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Brasil registra alta de 20% nas importações de trigo; Paraná mantém competitividade do produto importado

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A Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema) divulgou, nesta quinta-feira (14), análise referente à semana de 8 a 14 de agosto, apontando queda nos preços do trigo no Paraná. O produto de qualidade superior foi negociado entre R$ 76,00 e R$ 77,00 por saco nas principais praças do estado.

No Rio Grande do Sul, o preço se manteve estável em R$ 70,00 por saco, com média local de R$ 69,93. A Ceema ressaltou que o mercado brasileiro permanece fortemente influenciado pelos preços internacionais.

Importações brasileiras de trigo crescem 20% em 12 meses

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), as importações nacionais de trigo seguem em expansão. No período de agosto de 2024 a julho de 2025, o volume importado atingiu 6,83 milhões de toneladas, representando aumento de 20% em relação aos 12 meses anteriores.

Somente em julho, o Brasil importou 616.910 toneladas de trigo, alta de 26,7% sobre junho, mas 4,3% inferior ao registrado em julho do ano passado.

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Mercado interno travado e influência do trigo argentino

Na primeira quinzena de agosto, o mercado brasileiro se manteve sem grandes movimentações. No Rio Grande do Sul, o trigo argentino para entrega em dezembro apresentou queda de R$ 3,14 por saco. Compradores internos ofereceram R$ 1.350,00 por tonelada, posto moinho nas regiões de Porto Alegre, Canoas e Serra, e R$ 1.320,00 no centro do estado. Negócios pontuais foram realizados a R$ 1.280,00 por tonelada (R$ 76,80 por saco) para embarque em agosto.

Para o trigo destinado à ração, o deságio seguiu em 20%, refletindo menor atratividade do produto nesse segmento.

Santa Catarina enfrenta excesso de trigo gaúcho e queda na produção

Em Santa Catarina, o mercado também permanece travado, com excesso de trigo gaúcho pressionando os preços para entre R$ 1.330,00 e R$ 1.360,00 por tonelada (valores FOB, acrescidos de frete e ICMS). Apesar do aumento da área semeada, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta queda de 6,3% na produção catarinense.

Paraná mantém competitividade do trigo importado

No Paraná, o trigo importado se mantém competitivo, impulsionado pela valorização do real e pelos preços mais baixos de países vizinhos. No mercado à vista, a cotação recuou para R$ 1.400,00 por tonelada CIF, enquanto o futuro foi negociado a R$ 1.300,00 por tonelada CIF moinho. Negócios com trigo paraguaio chegaram a R$ 1.440,00 por tonelada CIF.

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De acordo com a TF Agronômica, “o lucro do triticultor paranaense subiu para 4,32%, ainda inferior às oportunidades do mercado futuro, que alcançaram 32,1% ao longo do ano”.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Consumo em supermercados cresce 1,92% no 1º trimestre de 2026, mas alta dos alimentos pressiona cesta básica

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O consumo nos supermercados brasileiros registrou crescimento de 1,92% no primeiro trimestre de 2026, segundo levantamento divulgado pela Abras. O desempenho reflete a recuperação gradual do poder de compra das famílias, apesar da pressão inflacionária sobre alimentos e itens básicos.

Consumo avança com efeito renda e calendário

O destaque do período foi o mês de março, que apresentou alta de 6,21% em relação a fevereiro e crescimento de 3,20% na comparação anual.

De acordo com a Abras, o resultado foi influenciado por dois fatores principais:

  • Antecipação de compras para a Páscoa, celebrada no início de abril
  • Efeito calendário, já que fevereiro possui menos dias

Além disso, a entrada de recursos na economia contribuiu diretamente para o aumento do consumo. Entre os destaques:

  • Pagamentos do Bolsa Família, que beneficiaram 18,73 milhões de famílias, com repasse de R$ 12,77 bilhões
  • Liberação de aproximadamente R$ 2,5 bilhões do PIS/Pasep
Inflação dos alimentos eleva custo da cesta básica

Apesar do avanço no consumo, o custo da cesta de produtos segue em alta. O indicador Abrasmercado, que acompanha 35 itens de largo consumo, registrou aumento de 2,20% em março, elevando o valor médio de R$ 802,88 para R$ 820,54.

Entre os principais itens que puxaram a alta estão:

  • Feijão: +15,40% no mês e +28,11% no trimestre
  • Leite longa vida: +11,74% no mês
  • Tomate: +20,31%
  • Cebola: +17,25%
  • Batata: +12,17%
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A forte elevação de hortifrutis reflete fatores sazonais e oscilações na oferta, impactando diretamente o bolso do consumidor.

Proteínas e itens básicos mostram comportamento misto

No grupo de proteínas, os preços apresentaram variações distintas:

  • Alta nos ovos (+6,65%) e na carne bovina (traseiro +3,01% e dianteiro +1,12%)
  • Queda no frango congelado (-1,33%) e no pernil (-0,85%)

Já entre os itens básicos, houve recuo em produtos como:

  • Açúcar refinado (-2,98%)
  • Café (-1,28%)
  • Óleo de soja (-0,70%)
  • Arroz (-0,30%)
Higiene e limpeza também registram alta

Os itens de higiene pessoal e limpeza doméstica também apresentaram elevação nos preços, ainda que de forma mais moderada.

Destaques:

  • Detergente líquido (+0,90%)
  • Desinfetante (+0,74%)
  • Sabonete (+0,43%)
  • Papel higiênico (+0,30%)

A única queda relevante foi no sabão em pó (-0,29%).

Nordeste lidera alta regional no custo da cesta

Na análise por regiões, o Nordeste apresentou a maior variação mensal, com alta de 2,49%, elevando o custo da cesta para R$ 738,47.

Confira a variação regional:

  • Nordeste: +2,49%
  • Sudeste: +2,20%
  • Sul: +1,92%
  • Centro-Oeste: +1,83%
  • Norte: +1,82%
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Expectativa: consumo deve seguir aquecido no 2º trimestre

Para o segundo trimestre, a expectativa do setor supermercadista é de continuidade no crescimento do consumo, impulsionado por novas injeções de renda na economia.

Entre os principais fatores:

  • Antecipação do 13º salário de aposentados e pensionistas do INSS, com previsão de R$ 78,2 bilhões
  • Pagamento das restituições do Imposto de Renda, estimado em cerca de R$ 16 bilhões
Riscos: custos logísticos e cenário externo podem pressionar preços

Apesar do cenário positivo para o consumo, o setor mantém cautela em relação aos custos. A alta do petróleo e o encarecimento do transporte podem impactar a cadeia de abastecimento, elevando os preços de alimentos nos próximos meses.

Segundo a Abras, produtos mais sensíveis a frete, clima e oferta devem continuar sob pressão, exigindo maior eficiência operacional e estratégia de preços por parte das empresas.

Cenário: consumo cresce, mas inflação dos alimentos segue no radar

O avanço do consumo nos supermercados mostra recuperação da demanda interna, sustentada pela renda das famílias. No entanto, a inflação dos alimentos e os custos logísticos continuam sendo fatores-chave para o comportamento do setor no curto prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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