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TJAC empossa novo técnico judiciário para Cruzeiro do Sul
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Mais do que colegas de trabalho, uma família – pai, mãe e filho são concursados do Judiciário acreano
A posse é o momento mais aguardado por quem se inscreve em um concurso público e o que ela simboliza vai muito além de uma simples assinatura de papéis. Portanto, essa felicidade foi registrada na investidura no cargo de técnico judiciário do Jardel Teixeira, na manhã desta quinta-feira, 2.
Com 25 anos de idade, Jardel atuava como professor em Cruzeiro do Sul. “Esse momento significa um novo ciclo para mim. Uma mudança de carreira. Eu era da Educação, um local onde consegui aprender muito durante o tempo que estive e agora chego aqui para somar com o Poder Judiciário”, sintetizou.
A dedicação ao estudo para o concurso público foi destacada pela mãe do novo servidor, que veio junto com o filho diretamente de Cruzeiro do Sul para presenciar a consolidação da nova fase. Além do orgulho da conquista, Francisca Cristiana Saraiva ostenta o orgulho de também ser servidora do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC). “Anota aí que os pais dele também são servidores do Tribunal”, disse a assessoria de comunicação.
O pai e mãe também são concursados no cargo de técnico judiciário. O Jardel Teixeira – pai – entrou no TJAC em 2006 e a Francisca Cristiana foi aprovada em 2012.

O presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, recepcionou a família. “Quero parabenizar pela aprovação, pelo êxito de chegar e já ter o pai e a mãe aqui na instituição. Na verdade, você não está apenas vindo para o Judiciário, você está assumindo uma missão: a missão pública de servir a sociedade. Nós temos que estar atentos a isso. É preciso estar consciente que você está vindo para servir. O nosso serviço é entregar a justiça para promover a paz social. Quanto mais justa a sociedade for, mais pacífica ela também será. Esse é o compromisso de todos nós que estamos aqui no Judiciário e é por isso que nessa gestão nós colocamos o cidadão em primeiro lugar, como eixo central. Esse princípio impacta nosso olhar, nossas decisões e toda equipe deve pensar desse jeito. Quando agimos assim, a sociedade tem mais confiança no que fazemos. Estamos trabalhando para ser cada vez melhores na entrega do nosso serviço”, declarou Nogueira.
Passando o bastão do amor ao próximo
A juíza Ana Saboya participou do ato solene. Quando passou por Cruzeiro do Sul, trabalhou com os pais de Jardel. Ela está encerrando sua carreira na magistratura, os quais foram 13 anos dedicados ao TJAC, por isso compartilhou sua experiência com o novo servidor e assim pôde ‘passar o bastão do amor ao próximo’:
“Nós estamos em momentos antagônicos, no qual você chega e eu estou saindo. Vejo também que você tem uma responsabilidade parecida com a que eu tinha e me guiou aqui, por ser magistrada, filha de um magistrado, que é honrar pai e mãe. Meu pai, juiz e minha mãe, assistente social, que também atuou com brilhantismo no nosso tribunal. Se de um lado houve um ônus por ser filha de magistrado e você também vai ter esse ônus de ser filho de servidores, mas terá sempre o bônus, porque se você está hoje aqui, com certeza é porque teve um bom exemplo dentro de casa, você viu a satisfação de serem trabalhadores daqui, você viu o ‘pão de cada dia’ sendo servido à sua mesa, fruto do trabalho deles, fruto do respeito que se tem aqui. Você chega num momento muito brilhante do nosso tribunal. Quero que você entenda que você nunca estará enxugando gelo. Se hoje você fizer dez cartas precatórias e amanhã tiver mais dez cartas precatórias para você fazer, isso não é enxugar gelo. Isso é transformar vidas, acolher sofrimento, resolver problemas e trazer paz social. (…) Desejo que você seja feliz, como eu sou feliz aqui”, concluiu a magistrada.





