Flor da Floresta, no município de Jordão.
Hoje, mora em Tarauacá com o pai, a madrasta e três irmãos. Ainda encontra dificuldades para ler e escrever e se comunica em português com limitações. A falta de documentação, porém, sempre foi uma das principais barreiras para que pudesse frequentar a escola.
Foi o pai quem soube do PopRuaJud por meio de vizinhos e decidiu levar o filho ao mutirão. A expectativa agora é que, com a certidão de nascimento, Manoel possa finalmente ter acesso à educação e a outros direitos básicos.
“Nunca conseguiu estudar, pois sem a certidão de nascimento não aceitavam nas escolas. Agora as coisas devem melhorar. O juiz disse que daqui a algumas semanas já podemos pegar a certidão no cartório. Estamos muito felizes”, contou Elemar.
Após a audiência, a equipe de Comunicação do Tribunal de Justiça foi até a casa da família, no bairro da Praia, para registrar a história. Para chegar à residência, é preciso percorrer cerca de 30 metros por uma passarela de madeira, devido às condições da região e aos períodos de cheia.
Manoel falou pouco. Mas, quando perguntado sobre o que pretende fazer quando finalmente estiver com a certidão de nascimento nas mãos, não hesitou. “Agora quero estudar.”
Fotos: Elisson Magalhães/Secom TJAC
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
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