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Confira as convocações de estágio desta semana

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O cadastro de reserva do processo seletivo realizado em 2024 tem sido alcançado pelas convocações, que está em sua sexagésima edição

Devido ao não comparecimento na entrega de documentos, a Secretaria de Gestão de Pessoas do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) segue com as convocações para o preenchimento de vagas de estágio. Na segunda-feira, 23, a convocação foi destinada as aprovadas e aprovados nos cursos de Comunicação Social e Direito.

Na terça-feira, 24, foram publicados mais quatro editais. O primeiro dando continuidade ao chamamento do curso de Direito para Rio Branco, o segundo convocando estagiários nível pós-graduação de Direito para Bujari, Cruzeiro do Sul e Rio Branco. O terceiro com a continuidade da convocação de pós-graduação em Direito e, por fim, convocação de nível pós-graduação em Sistemas de Informação para Rio Branco.

Na quinta-feira, 26, foram publicadas mais quatro convocações, assim dando sequência ao chamamento para pós-graduação em Sistema de Informação e graduação em Comunicação, ambos para Rio Branco. Também para Direito para Porto Acre e Administração para Rio Branco.

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Encerrando a semana, nesta sexta-feira, 27, foi publicada a convocação para aprovados em Ciências Contábeis para Rio Branco.

Todos devem enviar a documentação exigida para o e-mail: [email protected], no prazo de cinco dias úteis, a partir da data de publicação do certame no Diário da Justiça, baixe aqui.

Mais informações: (68) 3212-8264.

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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TJAC dialoga com policiais militares o papel dos homens no combate à violência doméstica e proteção à mulher

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No evento, realizado na quarta-feira, 15, o juiz de Direito Guilherme Fraga, da Coordenadoria Estadual das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cosiv) do TJAC, palestrou e convidou os policiais a desenvolverem ações de prevenção à esses crimes e combate ao machismo

Qual o papel do homem no combate à violência doméstica? Para debater essa questão que, apesar de óbvia, ainda precisa ser tratada entre os homens, o juiz de direito Guilherme Fraga, integrante da Coordenadoria Estadual das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cosiv) do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), palestrou para policiais militares e civis no Workshop “Antes da Viatura: homens pela prevenção da violência doméstica”, nesta quarta-feira, 15, na Escola do Poder Judiciário do Acre (Esjud).

A atividade formativa foi organizada pela Patrulha Maria da Penha da Polícia Militar do Estado do Acre. A programação teve início com uma explanação da tenente-coronel da Patrulha, Cristiane Soares da Silva, com o tema “Mapeando a Realidade: Estatísticas de Gênero e o Custo Humano e Social da Violência”. Em seguida, a defensora pública Gabriella de Andrade Virgílio fez uma exposição sobre “Os homens como agentes de mudança na prevenção da violência contra as mulheres”.

Por sua vez, o juiz acreano, titular da 1ª Vara de Proteção à Mulher de Rio Branco, apresentou a palestra “O Sistema de Justiça e a Lei Maria da Penha na Reabilitação do Autor e Prevenção da Violência Doméstica”. A formação se encerrou com uma roda de conversa sobre paridade e o papel dos homens no fim desses crimes.

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O magistrado discorreu sobre o custo da violência, os principais objetivos da Lei Maria da Penha e a responsabilidade de cada órgão do Sistema de Justiça. Guilherme Fraga detalhou o trabalho de reabilitação dos grupos reflexivos de responsabilização dos autores de violência doméstica e convidou os participantes a desenvolverem uma masculinidade saudável:

“O homem tem um papel importante para desconstruir essa nossa sociedade baseada no machismo. Nós somos exemplos, temos que começar a mudar. Muitas vezes em uma audiência escuto ‘Ah, a mulher tem direitos demais’ ou ‘só ela falar que sou preso’, não é bem assim.  A sociedade não estimula a denúncia. Vocês só são chamados quando a violência acontece, quando a viatura é acionada.  Então, no dia a dia vocês podem atuar na prevenção”, disse o juiz.

Por que não tem a lei João da Penha?

O Acre lidera o ranking nacional de feminicídios: com 3,37 mulheres mortas a cada 100 mil habitantes, na maioria das vezes de maneira brutal, por seus maridos. Mas o dado piora: no Brasil, em 2025, 1.568 mulheres foram assassinadas. No Acre, 74% dos feminicídios ocorrem dentro das residências, 91% envolvem relacionamentos afetivos, e o domingo é o dia com mais registros. Esses dados são do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e do Observatório de Gênero do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), apresentados pela tenente-coronel Priscila Soares, responsável pela Patrulha Maria da Penha no Acre.

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Os números comprovam o quanto as mulheres, infelizmente, precisam de proteção diária contra as pessoas com quem se relacionam. Assim, são necessários instrumentos legais especializados no enfrentamento às violências contra as mulheres, como a Lei Maria da Penha, e busca-se o fortalecimento das políticas públicas na área. Afinal, como afirmou a tenente-coronel Priscila, a mudança de comportamentos machistas e ações de educação devem ser desenvolvidas com os homens:

“Temos que trabalhar o homem, não só a mulher. Pois, ele vai continuar fazendo as mesmas coisas em outros relacionamentos. Em geral, os agressores não têm ficha criminal, é um trabalhador, pai de família,  exemplo. Mas, é esse homem, modelo de família, o autor da maior parte dos casos de violência doméstica. O homem não nasce agressor, ele aprende a ser. Se aprende a ser agressor, também pode aprender a não ser”, comentou a autoridade militar.

Fotos: Elisson Magalhães, Gleilson Miranda e Emanuelly Falqueto/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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