Fotos: Gleilson Miranda / Secom TJAC
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
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Presidente do TJAC defende uso responsável da inteligência artificial no Poder Judiciário em congresso jurídico
Desembargador-presidente destacou a necessidade de preservar a atuação humana e manter o jurisdicionado no centro das decisões
O presidente do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), desembargador Laudivon Nogueira, afirmou que é necessário ter cautela no uso da inteligência artificial (IA), especialmente no Poder Judiciário. A declaração ocorreu nesta terça-feira, 6, durante o painel “Os próximos passos da Justiça 20 anos após a Lei 11.419: o legado do Processo Eletrônico e a chegada da Inteligência Artificial”, no 10º Congresso de Tecnologia, Inovação e Direito para o Ecossistema da Justiça (Expojud), em Brasília.
“Não podemos deixar sempre que as agentes de IA façam tudo. É preciso termos algumas barreiras, para que o humano prevaleça”, declarou. O chefe do Judiciário acreano defendeu que a introdução de tecnologias na rotina judicial seja feita concomitantemente a uma mudança na cultura organizacional dos tribunais, para que “não se perca de vista o jurisdicionado”.
A fala do desembargador-presidente está alinhada aos recentes entendimentos sobre o tema, uma vez que se percebe cada vez mais a presença da IA no dia a dia, principalmente nos ambientes de trabalho, onde ela tem sido empregada em atividades ordinárias. Nesse sentido, o Poder Judiciário não seria indiferente a essa solução, que permite tornar o sistema jurídico mais eficiente.

Ele também falou da necessidade de órgãos públicos e empresas estarem alinhados aos interesses da sociedade. “Falo isso porque quando você, em qualquer organização, seja pública ou privada, começa a decidir os projetos institucionais a partir do seu cliente ou da pessoa que recebe um produto ou serviço, você consegue definir melhor e com mais segurança aquilo que você tem que pregar”, pontuou.
Para o presidente do TJAC, é necessário que haja uma reflexão sobre o atual fluxo de trabalho no Poder Judiciário. “O que me parece é que muitos procedimentos não são pensados no cliente. A própria lei do processo civil, o processo penal não é pensada nisso. No pretexto de garantir o devido processo legal, mas que conta com inúmeras rotinas ou procedimentos que só serviriam para o tempo do papel e não o atual”, disse.
Segundo o desembargador, esse dilema acerca do uso da IA na rotina judicial lembra muito a época de transição dos processos físicos para os digitais, que foi exitosa. Laudivon considera que o real desafio agora é mudar o modo de agir e pensar sobre essas novas ferramentas, tornando-as instrumentos para que sejam garantidos os direitos de cidadãs e cidadãos.
Superada essa desconfiança com a IA, o presidente do TJAC acredita que será possível “entregar com segurança, dentro dos princípios funcionais, o devido processo legal, as garantias constitucionais, o contraditório, também defesa e a razoável duração do processo”, manifestou. Ele completou que, se bem empregada, essa tecnologia impede que o processo “seja demasiadamente demorado ou pesado”, concluiu.
O painel sobre a chegada da IA ao processo legal contou ainda com a participação do presidente do Tribunal de Justiça de Rondônia, desembargador Alexandre Miguel, e do presidente eleito do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO), Pedro Nelson. A atividade teve a mediação do superintendente de Tecnologia da Informação do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), André Praça.


TJAC é destaque na aplicação de IA
Conforme o pronunciamento do presidente, o TJAC tem avançado na aplicação da IA em sua rotina e conseguido bons resultados. Tudo isso sem deixar de lado a necessária revisão, a segurança jurídica e a proteção de dados sensíveis, conforme estabelecem normativas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Lei Geral de Proteção de Dados (nº 13.709/2018).
Exemplo disso é a Assistente Digital Avançada (ADA), inteligência artificial desenvolvida pelo próprio Tribunal para apoiar magistradas e magistrados na prestação do serviço jurisdicional. A tecnologia foi apresentada na última edição da Expojud. Desta vez, está exposta a Humanize IA, solução que permite julgamentos mais qualificados e alinhados a parâmetros internacionais de direitos humanos.
O Judiciário acreano traz ainda o programa de Assistência à Saúde Mental, que concilia tecnologia e bem-estar; o projeto Magistrado Gestor, voltado à formação de juízas e juízes para assumirem cargos de liderança e administração dentro da gestão judiciária; e o Plantando o Futuro, iniciativa que prevê o plantio de 15 mil árvores em áreas degradadas de todo o Acre.
A Expojud ocorre até quinta-feira, 8, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), localizado no Trecho 2, Conjunto 63, Lote 50, Asa Sul, em Brasília. O evento é considerado o maior congresso do sistema jurídico do país e reúne advogados, membros e servidores do Judiciário, além de profissionais das áreas de Tecnologia, Inovação, Comunicação, Gestão e Recursos Humanos.



Fotos: William Azevedo/Secom TJAC
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
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