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Pecanicultura em debate: especialistas discutem produtividade, rentabilidade e perspectivas de mercado da noz-pecã

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A cadeia produtiva da noz-pecã estará em evidência durante o VII Seminário da Noz-Pecã, que será realizado no dia 8 de julho, no Ginásio São Carlos, em Anta Gorda (RS). O evento reunirá produtores, técnicos e especialistas para discutir os principais desafios e oportunidades da pecanicultura brasileira, com foco no aumento da produtividade, na qualidade dos frutos e na rentabilidade dos pomares.

Um dos destaques da programação será a palestra do coordenador técnico do Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan), Jaceguáy Barros, que apresentará uma análise sobre os fatores que influenciam o desempenho econômico da atividade e as perspectivas de crescimento do mercado da noz-pecã no Brasil.

Manejo eficiente é fundamental para aumentar a rentabilidade

Durante a apresentação, serão discutidos os desafios enfrentados pelos produtores em todas as etapas da cultura, desde a implantação dos pomares até sua expansão e consolidação comercial.

Entre os temas abordados estarão práticas de manejo, produtividade, qualidade dos frutos, planejamento da produção e estratégias para elevar a competitividade da atividade.

Segundo Jaceguáy Barros, o objetivo é oferecer uma visão ampla da pecanicultura, mostrando que a rentabilidade depende de um conjunto de fatores técnicos e mercadológicos.

“Vamos comentar os principais desafios e oportunidades da pecanicultura no momento de implantação, ou mesmo para quem já está com o pomar sendo conduzido, ou ainda para uma ampliação do pomar, questões estas que afetam a produção, a produtividade, a qualidade e principalmente a rentabilidade do produtor”, destaca.

Consumo da noz-pecã cresce e amplia oportunidades para os produtores

Além dos aspectos relacionados à produção, a palestra também destacará a evolução do mercado consumidor da noz-pecã, impulsionada pelo aumento da divulgação de seus benefícios nutricionais e pela crescente valorização dos alimentos saudáveis.

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Nos últimos anos, campanhas de promoção do consumo e ações de fortalecimento da cadeia produtiva têm ampliado o reconhecimento da noz-pecã entre consumidores e aberto novas oportunidades para os produtores brasileiros.

De acordo com Barros, a combinação entre qualidade nutricional e maior conscientização do público favorece o crescimento da cultura.

“A noz-pecã é uma alternativa bastante interessante em função da sua qualidade nutricional e da ampliação do consumo, resultado do trabalho de divulgação que vem consolidando o fruto seco como um importante alimento para a saúde humana”, afirma.

Evento reforça desenvolvimento da pecanicultura brasileira

O VII Seminário da Noz-Pecã será uma oportunidade para atualização técnica, troca de experiências e discussão sobre tendências de mercado, reunindo profissionais envolvidos em diferentes elos da cadeia produtiva.

Com o avanço do consumo interno e a crescente profissionalização dos pomares, especialistas avaliam que a pecanicultura apresenta potencial para ampliar sua participação no agronegócio brasileiro, desde que os produtores invistam em tecnologia, manejo eficiente e planejamento estratégico para garantir produtividade e qualidade dos frutos.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Selic deve encerrar 2026 em 14% e pressiona custo do crédito no agronegócio, aponta Rabobank

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A taxa Selic pode encerrar 2026 em um patamar mais elevado do que o esperado anteriormente. Segundo revisão do Rabobank, a estimativa subiu de 13,25% para 14%, em meio a um cenário de inflação persistente e incertezas no ambiente macroeconômico brasileiro.

A atualização considera os sinais mais recentes divulgados na ata do Comitê de Política Monetária (Copom) e no Relatório de Política Monetária, que indicam uma postura mais cautelosa do Banco Central diante das pressões inflacionárias.

Espaço mais limitado para cortes de juros

A revisão reforça a percepção de que o ciclo de flexibilização monetária tende a ser mais gradual do que o previsto anteriormente. Embora cortes de juros tenham ocorrido nos últimos meses, o ambiente inflacionário ainda exige cautela.

Entre os principais fatores de pressão estão:

  • Preços de alimentos ainda voláteis
  • Oscilações no mercado de energia
  • Incertezas no comportamento das commodities globais
  • Desancoragem das expectativas de inflação

Segundo o Rabobank, o Banco Central deve manter uma postura restritiva por mais tempo para garantir a convergência da inflação à meta, o que limita o espaço para reduções mais agressivas da Selic.

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Crédito rural deve seguir mais caro e seletivo

Para o agronegócio, a manutenção da Selic em níveis elevados implica custo de financiamento ainda pressionado. Linhas de crédito rural atreladas ao mercado financeiro, operações estruturadas como CPRs financeiras, barter e financiamentos privados tendem a refletir diretamente esse ambiente.

Na prática, o cenário exige maior disciplina financeira dos produtores, com atenção redobrada ao fluxo de caixa, rolagem de dívidas e planejamento de investimentos.

Câmbio pode ter menor volatilidade, mas riscos persistem

Por outro lado, juros mais altos tendem a oferecer suporte ao real, reduzindo parte da volatilidade cambial. Esse fator pode beneficiar cadeias exportadoras do agronegócio, como soja, milho, café, algodão, açúcar e proteínas animais.

A estabilidade do câmbio contribui para previsibilidade na formação de preços e nas estratégias de comercialização, embora o mercado externo continue sendo determinante para as cotações internacionais.

Gestão e eficiência ganham ainda mais importância

Com a perspectiva de Selic elevada até o fim de 2026, especialistas avaliam que o ambiente seguirá desafiador para expansão do crédito e investimento no campo.

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Nesse contexto, ganham destaque estratégias como:

  • Gestão rigorosa de custos de produção
  • Reestruturação e alongamento de dívidas
  • Proteção financeira contra oscilações de mercado
  • Aumento da eficiência operacional nas propriedades

O cenário reforça que, em um ambiente de crédito mais caro por mais tempo, a gestão financeira se torna um dos principais fatores de competitividade do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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