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Manejo de ovos férteis: estratégias para aumentar eclodibilidade e qualidade de pintinhos

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Na avicultura, cada etapa do processo produtivo influencia diretamente o desempenho final do lote. O manejo adequado dos ovos férteis, desde a postura até a chegada ao incubatório, é determinante para garantir melhores índices de eclodibilidade, qualidade dos pintinhos e eficiência produtiva.

Coleta dos ovos: etapa crucial para viabilidade embrionária

O período entre a coleta e a incubação concentra fatores críticos que podem comprometer o ciclo produtivo. A coleta deve ser realizada várias vezes ao dia para minimizar exposição a variações de temperatura, impactos, sujidade e contaminações.

Ovos expostos a temperaturas inadequadas ou manuseio incorreto apresentam maior risco de redução da viabilidade embrionária e menor desempenho futuro das aves.

Transporte e armazenagem: controle de temperatura e umidade

O transporte dos ovos exige atenção especial. Temperatura controlada, ventilação adequada e redução de vibrações são essenciais. Impactos mecânicos e oscilações térmicas podem causar microfissuras na casca ou estresse embrionário, prejudicando o desenvolvimento.

Na armazenagem, fatores como temperatura, umidade, tempo de estocagem e posicionamento correto dos ovos determinam a qualidade do embrião até o início da incubação.

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Classificação criteriosa garante uniformidade do lote

A classificação dos ovos deve considerar peso, integridade da casca e padrão de qualidade. Ovos trincados, deformados ou sujos aumentam o risco de contaminação e perdas, afetando a uniformidade do lote e o desempenho posterior das aves.

Biosseguridade e vacinação fortalecem a saúde inicial

Além de manejo adequado, a biosseguridade é central na prevenção de contaminações que comprometem eclodibilidade e saúde das aves. Programas vacinais consistentes contribuem para reduzir riscos sanitários ainda nas fases iniciais da vida produtiva.

Entre as soluções recomendadas está a Poulvac® E. coli, vacina indicada para controle de infecções por Escherichia coli, um dos principais agentes de perda na avicultura. A aplicação é feita por spray em aves saudáveis a partir do primeiro dia de vida.

Benefícios do manejo estruturado

Quando conduzido de forma correta, o manejo de ovos férteis garante melhores taxas de eclosão, pintinhos mais saudáveis, desempenho zootécnico superior e maior eficiência produtiva.

Segundo Alan Berté, Assistente Técnico da Equipe de Avicultura da Zoetis Brasil, “pequenas falhas no manejo antes da incubação podem gerar impactos significativos no desempenho final do lote”.

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Inovação e suporte técnico fortalecem a cadeia produtiva

A Zoetis atua como parceira do setor ao longo de todo o processo, oferecendo soluções, tecnologias e suporte técnico que contribuem para a qualidade dos ovos e o desenvolvimento embrionário.

Investir em boas práticas, conhecimento e inovação aumenta a eficiência, melhora os índices de eclodibilidade e proporciona maior previsibilidade de resultados, mesmo diante de desafios sanitários crescentes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Consumo em supermercados cresce 1,92% no 1º trimestre de 2026, mas alta dos alimentos pressiona cesta básica

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O consumo nos supermercados brasileiros registrou crescimento de 1,92% no primeiro trimestre de 2026, segundo levantamento divulgado pela Abras. O desempenho reflete a recuperação gradual do poder de compra das famílias, apesar da pressão inflacionária sobre alimentos e itens básicos.

Consumo avança com efeito renda e calendário

O destaque do período foi o mês de março, que apresentou alta de 6,21% em relação a fevereiro e crescimento de 3,20% na comparação anual.

De acordo com a Abras, o resultado foi influenciado por dois fatores principais:

  • Antecipação de compras para a Páscoa, celebrada no início de abril
  • Efeito calendário, já que fevereiro possui menos dias

Além disso, a entrada de recursos na economia contribuiu diretamente para o aumento do consumo. Entre os destaques:

  • Pagamentos do Bolsa Família, que beneficiaram 18,73 milhões de famílias, com repasse de R$ 12,77 bilhões
  • Liberação de aproximadamente R$ 2,5 bilhões do PIS/Pasep
Inflação dos alimentos eleva custo da cesta básica

Apesar do avanço no consumo, o custo da cesta de produtos segue em alta. O indicador Abrasmercado, que acompanha 35 itens de largo consumo, registrou aumento de 2,20% em março, elevando o valor médio de R$ 802,88 para R$ 820,54.

Entre os principais itens que puxaram a alta estão:

  • Feijão: +15,40% no mês e +28,11% no trimestre
  • Leite longa vida: +11,74% no mês
  • Tomate: +20,31%
  • Cebola: +17,25%
  • Batata: +12,17%
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A forte elevação de hortifrutis reflete fatores sazonais e oscilações na oferta, impactando diretamente o bolso do consumidor.

Proteínas e itens básicos mostram comportamento misto

No grupo de proteínas, os preços apresentaram variações distintas:

  • Alta nos ovos (+6,65%) e na carne bovina (traseiro +3,01% e dianteiro +1,12%)
  • Queda no frango congelado (-1,33%) e no pernil (-0,85%)

Já entre os itens básicos, houve recuo em produtos como:

  • Açúcar refinado (-2,98%)
  • Café (-1,28%)
  • Óleo de soja (-0,70%)
  • Arroz (-0,30%)
Higiene e limpeza também registram alta

Os itens de higiene pessoal e limpeza doméstica também apresentaram elevação nos preços, ainda que de forma mais moderada.

Destaques:

  • Detergente líquido (+0,90%)
  • Desinfetante (+0,74%)
  • Sabonete (+0,43%)
  • Papel higiênico (+0,30%)

A única queda relevante foi no sabão em pó (-0,29%).

Nordeste lidera alta regional no custo da cesta

Na análise por regiões, o Nordeste apresentou a maior variação mensal, com alta de 2,49%, elevando o custo da cesta para R$ 738,47.

Confira a variação regional:

  • Nordeste: +2,49%
  • Sudeste: +2,20%
  • Sul: +1,92%
  • Centro-Oeste: +1,83%
  • Norte: +1,82%
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Expectativa: consumo deve seguir aquecido no 2º trimestre

Para o segundo trimestre, a expectativa do setor supermercadista é de continuidade no crescimento do consumo, impulsionado por novas injeções de renda na economia.

Entre os principais fatores:

  • Antecipação do 13º salário de aposentados e pensionistas do INSS, com previsão de R$ 78,2 bilhões
  • Pagamento das restituições do Imposto de Renda, estimado em cerca de R$ 16 bilhões
Riscos: custos logísticos e cenário externo podem pressionar preços

Apesar do cenário positivo para o consumo, o setor mantém cautela em relação aos custos. A alta do petróleo e o encarecimento do transporte podem impactar a cadeia de abastecimento, elevando os preços de alimentos nos próximos meses.

Segundo a Abras, produtos mais sensíveis a frete, clima e oferta devem continuar sob pressão, exigindo maior eficiência operacional e estratégia de preços por parte das empresas.

Cenário: consumo cresce, mas inflação dos alimentos segue no radar

O avanço do consumo nos supermercados mostra recuperação da demanda interna, sustentada pela renda das famílias. No entanto, a inflação dos alimentos e os custos logísticos continuam sendo fatores-chave para o comportamento do setor no curto prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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