TJ AC
TJAC prevê inclusão de reeducandas indígenas em círculos de construção de paz
TJ AC
Medida busca fortalecer os direitos humanos e ampliar ações de Justiça Restaurativa voltadas à população originária no sistema prisional do estado
Mulheres indígenas em privação de liberdade devem passar a participar dos círculos de construção de paz desenvolvidos pelo Tribunal de Justiça do Acre (TJAC). A inclusão delas foi debatida na manhã desta segunda-feira, 18, durante reunião realizada na sede do Judiciário acreano, entre representantes do Núcleo de Justiça Restaurativa (Nujures), da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen).
Durante o encontro, as instituições discutiram a elaboração de um termo de cooperação. A proposta é garantir à população indígena em situação de cárcere um acompanhamento mais humanizado durante o cumprimento da pena, com o apoio de equipes técnicas e multidisciplinares, atentas às especificidades étnicas, culturais e sociais de cada povo.
A medida integra os esforços do Poder Judiciário para fortalecer os direitos humanos e ampliar as práticas restaurativas no sistema prisional acreano. Entre elas, estão os círculos de construção de paz, espaços de diálogo e escuta em que os participantes podem refletir sobre os conflitos, compreender os impactos causados e construir soluções de forma consensual e responsável.
Com a iniciativa, o TJAC busca contribuir para a pacificação social, a reintegração de pessoas privadas de liberdade e a redução da reincidência criminal. A ação também está alinhada à Política Nacional de Justiça Restaurativa e às diretrizes de tratamento das pessoas indígenas no âmbito criminal do Poder Judiciário, ambas estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Participaram da reunião a supervisora do Nujures, desembargadora Waldirene Cordeiro; a equipe do Núcleo, formada por Acássia Munira, Fredson Pinheiro e Mirlene Taumaturgo; as representantes da Funai, Kalyne Andrade e Carolina Guidetti; a representante do Iapen, Elen de Melo; e a representante da população indígena, Jakelene Kaxinawá.




Fotos: Gleilson Miranda/Secom TJAC
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
TJ AC
TJAC dialoga com policiais militares o papel dos homens no combate à violência doméstica e proteção à mulher
No evento, realizado na quarta-feira, 15, o juiz de Direito Guilherme Fraga, da Coordenadoria Estadual das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cosiv) do TJAC, palestrou e convidou os policiais a desenvolverem ações de prevenção à esses crimes e combate ao machismo
Qual o papel do homem no combate à violência doméstica? Para debater essa questão que, apesar de óbvia, ainda precisa ser tratada entre os homens, o juiz de direito Guilherme Fraga, integrante da Coordenadoria Estadual das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cosiv) do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), palestrou para policiais militares e civis no Workshop “Antes da Viatura: homens pela prevenção da violência doméstica”, nesta quarta-feira, 15, na Escola do Poder Judiciário do Acre (Esjud).
A atividade formativa foi organizada pela Patrulha Maria da Penha da Polícia Militar do Estado do Acre. A programação teve início com uma explanação da tenente-coronel da Patrulha, Cristiane Soares da Silva, com o tema “Mapeando a Realidade: Estatísticas de Gênero e o Custo Humano e Social da Violência”. Em seguida, a defensora pública Gabriella de Andrade Virgílio fez uma exposição sobre “Os homens como agentes de mudança na prevenção da violência contra as mulheres”.
Por sua vez, o juiz acreano, titular da 1ª Vara de Proteção à Mulher de Rio Branco, apresentou a palestra “O Sistema de Justiça e a Lei Maria da Penha na Reabilitação do Autor e Prevenção da Violência Doméstica”. A formação se encerrou com uma roda de conversa sobre paridade e o papel dos homens no fim desses crimes.
O magistrado discorreu sobre o custo da violência, os principais objetivos da Lei Maria da Penha e a responsabilidade de cada órgão do Sistema de Justiça. Guilherme Fraga detalhou o trabalho de reabilitação dos grupos reflexivos de responsabilização dos autores de violência doméstica e convidou os participantes a desenvolverem uma masculinidade saudável:
“O homem tem um papel importante para desconstruir essa nossa sociedade baseada no machismo. Nós somos exemplos, temos que começar a mudar. Muitas vezes em uma audiência escuto ‘Ah, a mulher tem direitos demais’ ou ‘só ela falar que sou preso’, não é bem assim. A sociedade não estimula a denúncia. Vocês só são chamados quando a violência acontece, quando a viatura é acionada. Então, no dia a dia vocês podem atuar na prevenção”, disse o juiz.



Por que não tem a lei João da Penha?
O Acre lidera o ranking nacional de feminicídios: com 3,37 mulheres mortas a cada 100 mil habitantes, na maioria das vezes de maneira brutal, por seus maridos. Mas o dado piora: no Brasil, em 2025, 1.568 mulheres foram assassinadas. No Acre, 74% dos feminicídios ocorrem dentro das residências, 91% envolvem relacionamentos afetivos, e o domingo é o dia com mais registros. Esses dados são do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e do Observatório de Gênero do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), apresentados pela tenente-coronel Priscila Soares, responsável pela Patrulha Maria da Penha no Acre.
Os números comprovam o quanto as mulheres, infelizmente, precisam de proteção diária contra as pessoas com quem se relacionam. Assim, são necessários instrumentos legais especializados no enfrentamento às violências contra as mulheres, como a Lei Maria da Penha, e busca-se o fortalecimento das políticas públicas na área. Afinal, como afirmou a tenente-coronel Priscila, a mudança de comportamentos machistas e ações de educação devem ser desenvolvidas com os homens:
“Temos que trabalhar o homem, não só a mulher. Pois, ele vai continuar fazendo as mesmas coisas em outros relacionamentos. Em geral, os agressores não têm ficha criminal, é um trabalhador, pai de família, exemplo. Mas, é esse homem, modelo de família, o autor da maior parte dos casos de violência doméstica. O homem não nasce agressor, ele aprende a ser. Se aprende a ser agressor, também pode aprender a não ser”, comentou a autoridade militar.












Fotos: Elisson Magalhães, Gleilson Miranda e Emanuelly Falqueto/Secom TJAC
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
-
SEM CATEGORIA5 dias atrásPrefeitura de Rio Branco busca apoio federal para fortalecer a segurança hídrica da capital
-
AGRONEGÓCIO5 dias atrásEstado responde por 57,5% das exportações brasileiras de milho na safra 2024/25
-
AGRONEGÓCIO5 dias atrásGoverno prepara MP para renegociar R$ 100 bi em dívidas rurais com juros a partir de 5% aa
-
AGRONEGÓCIO5 dias atrásExportações somam R$ 7,27 bilhões em junho e atingem segundo maior valor da série
-
FAMOSOS5 dias atrásFernanda Paes Leme revela mal estar após tomar remédio para emagrecer: ‘Hospital’
-
AGRONEGÓCIO6 dias atrásAgricultura regenerativa ganha força no Cerrado com parceria entre AGCO Agriculture Foundation e The Nature Conservancy
-
FAMOSOS5 dias atrásGiulia Costa viaja com Otaviano Costa para a Suíça e celebra: ‘Suíça, já te amamos’
-
TJ AC6 dias atrásCorregedoria do TJAC orienta sobre impugnação da Relação Geral de Vacâncias e divulga canais oficiais de atendimento