AGRONEGÓCIO
Enfezamento do milho pode causar perdas de até 70% e exige manejo integrado desde o início da safra
AGRONEGÓCIO
A incidência do enfezamento do milho segue como um dos principais desafios fitossanitários da cultura no Brasil, com potencial de provocar perdas que podem chegar a até 70% da produtividade. Diante desse cenário, especialistas reforçam a importância do manejo integrado como estratégia essencial para reduzir os riscos e garantir maior segurança ao produtor.
A principal responsável pela disseminação da doença é a cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis), inseto vetor de patógenos como fitoplasmas, espiroplasmas e o vírus da risca do milho. Esses agentes estão associados ao complexo de enfezamentos pálido e vermelho, que comprometem o desenvolvimento das plantas e a formação das espigas.
Segundo especialistas do setor, a cigarrinha não nasce infectada, mas adquire os patógenos ao se alimentar de plantas contaminadas. A partir disso, passa a transmitir a doença para outras áreas da lavoura, ampliando rapidamente o problema.
Plantio no momento certo reduz riscos
Entre os fatores determinantes para o controle da praga, a época de semeadura é considerada estratégica. O plantio no início da janela reduz a exposição inicial à cigarrinha e, consequentemente, diminui o risco de infecção.
Por outro lado, semeaduras tardias aumentam significativamente a vulnerabilidade das lavouras, já que coincidem com a migração de populações do inseto, elevando a pressão da praga no campo.
Danos severos e impacto direto na produtividade
Os prejuízos causados pelo enfezamento vão além da queda de produtividade. Entre os principais sintomas estão:
- Redução do porte das plantas
- Má formação de espigas
- Emissão de perfilhos (brotações laterais)
- Folhas com coloração amarelada ou avermelhada
- Presença de raiado fino, típico de virose
Em cenários de alta infestação, as perdas podem variar entre 20% e 70%, podendo chegar à inviabilização total da lavoura.
Controle da “ponte verde” é fundamental
Outro ponto crítico no manejo é a eliminação das plantas tigueras, que funcionam como hospedeiras da cigarrinha e dos patógenos durante a entressafra.
Como o inseto depende exclusivamente do milho para completar seu ciclo, o controle dessas plantas é essencial para interromper a chamada “ponte verde”. O uso de herbicidas na cultura anterior e a adoção de boas práticas na entressafra são medidas recomendadas.
Manejo integrado combina diferentes estratégias
O controle eficiente da cigarrinha exige a combinação de diversas práticas ao longo do ciclo da cultura. Entre as principais estratégias estão:
- Escolha de cultivares mais tolerantes
- Tratamento de sementes com inseticidas sistêmicos
- Monitoramento constante da lavoura
- Aplicações foliares bem posicionadas
- Rotação de ingredientes ativos
O tratamento de sementes, em especial, desempenha papel importante na proteção inicial da lavoura, garantindo efeito residual e controle mais eficiente nos estágios iniciais.
Pulverizações exigem precisão
Embora as aplicações foliares sejam amplamente utilizadas, sua eficácia depende de fatores como regulagem adequada dos equipamentos, escolha correta dos produtos e momento da aplicação.
O rápido crescimento do milho, com emissão frequente de novas folhas, exige atenção redobrada para garantir cobertura eficiente e controle da praga.
Tecnologia amplia proteção no campo
A adoção de tecnologias inovadoras também tem contribuído para o manejo mais eficiente de pragas na cultura do milho. Soluções com amplo espectro de controle e duplo modo de ação ajudam a otimizar as operações e reduzir perdas.
Entre os diferenciais dessas tecnologias estão o efeito residual prolongado, resistência à lavagem pela chuva e maior eficiência no controle de insetos mastigadores e sugadores, incluindo a cigarrinha-do-milho, percevejos, pulgões e lagartas.
Sustentabilidade e rentabilidade
O manejo integrado não busca eliminar completamente a praga, mas mantê-la em níveis que não causem prejuízos econômicos significativos.
Quando bem executado, o conjunto de práticas contribui para a sustentabilidade do sistema produtivo, melhora a eficiência no uso de insumos e garante maior rentabilidade ao produtor.
Com a intensificação dos desafios fitossanitários, o planejamento antecipado e a adoção de estratégias integradas seguem como pilares fundamentais para o sucesso da safra de milho no Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Empresas podem perder créditos de ICMS na transição tributária, alerta especialista; veja como evitar prejuízos
Panorama fiscal acende alerta no setor produtivo
A transição para o novo modelo tributário no Brasil tem gerado preocupação entre empresas de diferentes setores, especialmente pela possibilidade de perda de créditos acumulados de ICMS. O tema ganha ainda mais relevância diante de falhas recorrentes na emissão de documentos fiscais e da complexidade dos sistemas de apuração.
Segundo levantamento da IOB, empresa especializada em inteligência tributária, cerca de 70% das empresas brasileiras apresentaram divergências fiscais na emissão de documentos no primeiro semestre de 2024. O dado evidencia inconsistências operacionais que podem impactar diretamente a conformidade tributária e o aproveitamento de créditos.
Reforma tributária recoloca ICMS no centro das estratégias financeiras
Com a implementação gradual da reforma tributária, o crédito de ICMS volta a ocupar papel estratégico dentro da gestão financeira das empresas. Além de representar potencial reforço de caixa, esses valores podem ser comprometidos caso não sejam corretamente apurados durante o período de transição.
Para o contador e especialista em gestão tributária Altair Heitor, o momento exige organização imediata por parte das companhias.
“A reforma muda a lógica de apuração, mas não elimina o problema do crédito acumulado. Empresas que não se organizarem agora podem perder dinheiro no processo de transição”, afirma o especialista.
Erros fiscais ainda são principal entrave
De acordo com especialistas, falhas em campos técnicos como NCM, CFOP e destaque do imposto estão entre os principais motivos de bloqueio ou indeferimento de créditos fiscais.
A fiscalização digital, cada vez mais integrada, cruza informações em tempo real, o que reduz a margem para erros. Em muitos casos, as empresas só percebem as inconsistências quando já não há possibilidade de correção.
“Quando há inconsistência, o crédito pode ser bloqueado, e muitas empresas só percebem quando já não há mais possibilidade de correção”, explica Altair Heitor.
Créditos de ICMS como instrumento de capital de giro
Na prática, o crédito de ICMS pode ser convertido em reforço de capital de giro, desde que esteja corretamente apurado e validado. No entanto, o acesso depende de organização documental e cumprimento rigoroso das exigências fiscais.
Há registros de empresas que conseguiram recuperar volumes expressivos por meio da regularização de créditos acumulados, mas especialistas alertam que o processo exige técnica e governança fiscal.
Cinco cuidados essenciais para preservar e recuperar créditos de ICMS
Diante do cenário de transição tributária, especialistas recomendam uma análise estruturada antes de qualquer tentativa de recuperação de créditos:
- Revisar documentos fiscais dos últimos cinco anos: A legislação permite a recuperação retroativa de créditos. A análise histórica ajuda a identificar valores não aproveitados e inconsistências.
- Corrigir falhas na emissão de notas fiscais: Erros em NCM, CFOP e no destaque do imposto podem comprometer definitivamente o direito ao crédito.
- Organizar documentação fiscal e contábil: A consistência entre registros fiscais e contábeis é essencial para evitar indeferimentos.
- Conhecer as regras dos sistemas do fisco: Ferramentas como e-CredAc e e-CredRural exigem conformidade técnica rigorosa para validação dos créditos.
- Contar com suporte técnico especializado: A complexidade do processo exige acompanhamento profissional para reduzir riscos de perda e autuações.
“Empresas que tentam conduzir esse processo sem orientação aumentam o risco de indeferimento e perda de valores relevantes”, reforça Altair Heitor.
Impactos da reforma exigem gestão tributária mais estratégica
Com a evolução da reforma tributária, a tendência é que a gestão de créditos fiscais se torne ainda mais estratégica para a competitividade das empresas, especialmente em setores com alta carga tributária, como agronegócio, indústria e exportação.
Para especialistas, o debate vai além da conformidade fiscal e passa a influenciar diretamente o fluxo de caixa e a sustentabilidade financeira das operações.
“Não se trata apenas de recuperar imposto. Trata-se de preservar margem e garantir competitividade em um ambiente de mudança regulatória”, conclui Altair Heitor.
Conclusão
A transição tributária no Brasil exige atenção redobrada das empresas para evitar perdas financeiras relacionadas ao ICMS. Com alto índice de inconsistências fiscais e regras mais rígidas de controle, a organização prévia e o suporte especializado se tornam decisivos para garantir o aproveitamento correto dos créditos e a segurança financeira no novo cenário tributário.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
-
ACRE3 dias atrásCOMUNICADO
-
SEM CATEGORIA4 dias atrásPrefeito de Rio Branco participa da posse da diretoria da Associação de Moradores do Bela Vista
-
AGRONEGÓCIO4 dias atrásAbate recorde e rebanho de 17 milhões consolidam potência pecuária
-
SEM CATEGORIA5 dias atrásPrefeitura de Rio Branco lança projeto “Tênis e Beach Tênis nas Escolas” e entrega quadras revitalizadas
-
ESPORTES4 dias atrásCorinthians perde para o Mirassol e se complica no Brasileirão
-
AGRONEGÓCIO2 dias atrásAgro digital: Cerradão leva 4G ao campo com a TIM e transforma produção de açúcar e etanol no Triângulo Mineiro
-
FAMOSOS7 dias atrásGraciele Lacerda curte dia de piscina em família e exibe momento: ‘Que dia incrível!!’
-
SEM CATEGORIA5 dias atrásViva + Rio Branco celebra o Dia do Trabalhador com lazer, saúde e integração social

