RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Moraes concede prisão domiciliar temporária a Bolsonaro por 90 dias por motivos de saúde

Publicados

AGRONEGÓCIO

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, concedeu nesta terça-feira prisão domiciliar temporária, em caráter humanitário, ao ex-presidente Jair Messias Bolsonaro. A medida terá duração inicial de 90 dias e foi motivada pelo estado de saúde do ex-chefe do Executivo.

Decisão prevê recuperação de quadro clínico

Segundo a decisão, a prisão domiciliar passa a valer a partir da alta médica e tem como objetivo permitir a recuperação completa de um quadro de broncopneumonia.

O ministro destacou que, após o período de 90 dias, será feita uma nova análise para verificar a necessidade de manutenção da medida, podendo incluir perícia médica, caso necessário.

Medidas cautelares incluem tornozeleira e restrições

Apesar da concessão do benefício, Moraes determinou uma série de medidas cautelares ao ex-presidente. Entre elas estão:

  • Uso obrigatório de tornozeleira eletrônica
  • Proibição do uso de celular e redes sociais
  • Controle rigoroso de visitas, com possibilidade de vistoria
  • Proibição de manifestações ou acampamentos em um raio de até 1 km da residência

O descumprimento de qualquer uma dessas condições poderá resultar na revogação da prisão domiciliar e no retorno ao regime fechado ou a um hospital penitenciário.

Defesa cita necessidade de cuidados permanentes

Um dos advogados de Bolsonaro, Paulo Cunha Bueno, afirmou que a decisão restabelece coerência com entendimentos anteriores da Corte, citando caso semelhante envolvendo o ex-presidente Fernando Collor.

Leia Também:  Setor de aves e suínos ganha novo manual de integração com regras mais claras e foco em transparência

Segundo o advogado, o quadro de saúde de Bolsonaro exige cuidados contínuos, destacando que as necessidades médicas do ex-presidente são permanentes.

Repercussão entre familiares e aliados

A decisão foi comemorada por familiares e aliados políticos. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou mensagem em rede social agradecendo pela decisão.

O vereador Carlos Bolsonaro também se manifestou favoravelmente, embora tenha feito ressalvas sobre o processo. Já o senador Flávio Bolsonaro deve se pronunciar oficialmente sobre o tema nos próximos dias.

Decisão ocorre após parecer da Procuradoria-Geral da República

A medida foi concedida após parecer favorável do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que apontou a necessidade de cuidados constantes em ambiente adequado.

Segundo ele, o estado de saúde do ex-presidente exige atenção contínua, o que seria mais viável fora do sistema prisional, com reavaliações médicas periódicas.

Internação motivou novo pedido da defesa

A defesa de Bolsonaro solicitou a prisão domiciliar após a internação ocorrida em 13 de março, no Hospital DF Star, em Brasília, para tratamento de pneumonia bacteriana decorrente de broncoaspiração.

Leia Também:  Seara e Governo do Paraná anunciam R$ 475 milhões em investimentos para fortalecer a avicultura no Estado

De acordo com os advogados, com base em relatório médico, o ex-presidente apresentava risco de agravamento do quadro clínico.

Histórico recente de prisão e saúde

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos de prisão em regime fechado por tentativa de golpe de Estado e outros crimes. Ele foi preso preventivamente em novembro, na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, após descumprir condições impostas anteriormente.

Posteriormente, a prisão foi convertida em definitiva para cumprimento da pena.

Nos últimos meses, o ex-presidente, que completou 71 anos recentemente, apresentou episódios recorrentes de problemas de saúde que resultaram em atendimentos hospitalares.

Contexto e desdobramentos

A decisão ocorre em meio a pressões de aliados e familiares, além de discussões internas no meio jurídico. Também coincide com um momento de questionamentos envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, relacionados a temas externos ao caso.

Com a concessão da prisão domiciliar temporária, o caso deve permanecer sob acompanhamento do Supremo Tribunal Federal, com novas avaliações previstas ao término do prazo estabelecido.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Exportações do agronegócio brasileiro somam US$ 16 bilhões em maio e atingem segundo maior valor da história para o mês

Publicados

em

Por

As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 16 bilhões em maio de 2026, registrando crescimento de 8,2% em relação ao mesmo período do ano passado e consolidando o segundo maior resultado da série histórica para o mês. O desempenho foi impulsionado principalmente pelos embarques de soja e proteínas animais, que compensaram a queda observada nos setores sucroenergético e de etanol.

Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela Consultoria Agro do Itaú BBA mostram que o agronegócio segue como um dos principais motores da balança comercial brasileira, sustentado por volumes robustos de exportação e preços favoráveis em importantes cadeias produtivas.

