TJ AC
TJAC leva sessão itinerante da Câmara Criminal a Xapuri
TJ AC
Sessão da Câmara Criminal Itinerante em Xapuri reforça compromisso do Judiciário com o acesso à Justiça e aproximação com a sociedade
A cidade de Xapuri é um marco histórico: berço da Revolução Acreana e de grandes nomes que se destacaram tanto no cenário estadual quanto nacional, foi em Xapuri que teve início um importante movimento de transformação agrícola e social, consolidando sua relevância na história do Acre.
Também foi lá que ocorreu o histórico julgamento dos responsáveis pelo assassinato do líder ambiental Chico Mendes, presidido, à época, pelo juiz Adair Longuini, hoje desembargador aposentado do Tribunal de Justiça do Acre.
E, nesta terça-feira, 21, Xapuri registrou mais um grande momento ao receber o projeto da Câmara Criminal Itinerante, do Tribunal de Justiça do Estado do Acre (TJAC). A sessão foi realizada nos mesmos moldes das que acontecem no prédio-sede do Tribunal, em Rio Branco, e tem como objetivo aproximar o Judiciário do cidadão.


A iniciativa também proporcionou uma importante oportunidade de aprendizado para estudantes de Direito, que puderam acompanhar de perto o funcionamento de uma sessão de julgamento.
O Colegiado, composto pelos desembargadores Francisco Djalma (presidente), Denise Bonfim e Samoel Evangelista, contou com a participação do procurador de Justiça Almir Branco, representante do Ministério Público do Acre (MPAC). O desembargador Lois Arruda também participou como membro convocado, em razão do impedimento de um dos integrantes.
Ao todo, foram apreciadas quatro Apelações e seis Habeas Corpus, originários de processos da Comarca de Xapuri.

Abertura
Na abertura da atividade, o presidente do Colegiado, desembargador Francisco Djalma, destacou que a importância do evento está em “democratizar a presença do Poder Judiciário junto aos jurisdicionados”.
Segundo o desembargador, o Judiciário já havia realizado sessões itinerantes no Vale do Juruá — das quais ele próprio participou — e, agora, o foco se volta para o Alto Acre, região que abrange Xapuri, Epitaciolândia, Brasiléia e Assis Brasil.
Além de Xapuri, o cronograma itinerante prevê a realização de uma segunda sessão, na Comarca de Brasiléia, na quinta-feira, 23. Nessas sessões, são pautados processos patrocinados por advogados das respectivas comarcas.

Participações
Compuseram o dispositivo de honra, além dos integrantes do Colegiado, a vice-prefeita de Xapuri, Vânia Miranda; o diretor do Foro da Comarca de Xapuri, juiz de Direito Luis Gustavo Alcalde; o primeiro-secretário da Câmara Municipal de Xapuri, Rangel Menezes; o defensor público Gilberto Jorge; e o representante da OAB/AC, advogado Marcos Maia.
O juiz Luis Gustavo Alcalde ressaltou a importância do evento:
“É uma iniciativa honrada que deve ser cumprimentada, pois aproxima a população da prestação jurisdicional. Demonstra, de portas abertas, como funciona o trabalho da Câmara Criminal, que julga recursos e habeas corpus em segundo grau. Parabenizo a todos”, destacou o magistrado.
O representante da OAB, Marcos Maia, também ressaltou o significado da sessão:
“É uma honra receber essa sessão, tanto para a classe da advocacia quanto para toda a população. Que esses trabalhos possam trazer mais clareza e aproximar ainda mais a justiça das pessoas”, disse.
O desembargador Lois Arruda enfatizou o caráter pedagógico e transparente da ação:
“É uma forma de desmistificar a Justiça e mostrar, de maneira real, como ela funciona. O cidadão pode compreender que o Poder Judiciário é sereno e busca levar justiça ao seu povo. Sou membro da Câmara Cível, mas fui convocado para participar desta sessão e o faço com grande satisfação”, afirmou.
A desembargadora Denise Bonfim expressou a alegria de participar do momento:
“É uma satisfação estar presente e poder vivenciar essa experiência. Trata-se de uma oportunidade para o Poder Judiciário mostrar, especialmente à população do interior, como funciona uma sessão de julgamento”, declarou.
O desembargador Samoel Evangelista destacou a importância da continuidade do projeto:
“A iniciativa representa uma oportunidade singular para que a população de Xapuri e, de modo geral, os moradores do interior compreendam o funcionamento dos órgãos de segundo grau. O Poder Judiciário cumpre, assim, seu papel constitucional de aproximar o poder dos cidadãos”, ressaltou.
O vice-prefeito Vânio Miranda também destacou a relevância do evento para o município:
“Quando se fala em itinerância, fala-se em credibilidade. A prefeitura está sempre de portas abertas para parcerias como essa. É um trabalho maravilhoso e motivo de orgulho para todos nós”, afirmou.




O procurador de Justiça Almir Branco destacou a alegria e emoção em retornar a Xapuri, município onde atuou como promotor de Justiça no início de sua carreira. Ele recordou que os quatro anos vividos na cidade foram os mais significativos de sua trajetória profissional, marcados pelo aprendizado sobre o ser humano e o papel transformador da atuação ministerial.
“Membros do Tribunal de Justiça, minhas congratulações pela continuidade do projeto da Câmara Criminal Itinerante, que promove o acesso à Justiça e a prestação de serviços eficientes em diversas regiões do estado. Manifesto minha satisfação em estar presente novamente neste local. Sinto-me verdadeiramente comovido. Em fevereiro de 1999, cheguei aqui como um jovem promotor de Justiça, motivado por ideais, e permaneci por aproximadamente quatro anos. Sem dúvida, foram os anos mais significativos de minha trajetória profissional, pois foi em Xapuri que aprendi o verdadeiro significado de ser humano e agente de transformação social, impulsionando mudanças positivas e relevantes na sociedade xapuriense”, concluiu.
A sessão itinerante da Câmara Criminal em Xapuri foi transmitida pelo canal do TJAC no YouTube e marcada pelo uso da linguagem simples e tradução em tempo real na Língua Brasileira de Sinais (Libras).
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
TJ AC
Presidente do TJAC defende uso responsável da inteligência artificial no Poder Judiciário em congresso jurídico
Desembargador-presidente destacou a necessidade de preservar a atuação humana e manter o jurisdicionado no centro das decisões
O presidente do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), desembargador Laudivon Nogueira, afirmou que é necessário ter cautela no uso da inteligência artificial (IA), especialmente no Poder Judiciário. A declaração ocorreu nesta terça-feira, 6, durante o painel “Os próximos passos da Justiça 20 anos após a Lei 11.419: o legado do Processo Eletrônico e a chegada da Inteligência Artificial”, no 10º Congresso de Tecnologia, Inovação e Direito para o Ecossistema da Justiça (Expojud), em Brasília.
“Não podemos deixar sempre que as agentes de IA façam tudo. É preciso termos algumas barreiras, para que o humano prevaleça”, declarou. O chefe do Judiciário acreano defendeu que a introdução de tecnologias na rotina judicial seja feita concomitantemente a uma mudança na cultura organizacional dos tribunais, para que “não se perca de vista o jurisdicionado”.
A fala do desembargador-presidente está alinhada aos recentes entendimentos sobre o tema, uma vez que se percebe cada vez mais a presença da IA no dia a dia, principalmente nos ambientes de trabalho, onde ela tem sido empregada em atividades ordinárias. Nesse sentido, o Poder Judiciário não seria indiferente a essa solução, que permite tornar o sistema jurídico mais eficiente.

Ele também falou da necessidade de órgãos públicos e empresas estarem alinhados aos interesses da sociedade. “Falo isso porque quando você, em qualquer organização, seja pública ou privada, começa a decidir os projetos institucionais a partir do seu cliente ou da pessoa que recebe um produto ou serviço, você consegue definir melhor e com mais segurança aquilo que você tem que pregar”, pontuou.
Para o presidente do TJAC, é necessário que haja uma reflexão sobre o atual fluxo de trabalho no Poder Judiciário. “O que me parece é que muitos procedimentos não são pensados no cliente. A própria lei do processo civil, o processo penal não é pensada nisso. No pretexto de garantir o devido processo legal, mas que conta com inúmeras rotinas ou procedimentos que só serviriam para o tempo do papel e não o atual”, disse.
Segundo o desembargador, esse dilema acerca do uso da IA na rotina judicial lembra muito a época de transição dos processos físicos para os digitais, que foi exitosa. Laudivon considera que o real desafio agora é mudar o modo de agir e pensar sobre essas novas ferramentas, tornando-as instrumentos para que sejam garantidos os direitos de cidadãs e cidadãos.
Superada essa desconfiança com a IA, o presidente do TJAC acredita que será possível “entregar com segurança, dentro dos princípios funcionais, o devido processo legal, as garantias constitucionais, o contraditório, também defesa e a razoável duração do processo”, manifestou. Ele completou que, se bem empregada, essa tecnologia impede que o processo “seja demasiadamente demorado ou pesado”, concluiu.
O painel sobre a chegada da IA ao processo legal contou ainda com a participação do presidente do Tribunal de Justiça de Rondônia, desembargador Alexandre Miguel, e do presidente eleito do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO), Pedro Nelson. A atividade teve a mediação do superintendente de Tecnologia da Informação do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), André Praça.


TJAC é destaque na aplicação de IA
Conforme o pronunciamento do presidente, o TJAC tem avançado na aplicação da IA em sua rotina e conseguido bons resultados. Tudo isso sem deixar de lado a necessária revisão, a segurança jurídica e a proteção de dados sensíveis, conforme estabelecem normativas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Lei Geral de Proteção de Dados (nº 13.709/2018).
Exemplo disso é a Assistente Digital Avançada (ADA), inteligência artificial desenvolvida pelo próprio Tribunal para apoiar magistradas e magistrados na prestação do serviço jurisdicional. A tecnologia foi apresentada na última edição da Expojud. Desta vez, está exposta a Humanize IA, solução que permite julgamentos mais qualificados e alinhados a parâmetros internacionais de direitos humanos.
O Judiciário acreano traz ainda o programa de Assistência à Saúde Mental, que concilia tecnologia e bem-estar; o projeto Magistrado Gestor, voltado à formação de juízas e juízes para assumirem cargos de liderança e administração dentro da gestão judiciária; e o Plantando o Futuro, iniciativa que prevê o plantio de 15 mil árvores em áreas degradadas de todo o Acre.
A Expojud ocorre até quinta-feira, 8, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), localizado no Trecho 2, Conjunto 63, Lote 50, Asa Sul, em Brasília. O evento é considerado o maior congresso do sistema jurídico do país e reúne advogados, membros e servidores do Judiciário, além de profissionais das áreas de Tecnologia, Inovação, Comunicação, Gestão e Recursos Humanos.



Fotos: William Azevedo/Secom TJAC
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
-
SEM CATEGORIA6 dias atrásRio Branco recebe nova frota de ônibus zero quilômetro e inicia nova fase do transporte coletivo com tarifa zero por 10 dias
-
TJ AC6 dias atrásTJAC inaugura nova recepção da Cidade da Justiça de Cruzeiro do Sul e avança com amplo projeto de modernização de todo o complexo
-
SEM CATEGORIA6 dias atrásPrefeitura avança com obras de drenagem, saneamento e pavimentação, transformando a realidade de moradores da Baixada da Sobral
-
FAMOSOS7 dias atrásCarol Peixinho curte dia de praia com Thiaguinho e o filho, Bento: ‘Amores’
-
FAMOSOS5 dias atrásAna Castela revela habilidade e ensina receita de salmão ao molho de maracujá
-
SEM CATEGORIA5 dias atrásPrefeito de Rio Branco apresenta nova frota de ônibus e inicia nova fase no transporte coletivo de Rio Branco
-
TJ AC7 dias atrásTJAC conquista Selo Linguagem Simples do CNJ pelo programa Audiência Pública
-
FAMOSOS7 dias atrásMaju Coutinho exibe barriguinha de grávida durante treino em casa