Soja lidera pauta exportadora e mantém forte geração de receitas

O complexo soja permaneceu como principal destaque das exportações brasileiras em maio.

Os embarques de soja em grão totalizaram 14,8 milhões de toneladas, avanço de 5% em comparação com maio de 2025. Apesar da redução de 12% frente a abril, movimento considerado natural após o pico da colheita, a receita alcançou US$ 6,3 bilhões, sustentada pela valorização dos preços internacionais.

O farelo de soja também apresentou desempenho positivo, com exportações de 2,5 milhões de toneladas, crescimento de 12% na comparação anual.

Já o óleo de soja registrou uma das maiores altas entre os principais produtos do agronegócio, com embarques de 202 mil toneladas, aumento de 34% em relação ao mesmo mês do ano passado. Além do avanço no volume, os preços médios seguiram em trajetória de valorização.

Carnes ampliam participação no mercado internacional

O segmento de proteínas animais manteve ritmo acelerado nas exportações brasileiras.

A carne bovina in natura alcançou 262 mil toneladas exportadas em maio, crescimento de 20% frente ao mesmo período de 2025. A receita somou US$ 1,7 bilhão, impulsionada pelo aumento dos preços internacionais, que atingiram média superior a US$ 6,5 mil por tonelada.

Leia Também:  Fila de 25 km na BR-163 expõe gargalo no escoamento da soja pelo Arco Norte

A carne de frango apresentou um dos melhores desempenhos do mês, com embarques de 442 mil toneladas, alta de 32% na comparação anual.

Já a carne suína exportou 111 mil toneladas, registrando crescimento de aproximadamente 5% sobre maio do ano passado, mantendo a trajetória positiva observada ao longo de 2026.

Açúcar e etanol enfrentam cenário mais desafiador

Enquanto soja e proteínas avançaram, o complexo sucroenergético registrou resultados mais modestos.

As exportações de açúcar VHP somaram 1,8 milhão de toneladas, queda de 10% na comparação anual. Além da redução no volume, os preços internacionais recuaram mais de 20% em relação ao mesmo período de 2025, pressionando as receitas do setor.

O açúcar refinado também apresentou retração, com embarques de 159 mil toneladas, volume 27% inferior ao registrado um ano antes.

No caso do etanol, a queda foi ainda mais expressiva. As exportações despencaram para apenas 17 mil metros cúbicos, retração de 79% na comparação anual. A perda de competitividade do produto brasileiro no mercado internacional continua sendo o principal fator limitante para os embarques.

Milho, algodão e suco de laranja registram avanços

Entre os demais produtos agrícolas, o milho apresentou a maior variação positiva do mês em relação ao ano anterior.

Os embarques alcançaram 249 mil toneladas, crescimento superior a 570%, embora o volume ainda seja considerado modesto devido ao estágio inicial da colheita da segunda safra.

O algodão também registrou forte desempenho, com aumento de 52% nos volumes exportados.

O suco de laranja manteve trajetória positiva, com crescimento de 17% nos embarques, reforçando a posição do Brasil como principal fornecedor global do produto.

Leia Também:  Imea mantém projeção de safra de soja em MT e alerta para ausência de chuvas significativas
Tarifas dos Estados Unidos voltam ao radar do agronegócio

Além dos resultados comerciais, o setor acompanha com atenção os desdobramentos das investigações comerciais conduzidas pelos Estados Unidos contra o Brasil.

No início de junho, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propôs uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros. Entre os temas citados estão comércio digital, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais.

Apesar da medida, boa parte dos principais produtos do agronegócio brasileiro ficou fora da lista de sobretaxação, incluindo carnes, café, frutas, cereais, sementes, fertilizantes e suco de laranja.

Posteriormente, uma nova proposta de tarifa adicional de 12,5% foi apresentada em investigação relacionada a alegações de trabalho forçado em determinadas cadeias produtivas.

As audiências públicas sobre as medidas estão previstas para julho, e o mercado segue atento aos possíveis impactos para o comércio bilateral.

Exportações acumuladas mantêm crescimento em 2026

No acumulado de janeiro a maio de 2026, o agronegócio brasileiro segue apresentando resultados consistentes.

Os destaques são o crescimento das exportações de soja, carnes bovina, suína e de frango, além do avanço das vendas externas de óleo de soja, algodão e milho.

Por outro lado, setores como açúcar refinado, etanol, café verde, trigo e celulose registram desempenho inferior ao observado no mesmo período do ano passado.

Mesmo diante das incertezas comerciais internacionais e da volatilidade dos mercados globais, o agronegócio brasileiro mantém forte competitividade e continua ampliando sua relevância no comércio mundial de alimentos, fibras e energia renovável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA